terça-feira, 19 de maio de 2026

Gota a gota

Gota a gota vou destilar as mágoas,

Vou beber uma cachaça como água.

Ô, seu moço, coloca mais uma pinga,

Hoje não quero saber de sua intriga.


Não compro com você nenhuma briga,

A sua indiferença não vai me afetar.

Neste encontro, só queria me entregar,

Essa dor me faz perder a consciência.


Não queira encontrar em mim coerência,

Nunca vou me tornar num raparigueiro.

Pretendia apenas seu amor verdadeiro,

Ficariam para trás os meus sofrimentos.


No coração, cicatrizavam os ferimentos,

Eu esqueceria os endereços dos bares,

Livremente ia viajando por outros ares,

Tirando da minha vida todos os vícios.



— Osvaldo Teles

segunda-feira, 18 de maio de 2026

A dor da saudade

Cerveja gelada, hoje vou tomar todas,

Apagarei da memória as lembranças.

Nada pior do que a dor da saudade,

Não quero depender da sua caridade.


Se for por amor, posso até repensar,

A mesa do bar agora é meu endereço.

Fiz de tudo, amor, mas não te esqueço,

Passei por diversas camas, não esqueci.


O jeito que você ama me fez apaixonar,

Vai me deixar prontinho para te amar.

Pedirei ao garçom para colocar mais uma,

Não pensarei no mundo lá fora, esquecerei.


Vou estourar um champanhe para festejar,

Por favor, não venha encher o meu saco.

Só vou sair do bar quando me embriagar,

Pretendo destilar as minhas mágoas.



— Osvaldo Teles

domingo, 17 de maio de 2026

Caminhando com Jesus

Vou caminhando com Jesus,

Serás para sempre minha luz.

Nunca me perco no caminho,

Com Ele não estou sozinho.


A jornada tem destino certo,

Pega na mão e me conduz.

Sou fruto do seu amor, Senhor,

Será para sempre meu protetor.


Sem Ele não serei ninguém,

É o único que quer o meu bem.

Quando clamo, sou atendido,

Em seu nome, portas se abrem.


És o meu Deus de compreensão,

A minha vida está em suas mãos.

Os meus pedidos são atendidos,

Os passos se tornam mais leves.



— Osvaldo Teles

sábado, 16 de maio de 2026

Minha fé

Nasci brigando com o destino

Desde os tempos de menino

A vida nunca sorriu para mim

Ela nunca me deu o seu sim


Pense em um cabra teimoso

Briguei muito, não fui temeroso

Até vencido, não me entreguei

Mesmo com adversidades, lutei


Nada na minha vida foi em vão

Deus tinha o controle na mão

Tenho como arma a minha fé

Nas quedas, me colocou de pé


Meu Senhor ia me orientando

Minha alma seguia lhe louvando

A missão ainda não está definida

Assim, buscarei o sentido da vida



— Osvaldo Teles

Carrego no coração

Carrego no coração minhas tristezas,

Deixando para trás minhas incertezas.

Vou seguindo a luz do sol nascente,

Meu triste olhar vai ficando reluzente.


Na algibeira, levo o pouco que tinha,

Dependurada no ombro, levo a viola.

Tive que partir para cumprir minha sina,

As lembranças vão ficar na memória.


Apreciar as paisagens era obrigatório,

Para serem contadas em minha história.

Algumas ficam largadas pela estrada,

Busquei repouso em minhas paradas.


O vento soprava as minhas saudades,

Iam dando ao meu cavalo velocidade.

O som do berrante dava para ouvir de longe,

A imagem surgia na linha do horizonte.



— Osvaldo Teles

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Se achega

Se achega de mansinho,

Me abraça devagarinho,

Apertando em seu peito,

Sinto o calor da sua pele.


Toco no seu corpo perfeito,

Sinto a energia que vem dele,

A magia do amor nos toma,

Fluindo dos poros o aroma.


Como é lindíssima sua face,

Com seu carinho me abrace,

Sentirei toda a sua ternura,

Deixando a minha alma nua.


Vou ficando embriagado,

Amor e paixão se confundem,

O corpo vai ficando extasiado,

A mente viaja livre no espaço.


Perde contato com a realidade,

Sendo tomado pelas fantasias,

Sou envolvido no conto de fadas,

As ilusões assumem meus dias.



— Osvaldo Teles

Olha a cocada! Gostosa.

Lá vem a menina subindo a ladeira,

Com o cesto na cabeça, ela desce,

Desfilando no maior malabarismo,

Ela vai gritando: “Olha a cocada!”


Vou seguindo a sua rebolada,

Com sua sensualidade provocante,

Fico de longe olhando seu molejo,

Despertando o pervertido desejo.


Vou seguindo o seu rebolado,

O meu coração bate acelerado,

O seu andar parece uma dança,

O seu olhar vem como uma lança.


Adianto os passos, vou ao seu lado,

Suas passadas saem cadenciadas,

Anda como se estivesse na passarela,

Atento, vou seguindo os passos dela,

Olhando o compasso do seu rebolado.



— Osvaldo Teles