quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Quantas saudades

Saudade, saudade, saudade!

Quantas saudades de outrora!

Criançada brincava no terreiro,

Nosso devaneio era corriqueiro.


Vivíamos momentos magistrais,

Perdemos o contato com o real.

Os luzeiros fazem o jogo de luz,

Ao mundo ilusório nos conduz.


As brincadeiras corriam soltas,

Do sonhar, a fantasia toma conta.

Era esconde-esconde e picula,

As cantigas de roda são só ilusões.


Tudo era motivo para brincadeira,

Nos envolvendo na sua fantasia.

Fui levado ao mundo dos sonhos,

Não tinha na face traços tristonhos.


Viver, viver, viver era muito natural,

Das fantasias, o terreiro era o palco

Para o grande espetáculo da vida.

A nossa felicidade não fica contida.



Osvaldo Teles

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Atende, ó Pai, as minhas preces

Ouvi, ó Senhor, minhas súplicas,

Ó Deus, pelo vosso imenso amor.

Atende, ó Pai, às minhas preces,

A Ti, Senhor, entoarei belos louvores.


Deixarei a Santa Trindade agir,

A Sua força vai me transformar.

Pronto para o que está por vir,

Seguirei, meu Pai, o Seu caminho.


Com o Senhor, não estou sozinho,

Vou seguindo as Suas passadas.

Vais dando leveza à minha jornada,

O amor distribuirei pelas estradas.


Serei fiel às Suas santas palavras,

Guia, ó meu Senhor, os meus passos,

Conduzindo-me pelo caminho certo.

Vou seguir as Suas passadas, ereto.


Serás o companheiro na caminhada,

Em festa, a minha alma cantará a Ti.

Com leveza, os meus passos darei,

Chegarei aos caminhos que almejei.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Destino

O destino nos apresentou,

O fogo da paixão despertou.

Foi lindo o nosso encontro,

Estava vivendo um conto.


Te amei desde a primeira vez,

A felicidade em nós se refez.

É belíssimo o nosso amor,

Tirando do resto o traço de dor.


Pude sentir do viver a leveza,

Absorvendo toda sua beleza.

A minha vida voltou a sorrir,

Suas carícias queria sentir.


O amor preencheu o vazio,

As nossas almas felizes sorriram.

Até hoje sinto seus efeitos,

Vou te amar, não tem jeito.


Quero beijar os seus lábios,

Para matar os meus desejos,

Sentindo, nos toques, o prazer,

Aumentando em mim o querer.



Osvaldo Teles

sábado, 31 de outubro de 2026

Dona da verdade

És a dona da verdade,

já perdeu a racionalidade.

Não sei mais o que fazer,

não vou te contradizer.

 

O que você diz,

tenho certeza que não fiz.

Perguntei ao meu Deus

por que tenho que passar

 

por estas situações.

Meu coração não aguenta,

é muita confusão na cabeça,

tentei explicar muitas vezes.

 

As suas ideias estavam fixas,

não há nada que explique:

foi a fidelidade que te dei,

foi o meu amor que entreguei.

 

Não sei o que foi que te cegou,

uma doença o seu ciúme virou.

Ó Deus, por favor, me livra disto,

um amor assim não tinha visto.

 

Mas a sua desconfiança minou,

amor, o seu bom senso acabou.

Tudo entre nós dois estremeceu,

os meus sonhos adormeceram.

 


Osvaldo Teles

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Êxtase

Até o coração valente se aperreia

Quando o amor chega de repente,

Fazendo sorrir uma alma tristonha.

A minha vida se tornou diferente.


Viverei o amor em sua plenitude,

Lendo tudo na manha, na manha.

Quando o tempo passa, te amo.

Pelo seu nome, o meu ser clama.


No meu interior, aumenta a chama.

Vou sentindo a paz em meu ser.

Foi amor que nasceu dentro de mim,

Fez o coração bater no compasso.


A minha tristeza vai para o espaço.

No meu rosto, ficaram os seus traços.

Já sinto a felicidade tomando conta,

Os meus desejos vão aflorando.


As nossas almas se completando,

Prazeroso será o nosso encontro,

Parecendo um verdadeiro conto.

Os corpos vão entrar em êxtase.



Osvaldo Teles

O som das palavras

O som das palavras ainda ecoa,

Sinto as lágrimas molhando a face.

Não estou encarando tudo na boa;

Para curar, vou enchendo o cálice.


Tens uma língua bastante afiada,

Causou no meu peito uma ferida.

Dos males de amor, eu padeço;

As mesas dos bares são o endereço.


Estou me tornando um ébrio,

Aos poucos, vou perder meu brio.

A esse amor puro me entreguei;

Amar era tudo que um dia sonhei.


Só pretendia amar e ser amado,

Podendo repousar ao seu lado.

O meu coração tentei te entregar;

O que fizeste comigo foi brincar.


Amor, por favor, me deixa te amar!

Não sei por que fui me apaixonar.

Vulnerável fiquei em suas mãos;

Só fizeste maldade com meu coração.



Osvaldo Teles

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Respeita a tradição nordestina

Sinta a pegada de quem tem intimidade,

Derrubando touro brabo com os braços.

Meu caro, aqui é terra de cabra macho,

Fui criado à base de mocotó e buchada.


Dando ao meu coração muita vitalidade,

Não venha para cá me oferecer salada.

Uma boa chamada você não vai aguentar,

A feijoada comia com uma boa pimenta.


Pense em um nordestino cabra da peste,

Criado à base de amendoim e rapadura.

Uma dose de pinga era para abrir o apetite,

O copo de coalhada servia de sobremesa.


Seu moço, respeite a tradição nordestina,

Cabra, respeito é bom, e o nordestino gosta.

O plantão é duro, não é para qualquer um,

Trabalha sob o sol a pino, não é para menino.



Osvaldo Teles