sábado, 3 de outubro de 2026

Na corda bamba

Já apanhei por demais, apanhei,

Nada do que falar vou acreditar.

Não é porque me calei que aceitei,

Estou tranquilo, não vou reclamar.


Já coloquei umas duas na cabeça,

Irei parar para não me tornar ébrio.

Vou cortar antes que o mal cresça,

Pretendo recuperar meu equilíbrio.


Na corda bamba, vou me equilibrar,

Me levantarei das mesas dos bares.

Desde meu pesadelo, vou despertar,

Buscarei a felicidade em outros ares.


Segurando nas mãos do amor próprio,

Danço no contraponto das emoções,

Desviando deste caminho impróprio,

Sentindo a suavidade das canções.



Osvaldo Teles

Essa é para doer

Essa é para doer, é para fazer chorar.

A ingrata não reconhece o meu amor.

Pode falar, pode gritar, vou me calar.

O seu ciúme doentio lhe chegou.


Vai doer, mas vou me acostumar.

Fique tranquila, não irei brigar.

Meu amor, foi você que quis assim.

Não transfira sua culpa para mim.


Vou te falar, mas não vai acreditar

que foi amor que te entreguei.

Como foi lindo o nosso encontro,

hoje choro o nosso desencontro.


O ciúme comeu os neurônios.

Você só via o que ele queria.

Isso tudo, isso tudo só me feria.


Fizeste a minha paixão morrer.

O que resta é esquecer o que vivi.

Nesta relação, o que fiz foi sofrer.



Osvaldo Teles

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Para refletir

Só perdemos aquilo que um dia tivemos.

Só podemos segurar aquilo que temos.

Humildade é o maior triunfo para a vitória.

Todos os dias temos momentos bons e ruins.


Nem todo o tempo viveremos de glória.

A nossa vida é um verdadeiro trampolim.

Como pássaro pulando de galho em galho,

não nasci para ser nenhum querubim.


Só basta a vida dar gargalhada para mim.

Deixarei o que causou sofrimento de lado.

Não vou ficar pelos caminhos parado.

Agradeço a Deus por tudo que foi dado.


Não brigarei nesta minha vida por nada.

Seguirei firme nessa longa caminhada,

ficando no futuro, sem olhar para trás.

Quero sentir a sensação que a vitória faz.


Sei que a felicidade é feita de momentos,

sem me preocupar com os acontecimentos.

Ao final, só quero encontrar comigo mesmo,

retirando as minhas passadas do abismo.



Osvaldo Teles

terça-feira, 29 de setembro de 2026

A lua passeava

A lua passeava pelo céu azul,

Como era belo o seu brilho!

Incandescia sua luz no ser,

Ia sentindo os seus efeitos.


Era real ou fantasia o que vi?

A sua magia agia em mim.

Pude tocar a sua linda face,

Tão perto e tão distante.


Ao mesmo tempo, fantasio,

Vou criar o cenário perfeito.

Quero viver tudo outra vez,

O sonho e o real se confundem.


Seguirei o rastro das ilusões,

Me perco no planeta dos sonhos.

Estou sendo guiado pelos raios,

Pela sua beleza sou atraído.


Pelas suas fases sou envolvido,

Essa paixão só faz aumentar.

Não vejo a hora de te amar,

As fantasias vão despertar.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Um vazio

A garrafa de pinga está vazia,

A alma continua com melancolia,

A cabeça ficou dando rodopio,

Deixando no meu peito um vazio.


Tentei apagar minhas lembranças,

Mas parecia uma grande sentença.

Passava solitário as madrugadas,

O passado insistia em vir à cabeça.


Fui sentenciado a não esquecer,

Reavivando as minhas mágoas,

Enquanto tentava não reviver

Tudo aquilo que me fez sofrer.


Vindo à tona um ser sofredor,

Ao entorno me lembra o amor

Que um dia vivi intensamente.

Em um relance, vinha à mente.


Naqueles momentos difíceis,

Sentia falta do seu corpo quente.

Só quem sabe é aquele que sente,

Não sabes a falta que o amor faz.



Osvaldo Teles

domingo, 27 de setembro de 2026

Chicotada no lombo

O negro levou chicotada no lombo,

E os pés, em correntes, acorrentou.

Não chegaram aos deuses seus gritos,

Impedidos de praticarem seus ritos.


Escravidão, a mácula da sociedade,

Homens livres foram escravizados.

A podridão contaminou a humanidade,

Pelo capitão do mato, eram hostilizados.


Suas forças brutas foram exploradas,

O canavial era seu campo de lutas.

Em um cenário adverso, resistiram,

Contra o perverso sistema lutaram.


Conduzidos aos trabalhos forçados,

Revelaram o lado cruel dos homens.

Seus gritos de liberdade ecoaram,

E ecoam tambores no solo brasileiro.


A sua resistência permanecerá viva,

A luta por igualdade está na memória.

Cada um vai contando a sua história,

A violência da escravidão foi imensa.



Osvaldo Teles

sábado, 26 de setembro de 2026

Roupas espalhadas

Roupas espalhadas pelo chão,

A garrafa de vinho está vazia.

Vou extravasar a minha paixão,

Uma mistura de sonhos parecia.


Do seu umbigo fiz o meu cálice,

No caminho da felicidade, me perdi.

Neste momento, de mim esqueci.

A intensidade do amor me guiou.


Até parece que o tempo parou.

Me domina a sensação de prazer.

Pelas fantasias serei dominado.

Em seus quentes braços sou amado.


Os dados mágicos me acariciaram.

Não me preocupo pelo que está por vir.

Pelo fogo da paixão sou consumido,

Em nossas trocas intensas de carícias.



Osvaldo Teles