quarta-feira, 15 de julho de 2026

Chorei de tristeza

Foi doído, mas tive que dar adeus,

Destruindo todos os sonhos meus.

Agora, agora não tem mais nós dois;

Me entreguei, nem pensei no depois.


Te amo; muitas vezes esqueci de mim.

Levo comigo meus gritos reprimidos.

O que me resta é vagar neste mundo;

O amor termina de uma forma triste.


Era um amar muito sincero; te amei.

Pensei que era para toda a nossa vida.

Sempre te fui sincero, minha querida.

Agora me encontro numa encruzilhada,


Me perguntando que direção vou trilhar.

Infelizmente, só as boas lembranças

Vão me fazer lágrimas derramar,

Tirando os sorrisos dos meus lábios.


Em meu leito, só, sentia a sua falta.

São essas dores que me maltratam.

Percebo agora que nunca me amou.

Agora digo adeus e me vou embora.



Osvaldo Teles

terça-feira, 14 de julho de 2026

Dor de amor

A dor de amor só se cura

Nos braços de outro amor.

A minha paixão era pura;

É tarde, sua vez já passou.


Na pista, de novo, estou;

Não te causarei transtorno.

As palavras são uma bofetada;

Me refiz de suas pancadas.


Não esquecerei o que me fez.

Passei a me amar outra vez.

Apaguei seu nome da agenda;

Só quero que você entenda


Que são vidas que seguem;

Ninguém é dono de ninguém.

Sou eu o meu verdadeiro bem;

Cansei, cansei de amor sofrer.


Vou resgatar meu amor-próprio;

As mesas de bar vou esquecer.

Das dores de amor não morrerei;

Aos braços do amor me entregarei.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Fui expulso

Fui expulso do meu pedaço de chão.

Parti para bem distante, fui tristonho.

Meu destino me conduziu para longe;

não sabia qual seria o meu caminho.


Me belisca, acordando desse sonho.

O perigo ficava à espreita, à espera.

Seguir fiel ao propósito me proponho;

queria chegar inteiro à minha tapera.


O eu homem não estava preparado.

Por diversas vezes, o desânimo bateu,

sentindo todo o meu corpo cansado,

mas a minha perseverança venceu.


Tive que ser guiado pela esperança,

fazendo da minha fé a minha aliada.

No coração, tive que aumentar a crença,

deixando minha coragem na retaguarda.



Osvaldo Teles

Triste e sozinho

Quando estou triste e sozinho,

Sinto a falta do meu amorzinho.

A solidão no espaço é reinante,

O pensamento estará distante.


Meus olhos ficam lacrimejando,

As minhas ideias estão viajando.

Uma dor fica apertando meu peito,

Não consigo esquecer seu jeito.


Longe de ti, não sei o que fazer,

Sinto que o amor não vai morrer.

Vivo, na mente, tudo o que vivemos;

Ser feliz é tudo o que queremos.


Fico quieto no cantinho, sonhando,

O coração ganha asas e sai voando.

Ainda continuo um ser sonhador,

Curando a dor nos braços do amor.

O meu amor resiste a essa distância.



Osvaldo Teles

domingo, 12 de julho de 2026

Está quente

Está quente, estou pegando fogo,

Igual à água fervente, quero beber

Para matar minha sede. Pode encher

O copo, vou entornar só de uma vez.


Um fogo vai acendendo as labaredas,

Pode até me causar uma embriaguez.

O calor queimando minhas entranhas.

Vem, amor, vem refrescar esse calor.


O coração está parecendo um tambor.

Desce uma, desce duas, vamos tomar.

Está quente, coloca cerveja para gelar.

A avenida está cheia, está fervendo.


O nosso suor vai ficar escorrendo.

Vamos seguindo esse ritmo quente.

Todo mundo vai descer atrás do trio,

Fazendo o chão da avenida balançar.



Osvaldo Teles

Boteco sujo

Saí para beber no boteco sujo,

Fui à procura da dita-cuja, fujo.

Só tinha bebum do pé rachado,

Era cheio de copo mal lavado.


Ô povinho feio e mal-encarado,

Impregnado no cheiro de pinga.

É o sujo falando do mal lavado,

Como só tinha filho de rapariga.


O casal atracado brigava, parecia,

Carregando a peixeira do lado.

Cada um tinha as suas perícias,

Os movimentos não nos deixavam.


Percebo o garçom botar a talhada;

Hoje só sairei daqui embriagado.

O cheiro do álcool fica no espaço,

Provoca na mente a embriaguez.



Osvaldo Teles

sábado, 11 de julho de 2026

Sabe tudo

Ela diz que sabe tudo,

É muito escalada,

Conhecedora e vivida,

É uma mulher do mundo.


Quando olho para ela,

Já fiz um raio-X profundo.

Sei que é uma tabacuda,

Essa postura é só fachada.


A sua sopa de letras

Não vou comer jamais.

Dá opinião na hora errada,

Ela diz que é esperta,

Na verdade, não sabe.


É de nada, camarada.

Quando armou o bote,

Dei três pulos para trás.

Não sabe do que sou capaz.


Estou a anos-luz à sua frente,

No seu laço não caio mais.

Só fico lhe observando

Para ver o que está tramando.



Osvaldo Teles