quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cachaceiro no piseiro

A minha ideia está cravada,

Vou tomar suco de cevada,

Com muito suco de cana,

Nem me chame de sacana.


Pode até chamar de leviano,

Eita! Vou filtrar como um pano,

Estou vivendo a minha vida,

Posso ficar de cabeça doída.


Não vou pensar no amanhã,

Só irei sair daqui de manhã,

Vai ficar lastrada minha mesa,

Quero saber quem é a presa.


Deixa eu beber minha breja,

Não vai subir para a mente,

Será muita cachaça na cachola,

Para ela não dar nenhuma bola.



— Osvaldo Teles

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Peixe fora d'água

Enquanto a mente voa,

O corpo inerte fica aqui.

A cabeça fica girando,

E eu não sei para onde ir.


Senhor homem lá de cima,

Manda-me um sinal aí.

Mostra o rumo a seguir,

Não me deixes perdido,


Sem saber para onde ir.

Já não sou compreendido,

O mundo aqui embaixo

Está ficando muito louco.


O bom senso ficou de lado,

O ser humano só pensa em si.

Sinto-me um peixe fora d’água,

Peço-te apenas uma trégua.


Estou deslocado neste planeta,

Tento entender os seus planos.

Às vezes, sinto-me numa sarjeta.



Osvaldo Teles

terça-feira, 12 de maio de 2026

Quero seu dengo

De você, eu quero seu dengo,

Vou te envolver no chamego.

Em seus braços, chego ao céu,

Minha lucidez vai para o beleléu.


Pelas nuvens viaja minha mente,

Assim, te vou amar eternamente.

Para sua gostosura, tiro o chapéu,

Fazendo minha cabeça dar giros.


Na sua forma de amor me inspiro,

Seus beijos são a chave para o prazer,

Deixando-me arrepiado com os toques,

Parece que caminho pelos bosques.


Em seu ser darei mergulho profundo,

Vais me envolvendo em seu mundo.

Sua suave essência vou absorvendo,

O seu perfume está me embriagando.



— Osvaldo Teles

Partiu

Partiu sem me dizer nada,

Se foi sem me dar adeus.

Deixou-me perdido na estrada,

Fiquei com o olhar ao léu.


Nenhum aceno me destes,

Tirando o brilho dos olhos.

Arrancou um pedaço de mim,

Deixou a tristeza sem fim.


Pulastes da minha garupa,

Na certeza que não tinha culpa 

Tive que prosseguir sozinho,

Eu e meu alazão no caminho.


Essa seria minha triste cena,

Buscar a felicidade motivava,

Não fazia mais parte da vida.


Em disparada, soltei as rédeas,

As ideias ficam comprometidas,

No meu peito ficaram as feridas.



— Osvaldo Teles

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Deus é simplesmente Perfeito

Deus é simplesmente perfeito,

Fizera tudo lindo e do seu jeito.

Fez da criação uma maravilha,

Só pretendo seguir a sua trilha.


Ele criou o lindo firmamento,

Nele colocou os seus luzeiros.

Maravilhas fez em nossas vidas,

Suas promessas foram cumpridas.


Na criação estão as suas mãos,

Demonstrando toda a sua perfeição.

Com muito carinho cuida da gente,

Em cada obra Ele está presente.


Fez-nos à sua imagem e semelhança,

O seu amor nos deu como herança.

Foi muito amor que nos dedicou,

Por amor a nós, seu Filho sacrificou.



— Osvaldo Teles

Artimanhas do sistema

O sistema é bruto, tentei lutar contra ele.

Se vacilar, nos prende com correntes,

Usa suas artimanhas para nos prender,

Muitas vezes, não temos como nos defender.


O capitalismo selvagem nos escraviza,

Condicionando-nos a aceitar suas condições.

Em nome da sobrevivência, aceitamos

A imposição colocada pelos patrões.


Tornando a mão de obra mercadoria

Barata nesse processo de produção,

Vai beirando ao estado de escravidão,

Alienando por completo nossas mentes.


Se torna tão natural que nem se sente,

É luta, é luta, meu irmão, pela libertação.

O Estado é o maior aparelho de dominação,

Onde quem tem a força é a classe dominante.



— Osvaldo Teles

domingo, 10 de maio de 2026

Tenho que fazer tudo hoje

Tenho que fazer tudo hoje,

não sei se terei o amanhã.

Ainda sinto os seus toques

correndo pelo meu corpo.


Como se fosse no momento,

os pelos estão se arrepiando.

Torno-me passageiro do tempo,

vou seguir sem me preocupar.


Com os contratempos, deixe virem,

irei preparar a minha montaria.

Meu amigo inseparável me guia,

seus latidos vão abrindo caminho.


Ela vai seguindo os meus passos,

vou viajando livre como pássaros.

A vontade da chegada impulsiona,

os pensamentos se condicionam.



— Osvaldo Teles