quarta-feira, 25 de março de 2026

Bambolê

Bambolê, bambolê, mexe a cintura,

Para um lado, para o outro, requebra.

O corpo vai liberando a quentura,

Os corpos colados vão dançar.


No salão, vamos sair deslizando,

No contraponto, vamos bailando.

Dança, dança com a pele colada,

No espaço, a mente fica alada.


O suor escorre, molhando o rosto,

A tristeza vai perdendo o posto,

Dando ritmo aos movimentos,

A alegria domina o momento.


A magia vem junto com o som,

A felicidade vai dando o tom.

Os passos ganham sincronia,

Liberando toda sua harmonia.



Osvaldo Teles

Seu sim

Amor! Pelo amor te encontrei,

Foste a mulher que desejei.

A vida voltou a sorrir para mim,

Fiquei feliz com o seu sim.


Te amar me fez muito bem,

Não sei se foi para ti também?

Tudo ao entorno ficou florido,

Tornando meus dias coloridos.


Pude sentir a cor da felicidade,

Devolveste a minha sensibilidade.

Respondia pelo nome de paixão,

Leveza deste ao meu coração.


Fazendo-o bater no compasso,

Dando suavidade aos passos.

Nos toques sentia a sua sutileza,

Mais parecia uma linda princesa.



Osvaldo Teles

Eternidade do amor

Nos braços do avô repousa o tempo,

em forma doce de recomeço,

um sorriso cheio de histórias

acolhendo o início de um novo verso.


Rugas que guardam memórias

brilham ao ver o futuro nascer,

na leveza da pequena neta

que começa agora a viver.


Ela se inclina curiosa ao mundo,

sem medo de se entregar,

enquanto mãos já calejadas

lhe ensinam, em silêncio, a amar.


Há um laço que o tempo não quebra,

feito de afeto e tradição,

é o passado guiando o futuro

no compasso do coração.


E nesse instante tão puro e sincero,

a vida mostra o seu valor:

um avô vendo em sua neta

a eternidade do seu amor.



Osvaldo Teles

terça-feira, 24 de março de 2026

O tempo não levou

Alma de flores, colônia desejo,

Perfume leve que o tempo guardou,

Brincadeiras no final da tarde

Que a infância jamais esqueceu.


Picula riscada no chão batido,

Garrafão correndo na palma da mão,

Esconde-esconde entre risos soltos,

Liberdade em cada emoção.


Cantiga de roda no vento dançava,

No coreto da praça a vida pulsava,

E a primeira estrela lá no céu surgia,

Como um sonho que o peito guardava.


Fantasia pura de ser criança,

Ingenuidade feita de luz,

Primeira namorada, doce lembrança,

Que o coração ainda traduz.


A descoberta do mundo ,

Olhos abertos para o que viria,

Mas a ilusão, tão leve e serena,

Se perdeu na idade tardia.


E hoje, na alma, ainda floresce

Um tempo que o tempo não levou,

Pois quem foi criança de verdade

Nunca deixa de ser quem sonhou.



Osvaldo Teles

Pingos de alegria

As lágrimas da minha tristeza

Se tornaram pingos de alegria.

Pude sentir de novo sua beleza,

Seus lindos olhos me contagiam.


Eram a minha fonte de energia,

Podendo absorver a sua leveza.

Sentirá a pureza do meu coração

Quando se acha que tudo acabou.


Aí chega, com toda a força, o amor

Para dar sentido ao novo viver,

Retirando dos olhos o traço de dor.

Juntos aprenderemos a conviver.


Dando suavidade às passadas,

Se tornaram um só, os dois corações.

Caminham de mãos dadas na estrada,

Vão sentindo as mesmas sensações.



Osvaldo Teles

Coração em frangalhos

Estou com o coração em frangalhos,

Uma tristeza me consome por dentro.

Não sei até onde vou aguentar a dor

De viver sem ter seu amor, seu corpo.


Você estará comigo aonde eu estiver;

Sem possuir o seu amor, não sei viver.

Conheço até as suas curvas sinuosas,

Sentirei na pele sua quentura gostosa.


Despertando em mim loucos desejos,

Quando fico envolvido nos seus beijos,

Um fogo queima em minhas entranhas;

Sem querer, vou me entregar na manha.


Aqui dentro, a paixão está despertando;

Dessa forma, meu coração vai amando.

Quero reacender essa fogueira em mim,

Preciso que seu amor me responda: sim.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 23 de março de 2026

Coração doendo

Partir com o meu coração doendo,

deixo o interior para buscar o capital.

A minha alma se foi chorando,

tive que quebrar o meu elo vital.


O sonho do menino ficou para trás,

a nostalgia tomava conta da mente.

As lembranças na memória se refazem,

a sua saudade aperta o peito latente.


Vai ficando esquecida a essência,

dói tanto que as lágrimas escorrem.

Vou adquirindo a minha experiência,

minhas certezas, no decorrer, morrem.


Continuam vivas minhas recordações,

que me acompanharam por toda a vida.

Vão diminuir as belíssimas emoções,

as experiências serão compreendidas.



Osvaldo Teles