quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Cansei

Cansei, deixei tudo para trás,

levando só a roupa do corpo.

Até o amor que tinha se desfez

depois dos seus duros golpes.


Chorei com a sua insensatez;

as pancadas deixaram marcas.

O amor que te dei não foi capaz

de fazer você mudar o seu jeito.


Deixou uma ferida no meu peito;

a minha fidelidade lhe entreguei.

Vou sair por esse mundo afora,

não adianta mais, vou embora.


Sofri por demais com as ofensas;

o meu coração já não aguenta

viver com tantas desconfianças.


Quando me lembro das palavras,

a dor corta o meu peito, violenta.

Às vezes tentei evitar o invisível.



Osvaldo Teles

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

As coisas do mundo

As coisas do mundo me fascinam,

Ó Jesus, mas não me contaminam.

Nem tudo fostes para ser vivido,

O mundano é um perigo previsto.


Para contaminar o fraco indivíduo,

Contaminará a alma do homem,

Causando a ruptura com o Criador.

Ele é bondoso, criou coisas lindas.


Sua benevolência será bem-vinda

Para embelezar o cotidiano da lida,

E nos deu o nosso poder de escolha

Para diferenciar o que é certo e errado.


Podendo continuar ligado ao celestial,

Cultivando no coração a verdadeira paz,

Entoando louvores a um ser magistral,

Nada no mundo será capaz de abalar.



Osvaldo Teles

Obrigado, Deus

Obrigado, Deus, acordei, estou vivo.

O resto vem por acréscimo, Senhor.

Só Sua presença na vida me basta.

Já foste benevolente para comigo.


Seguirei os meus caminhos Contigo.

Farei dos Teus braços o meu abrigo,

Do meu coração, a sagrada morada.

Estarás presente na minha jornada.


Em minhas preces Te farás presente,

Serás, Senhor, meu protetor constante.

Te glorificarei por toda a minha vida.

Minhas orações por Ti serão atendidas.


Só Te peço que oriente meus passos,

Mudando minha passada dos atalhos,

Desviando das armadilhas do tinhoso.

Tenho um Orientador todo-poderoso.



Osvaldo Teles

Meu beijo precisa do teu

Meu beijo precisa do teu para acender

As labaredas do amor no meu coração.

Bastam os seus braços para me prender;

A pele se arrepia com o toque da mão.


Tento me esquecer das suas reprovações,

Não tente compreender minhas ações.

Estou dependente dos seus carinhos,

Fazendo do meu quarto o nosso ninho.


Deixarei tudo devidamente preparado

Só para receber a minha obra de arte.

Neste momento, só quero ser amado,

Sentindo a maciez dos seus carinhos.


No ambiente, o seu aroma está no ar,

Deixando o meu espaço aromatizado.

Quando o tempo passa, me apaixono;

Sinto, no quarto, a sua forte presença.



Osvaldo Teles

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Caminhei

Caminhei, obstáculos encontrei

Pelos difíceis caminhos, parei

Para ver a distância percorrida;

Em alguns trechos, foi sofrida.


Pensei em desistir da jornada,

Busquei em Deus a minha fé,

Na esperança da chegada;

A fadiga não me deixa de pé.


Encontrei na oração as forças

Para seguir firme na caminhada,

Colocando os louros da vitória,

Olhar para o céu e dizer: ó glória!


Que o Senhor me acompanhou

A cada passada que fora dada;

De coração, agradeço ao Senhor

Por escutar as minhas orações.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Pergunto-me

Pergunto-me onde foi que errei,

foi muito amor que eu te dei.

Pensei que estava tudo certo,

mas o elo se quebrou entre nós dois.


No peito ainda guardo o amor,

tudo mudou, não foi de repente.

O meu erro foi te amar demais,

a tristeza o seu ciúme me traz.


Muitas vezes não sabe o que faz,

o amor que lhe dediquei se esvaziou,

ficando as saudades remoendo.

Busquei no seu olhar as respostas,


mas as suas decisões ficaram postas.

A paixão, aos poucos, virou solidão,

ficou sangrando o meu coração.

Tento esquecer suas decepções.



Osvaldo Teles

O eco do adeus

A luz amarelada do entardecer 

Entra tímida pela janela entreaberta 

Na mesa uma fotografia esquecida 

Ao lado de um copo pela metade 


E de uma rosa sem viço, morta 

Um silêncio profundo no ambiente 

Parece ter som o som da ausência 

No canto do quarto a sua camisola 


No canto a sanfona descansa calada

Como o coração que desaprendeu amar 

As notas que antes falavam de amor 

Agora durmo entre lágrimas não enxutas 


Lá fora o céu em tons de cinzas 

O vento leva consigo o eco do adeus

Mas dentro do peito a paixão ainda arde 

Como brasa escondida à espera do sopro 

Para a paixão ser reacendida no coração 



Osvaldo Teles