terça-feira, 3 de março de 2026

A cidade desperta

A cidade desperta em cores vibrantes.

As ruas pulsam com muita alegria,

no asfalto que brilha sob o sol

nasce a dança do corpo no movimento.


É um verdadeiro espetáculo, gente!

Ela surge no meio da multidão,

vai seguindo no balanço dançante;

a cada batida no tambor, o corpo gira.


O rebolado não é apenas uma dança,

são os quadris seguindo sua ginga,

é a sua linguagem corporal,

é celebração da vida na pista.


Os braços sobem abraçando a música,

o corpo vai para lá, para cá, como ondas

que lembram o baile das marés.

O suor brilha como confetes invisíveis.



Osvaldo Teles

Gostaria de semear

Gostaria, Senhor, de semear seu amor,

Espalhar nos quatro cantos que amou.

Me ensina a viver como o Senhor viveu,

Muitos milagres sua bondade concedeu.


Tirou do meu coração as mágoas,

A tristeza não encontrará mais guarida.

Fez a felicidade dar gargalhadas para mim,

Um lindo sorriso estampado nos lábios.


Dando um novo sentido à minha vida,

O verdadeiro amor às palavras me deu.

O corpo foi presenteado com alma nova,

Fui transportado para o jardim do Éden.


No seu amor passei a viver num paraíso,

O seu bondoso coração é minha morada.

Me fizeste navegar por águas tranquilas,

O Deus de amor minha vida transformou.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 2 de março de 2026

Vamos dançar

Chega pra cá, vamos dançar,

Solta seu corpo e deixa rolar,

Colando a sua pele na minha,

E sinta o meu calor, mainha.


Os passos seguem a sintonia,

No molejo que a música solta,

Reagindo ao estímulo do som,

Dança que a melodia dá o tom.


É no merengue que bailamos,

Seguiremos o ritmo do coração,

Como plumas, vamos flutuar,

No momento sentimos emoção.


E no molejo os corpos dançam,

Coxa com coxa, vamos no ritmo,

Só dança quem tem muito molejo,

Cola o seu corpo e sinto o ardor.



Osvaldo Teles

Arregaço as mangas

No dia em que eu tiver medo

das dificuldades da vida,

não me deito à espera

da perversa morte na partida.


Arregaço as mangas

e parto firme para a luta,

coloco Deus sempre à frente,

minha fé jamais se oculta.


Ele será o meu escudo,

abrindo todo o caminho;

no campo da batalha,

lutará sempre comigo.

Sairei sem um só arranhão.


Seu amor é minha arma

contra as dores e feridas;

com o Senhor ao meu lado,

tenho a certeza bendita:

serei um bravo vencedor,



Osvaldo Teles

Seus Toques

Quero seus toques me arrepiando,

Os seus beijos vão me excitando.

Me perco nas curvas do seu corpo,

Suas carícias me levaram ao topo.


Vou sentindo o seu intenso calor,

Vou ficando no estado de latência.

Nas veias corre a seiva do amor,

Deixa as entranhas em ardência.


Como o coração estivesse em brasa,

Os olhos vão ficando em chama.

A imaginação vai ganhando asas,

Os meus desejos no peito clamam.


Espero que em você eu ache abrigo,

Preciso do teu amor aqui comigo,

Para preencher o coração vazio.

Fico parecendo que estou no cio.



Osvaldo Teles

domingo, 1 de março de 2026

Zé Ninguém

Amei como jamais amei alguém,

fiz desse amor a minha devoção.

Hoje sou para ela um Zé Ninguém,

abriu uma chaga no meu coração.


Pensei ter achado o amor da vida,

tenho que recomeçar nova história.

Nas nossas brigas de voltas e idas,

as feridas vão gravadas na memória.


Queria essa paixão para a vida toda,

não deu certo, seguirei meu caminho.

A minha fantasia o sofrimento poda,

vou seguindo a nova trilha sozinho.


Tentarei não derramar as lágrimas,

o amor no meu peito está morrendo.

Deixei cair nas armadilhas do destino,

a esperança no coração vai renascer.



Osvaldo Teles

Fragmentado

As perguntas tiram o sono,

vais me tirando os sentidos.

Não encontro as respostas,

a realidade está posta.


Seu amor por mim acabou,

a cabeça fica fervilhando,

o coração fica chorando,

os ponteiros avançam.


Minhas fantasias dançam

em um mundo ilusório,

as ideias ficam perdidas,

sem serem compreendidas.


Quis encontrar o meu elo,

sem seu querer foi partido.

O amor insiste em continuar

em um coração fragmentado.



Osvaldo Teles