terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Uma bela história

Uma bela história para lhe contar,

Daquela que é para uma vida toda,

Vivida por um casal enamorado.

A cada dia ficam mais apaixonados.


Parecendo um casal de namorados,

Tornando seus momentos sagrados.

Faziam da felicidade sua companheira,

As fantasias se tornaram corriqueiras.


O amor e a paixão assumiram as ações,

Dando tranquilidade aos seus corações.

O seu leito se tornou o seu paraíso.


Seus passos seguiam a mesma direção,

Uma bela história de amor eles viveram,

A brasa da paixão todo dia acenderam.



Osvaldo Teles

No batuque

No batuque do timbal vou atrás,

Solto o corpo, vou sair pulando.

Atrás do trio elétrico, só quero paz;

No passo do axé, vou sair dançando.


No som do agogô, no canto nagô,

A cidade vai ganhando movimento.

Seguindo o afoxé e o ijexá, eu vou;

Vou ter muitas histórias para contar.


Abre-alas que o afoxé vai passando,

Contando as histórias de um povo.

É baianidade correndo nas veias.


Os tambores ecoam no solo brasileiro;

Em sua dança, trazem sua africanidade.

A musicalidade toma conta do corpo.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Meus sonhos

Os meus sonhos se tornaram

alados e bateram suas asas,

voaram em busca da realidade

e fiquei aprisionado nas ilusões.


Os devaneios assumiram as ações;

senti o aroma das rosas do Éden,

anestesiando os meus pesadelos.

Todos eles quiseram me aprisionar.


Suas correntes, quebrei os seus elos;

lembrei-me das minhas fantasias.

Só queria encontrar a fada madrinha,

encontrei no mundo real minha rainha.


Para me conduzir ao mundo da poesia,

vou viajando contrito em sua melodia,

encontrando minha musa inspiradora,

deixando livre uma alma sonhadora.



Osvaldo Teles

Voltei à minha terra,

Quando voltei à minha terra,

Senti um turbilhão de emoções.

O caboclo voltou ao seu chão,

Um filme passou à sua frente.


Veio uma alegria de repente,

Sentindo o frescor da brisa.

Tempo bom que não volta mais,

Voltarei sem olhar para trás.


Um ser no seu contentamento

Fechou a porta do passado,

Focou no que vem pela frente,

Um flashback vem à mente.


O canto do galo me faz acordar,

Vai apagando os momentos.

Fico sentado no batente

Das minhas recordações.



— Osvaldo Teles

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Fui laçado

Fui laçado pelos braços do amor,

Sentirei na alma o seu esplendor,

Deixando meus olhos brilhantes;

Nada será para mim como antes.


Os meus desejos serão saciados,

Deixam nos lábios sabor adocicado.

Ficam enamoradas as duas almas;

Em seus abraços encontro a calma.


Uma sensação agradável me domina

Quando busco o carinho de neguinha.

Amáveis são os toques em minha pele,

Provocando arrepios pelo meu corpo.


Em seus abraços vou me entregando,

As fantasias eróticas vão se realizando.

Meus desejos são colocados à prova;

Pelos seus beijos, meus lábios imploram.



Osvaldo Teles

Fui parido

Fui parido nesse mundo desigual,

Não tive direito ao método educacional.

A fome me seguia no ventre materno,

Já existiam os ladrões de terno.


Me criei nas vielas da favela,

Em uma realidade paralela.

Trago no corpo as sequelas

Da desnutrição materna.


Ainda querem me tratar como igual

Com aqueles que tiveram mesa farta.

Nem percebem que a fome me maltratou,

Não venha me falar que é vitimismo.


Onde o racismo é estrutural,

Tomada pela hipocrisia da sociedade.

Para que se fala tanto em igualdade,

Se vivemos numa eterna desigualdade?



Osvaldo Teles

sábado, 31 de janeiro de 2026

O sol despetava

O sol despertava radiante,

Entrando pelas frestas

Da janela saliente;

Até parecia uma festa.


Os pássaros ficavam alvoroçados,

Pulando de galho em galho,

Em um baile sincronizado

Com os cantares do galo.


Era um ar festivo no quintal,

Parecia a sinfonia dos canários.

Ao meu lado despertava a amada,

Expelindo o seu suave aroma.


Mais parecia uma realeza,

Fico encantado com a beleza;

Ali era o meu pedaço de céu.


Os pensamentos ficavam ao léu,

Como era lindo o meu despertar:

Vivia dentro de um belo sonho.



Osvaldo Teles