quarta-feira, 22 de julho de 2026

Em seus braços

Em seus braços acho aconchego,

retirando de mim os meus medos.

O seu toque vem cheio de ternura,

aumentando, no corpo, a temperatura.


A paixão está queimando as veias,

vais me envolvendo em suas teias.

O quarto se enche dos meus gemidos;

são as emoções que vou sentindo.


Bons momentos de felicidade traz;

estando contigo, teu amor me refaz,

suturando, assim, as minhas dores,

enfeitando a minha vida com flores.


Transportou-me para uma bela cena;

no seu abraço vou ser feliz apenas.

O seu ser maravilhoso se revelando;

na junção dos corpos, vou te amando.



Osvaldo Teles

terça-feira, 21 de julho de 2026

Desolado

É, Deus, fico me perguntando:

para que tantos sofrimentos?

Dói que quase não aguento;

em oração, busco a resposta.


Que vai me deixando desolado,

o meu coração fica apertado.

Ficam pingando as lágrimas,

a tristeza toma conta da alma.


Que chega a tirar o meu sono;

no meu canto, fico chorando.

Estou sentindo o seu abandono,

do seu trono, fica me olhando.


Não aguento tanta acusação,

isto machuca o meu coração.

Me doei a esse amor, Senhor;

afasta de mim o cálice de dor.


Quero deste sofrer me refazer,

Nem sei meu amor o que fazer,

Não quero perder a minha fé,

Foi ela que me colocou de pé.



Osvaldo Teles

Oxente, moço

Oxente, moço, venho do Nordeste,

Tenho orgulho de ser dessa terra.

Nesta banda só tem cabra valente,

O belo sol nasce por trás da serra.


O seu amanhecer se tornando belo,

A natureza despertando maravilhosa.

No entardecer, o sino toca na capela,

Anunciando o lindíssimo anoitecer.


A vida vai mostrando a sua pujança,

O canário solta carretilha majestosa.

Esse recanto tem os seus encantos,

Cada pedacinho tem a sua história.


Que guardo, saudoso, na memória.

Suas praias com toda a sua beleza,

A energia de sua gente é contagiante,

Os passos do seu povo têm leveza.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Voz do coração

Basta escutar o meu coração,

ele te fala pela voz do amor.

Envolvido nessa doida paixão,

nos seus lábios busca o sabor


que faz dar sabor à minha vida.

Ele vai pulsando no compasso,

está dando ritmo à sua batida,

sentindo o calor do seu abraço.


Vais galopando na sua emoção,

te levo comigo nas lembranças.

Ecoa suave como uma canção,

saudade sobre a cabeça dança.


Imaginei-te uma belíssima deusa,

só pretendia te dar o nome Vênus.

Seu olhar palpitações me causa;

entre os seus braços, estamos nus.


A suave voz do seu coração escutar,

dentro de mim os sonhos acordava.

O amor dentro de nós ia despertar,

prontinho para lhe admirar estava.



Osvaldo Teles

domingo, 19 de julho de 2026

A estrada continua

A estrada continua no mesmo lugar,

Meus passos me levaram para longe.

Olhei para trás, não tenho como voltar,

Solitários, meus pensamentos forjam.


Os olhos ficam perdidos no horizonte,

Um flashback passa na minha mente.

Com os meus fantasmas fico defronte,

Sua miragem aparece na minha frente.


Os velhos sonhos ficaram adormecidos,

Novos sonhos deram sentido à jornada.

O novo homem do seu leito é despertado,

Buscando aconchego no colo da amada.


Os devaneios voam livres como pássaros,

Sossego darei aos meus loucos pesadelos.

Não vou ser mais o dono dos meus passos,

De fantasia em fantasia, construo o castelo.


As passadas seguem livres e sem direção,

Deixando os difíceis caminhos mais belos.

Nesta imensidão, vou perdendo minha visão,

Como a brisa soprando os meus cabelos.



Osvaldo Teles

Mataram o Homem

Mataram o Homem pensando

Que iriam matar os seus ideais,

Mas Ele venceu o seu calvário,

Ele venceu a sua triste morte.


Pediu ao Pai para aliviar a dor,

Ressuscitando no terceiro dia.

As palavras foram espalhadas,

Encheram os corações de alegria.


Mostrando toda a sua maestria,

Mataram o Homem, a fé continuou.

A sua crença no mundo cresce:

Ele é o nosso Deus e Salvador.


Quem tem fé n'Ele não padece,

Será levado ao Reino de Amor.

Ao mundo mostrou o seu poder,

Tornando-se o poderoso Senhor.



Osvaldo Teles

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Passarinho livre

Ô, ô, ô, o seu ciúme, o amor acabou.

A minha felicidade, o danado enterrou.

Não venha colocar em mim sua culpa,

Agora não venha me pedir desculpas.


Vivi com você a paixão avassaladora,

Eram as sensações enlouquecedoras.

Nem pensei que teríamos o fim assim,

Imaginei que nosso amor teria um fim.


Ô, ô, ô, não chorarei o que terminou.

Caí! Mas o amor-próprio me levantou.

Vou levantar a cabeça e seguir sozinho,

Voarei livremente igual a um passarinho.


É, é, vida que segue, vou seguir a minha.

Sonhos de viver uma vida contigo tinha.

Ó, tudo foi maravilhoso enquanto durou,

Não sabes quantas noites a alma chorou.



Osvaldo Teles