Que saudade dos antigos São João!
As fogueiras acesas nos terreiros,
As noites embaladas com forrozão,
Os corações pareciam um fogareiro.
O fumaceiro ia ganhando espaço,
Era festa de fartura e de alegria.
Todo mundo se enfeitava para o festão:
Amendoim, milho, laranja e quentão.
No terreiro, ouvia-se foguetes e rojões,
As noites ganhavam um ar de magia,
Nossas fantasias bailavam no salão.
Tudo corria na mais pura animação,
A zabumba e o triângulo davam o tom,
Faziam os corpos seguirem a marcação.
No barro batido, subia o maior poeirão.
Osvaldo Teles






