domingo, 31 de maio de 2015

DÚVIDA


Choro a desilusão de não ter sido
Choro a irrealização de não ter possuído
Choro a decepção de não ter ido.
Mundos distantes me esperam
Com tudo de lindo que sonhei ter
Oferecendo-me a chance de ser
Tudo aquilo que sempre quis.
Um mundo para se viver
Sentir na sua intensidade o prazer,
A alegria, felicidade, contentamento
Serão eles coisas de momento?
Doi, machuca a irrealização
A incerteza da escolha
A dúvida do que ficou.


Marisete Lopes

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Perdido

Perdido

Os olhos viajam pelo caminho,
perdido, busco encontrar uma saída.
O atalho não leva a lugar nenhum,
nas encruzilhadas da vida quero

encontrar o seu ser puritano.
A melodia, embalando o encontro,
fazendo-me perder o compasso,
dando a leveza dos pássaros.

De mãos dadas, 
Venceremos a fadiga,
já não estou sozinho
nesta bendita viagem.
Os seus pés são a seta

que indica o rumo a ser seguido,
os seus braços aliviam o cansaço,
os seus olhos guiam-me pela escuridão.
A sua alma é a bússola

que orienta a direção,
o seu corpo é o manto,
protegendo-me do frio.
A jornada, que era errante,

agora tem o seu ponto de chegada.
O seu coração é o porto seguro,
não estou mais perdido,
encontrei a minha alma gêmea.


Osvaldo Teles