Tive que partir, deixando para trás
o melhor de mim, estradas trilhei.
Pensei que o mundo ia me abraçar,
no decorrer, armadilhas encontrei.
Tentei me desvencilhar das armadas,
estavam devidamente preparadas.
Era só eu e minha inconsistência,
algumas vezes perdi a prudência.
Meu instinto animal, por vez, aflora,
quis deixar o que me acometia lá fora.
Neste instante, fugia a consciência,
os empecilhos iam se agigantando.
Sentindo em minha carne arrepios,
ficava amarrado à vida por um fio.
Meus sentimentos me acompanham,
é o que me mantém firme na estrada.
Quem dera que o medo ficasse longe,
andei adentrando por terras distantes.
O amor foi o companheiro constante,
dando às minhas passadas agilidade.
Osvaldo Teles






