quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Corri corrutelas

Corri corrutelas à procura dele

Levava comigo a imagem bela

Vi no horizonte a sua imagem

De tão linda, parecia miragem


Meu coração se torna alado

O pensar não fica parado

Vou sair correndo estradas

Na busca da minha amada


Uma viagem faço ao paraíso

És para mim tudo que preciso

Minha imaginação ganha asas

O sangue queima como brasas


Agora me torno um passageiro

Tudo passa à minha frente ligeiro

O vento sopra como um galope

Guardo as lembranças no envelope


A saudade faz o pranto cair no chão

As rédeas fogem das minhas mãos

Estou partindo rumo ao desconhecido

Mesmo assim, não me sinto um vencido



Osvaldo Teles

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Gritei

Já gritei o seu nome, chorei,

Pois não ouvi a sua resposta.

Você não imagina que te amei,

Nem quis ouvir minha proposta.


Foi doído o seu triste adeus,

Não sei mais o que fazer.

Destruiu todos os sonhos meus,

Ainda estou tentando me refazer.


Ficaram em meu corpo suas marcas,

O aroma impregnado no ambiente.

Estou tentando entender as perdas,

Está afetando a minha mente.


Não pensei um dia passar por isto,

Dói na minha alma sua indiferença.

Uma paixão desta nunca tinha visto,

Só fico sonhando com a sua presença.


Sua ausência é, para mim, sentença.

O meu pobre coração não responde

Aos estímulos do meu cérebro louco.

Vagueio pela noite como um ébrio.



Osvaldo Teles

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Glorificarei

Glorificarei ao meu Senhor,

Encherá meu peito de amor.

Louvor à minha alma entrará,

Lado a lado comigo caminhará.


Ele me enviará suas bênçãos,

Encontro no amor renovação.

Bendirei o tempo todo, ó Pai,

Quem Lhe segue jamais cai.


Buscarei a Sua misericórdia,

Para dar paz ao meu coração.

Retira do coração a discórdia,

A Ti dirigirei a minha oração.


Do Seu perdão vou em busca,

As minhas dores vão ofuscar.

Tem um Deus me protegendo,

O elo com Ele está crescendo.



Osvaldo Teles

domingo, 9 de agosto de 2026

Qual capítulo

Em qual capítulo da minha vida

Fui aquele personagem principal?

Minhas cenas foram comprimidas,

Trilhando por um cenário marginal.


Não tive como adaptar meu enredo,

O meu ato nem podia ser ensaiado.

Não queria ser um ator coadjuvante,

Foi levado ao meu choro comovente.


Me foi negado ser o principal ator,

Tirando as belíssimas cenas de amor.

Deixei de lado meu descontentamento,

Mataram em mim o meu sentimento.


Reprimir meu amor que tinha nascido,

Pensei que o autor tinha se esquecido

De me inserir dentro do seu contexto.

Quis reescrever o meu próprio texto.


Só queria ser protagonista da história,

Podendo narrar minhas grandes vitórias.

Não tinha como deixar de fora as perdas,

Pretendia falar também minhas quedas.



Osvaldo Teles

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Não vou me inquietar

Não, não vou me inquietar com nada.

O Senhor que me colocou na estrada,

As minhas passadas Ele está guiando,

Fazendo que eu continue caminhando.


Fará que eu possa escolher seus caminhos.

As luzes do final do túnel vão acender.

Serás o sustentáculo na hora da queda;

Pelas minhas mãos, o meu Senhor pega.


Pela minha fé, sou religado ao celestial,

Devolvendo a paz a um ser magistral.

Quebrando o fio que me liga ao terreno,

Encontro em meu Deus um ser sereno.


Minha tranquilidade está ligada ao Senhor.

Tenho certeza de que tenho o Deus de amor,

Tirando da estrada os meus empecilhos.

Far-me-á, Senhor, caminhar pelos Seus trilhos.



Osvaldo Teles

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Oh meu Pai

Oh, meu Pai, dei-me sabedoria

Para poder fazer as escolhas.

Dai aos meus passos sua harmonia;

O vento me leva como folhas.


Soprado pelo vento do amor,

Sendo guiado pelo meu Senhor,

O Espírito Santo, toda terra inundou,

Sua luz toda a Terra iluminou.


Assim proclamo o santo nome:

Deus é Rei; sua justiça governa.

Com esplendor está no seu trono;

És o Senhor de todos os exércitos.


Vós sois o Altíssimo, meu Criador;

Os meus olhos se elevam ao céu,

Em júbilo, dando graças e louvor.

Te louvo em seu esplendor e glória.



Osvaldo Teles

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ternura

Vou te receber com madrigas,

Superando as nossas intrigas.

Tocando o corpo com ternura,

Mais parece uma bela escultura.


Se achegando, toda deli deli,

Vais me deixando à flor da pele.

Nos lábios encontro sua doçura,

Abrandando a minha amargura.


Comunguei com ela o meu amor,

Retirando dos meus olhos a dor.

Sou envolvido no jogo de sedução,

Dando alento para o meu coração.


A felicidade será uma recompensa.

Fico feliz quando estou na presença

Daquela que o meu coração ama.

O fogo, o fogo da paixão me queima.



Osvaldo Teles