terça-feira, 1 de setembro de 2026

Senhor, quem habitará

Senhor, quem habitará na vossa morada?

Todos que seguem as palavras sagradas.

Filho! Aqueles que têm um coração puro,

que não têm os pensamentos impuros.


Quem segue pelos caminhos dos justos

não empresta seu nome para os injustos.

Seguirás somente o caminho do Senhor,

vais semeando o seu verdadeiro amor.


Julgarei com justiça as ações de cada um.

Esperai no Pai as suas santas bênçãos.

Ele estará guiando as suas passadas,

fará do seu coração a minha morada.


Colocando a sua fé como a sua guardiã,

ela te guiará pelos caminhos tortuosos.

O certo é que o ontem não voltará jamais,

o amanhã só ao meu Deus pertence.

Então, vamos aproveitar a vida agora.



Osvaldo Teles

Ando aperriado

Ando aperriado pelos cantos,

O seu não tirou meu encanto.

Ficaram estreitos os caminhos,

Caminho me sentindo sozinho.


As noites se tornam monótonas,

Todas as tristezas vindo à tona.

Só vai aumentando meu drama,

Isto é o martírio daquele que ama.


Não encontro nada que dê jeito,

Encontrei nela um ser perfeito.

Fui envolvido nas suas tramas,

Como queria que fosse a dama.


Como quero reativar meu sonho,

Arredio, passo os dias tristonho,

Tirando o brilho dos meus olhos,

Devolvendo as minhas ilusões.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Amor e entrega

No silêncio do quarto,

escuto seus gemidos

no pé do meu ouvido.

O meu sentir abstrato


ganhará corpo e alma.

Vou encontrar a calma.

Na sua magia, me perco,

o querer fecha o cerco.


Pela paixão sou tomado,

no leito vou ser amado.

Essa espera não aguento,

é para mim um sofrimento.


E que é bom estar guardado!

O silêncio vai ser quebrado

com os ecos de seus gritos.

Há muito tempo espero por isto.


Na união, nosso amor acontece,

de dor o coração não padece.

Já me entreguei sem medidas,

em uma viagem somente de ida.



Osvaldo Teles

domingo, 30 de agosto de 2026

O fogo da paixão ainda queima

Sinto os efeitos da noite passada,

O fogo da paixão ainda me queima.

Por linda sensação, a alma é tomada,

Vou sentindo na pele a sua ardência.


Fico perdido com os seus carinhos,

Cada, cada toque me fazia arrepiar.

Me faz sentir falta dos seus beijinhos,

Que faziam os meus olhos brilharem.


Os vínculos estão por todo o corpo,

Degustei em sua boca o seu vinho,

Fazendo do seu umbigo o meu copo,

Os corpos colados no nosso cantinho.


No clímax do romance, somos atraídos,

Com toques suaves, seremos envolvidos,

Me entregando sem cerimônia ao amor,

Aos poucos, vou desfazendo seu pudor.



Osvaldo Teles

sábado, 29 de agosto de 2026

Seu ciúme

Não sei mais o que faço, te amei.

Seu ciúme está acabando comigo,

acabou com os sonhos que sonhei.

Deixei a minha felicidade contigo.


Nunca tinha visto uma cabeça assim.

O amor que te dei não valeu a pena.

Está sendo muito sofrido para mim;

no caminho, ele se perdeu, que pena.


Você é a dona dos seus próprios atos.

Não tenho nenhuma responsabilidade

e nem vou lhe confrontar com os fatos,

nem vou brigar com as suas vontades.


Amor verdadeiro foi o que te entreguei,

fazendo da fidelidade a minha bandeira.

O meu viver nas suas mãos coloquei,

querendo que fosse a eterna companheira.



Osvaldo Teles

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Suave é o perfume

Suave é o perfume que vem de ti.

Lindos são os seus traços faciais.

Na busca do seu belo rosto, parti.

Seus sorrisos não eram artificiais.


Bebi nos seus lábios sua bebida,

Foi o estimulante da minha vida.

Fiquei diante da deusa Afrodite,

Nunca vi mulher tão bela, acredite.


Da pele exala o aroma do jasmim,

O portal do Olimpo foi aberto.

A deusa se materializou para mim,

Fui alvejado com a flechada certa.


Ao planeta dos sonhos fui levado,

O ilusório dançava sobre a cabeça.

Pela deusa Diana fui enfeitiçado,

A viagem pelas fantasias começa.



Osvaldo Teles

Dona Fulô

Ensaboa, ensaboa a cabeça,

Depois passa a mão no rosto,

Passando sabão pelo corpo,

Eita, povo que gosta de treta!


Entrando embaixo desta bica,

Dá uma olhada pela fechadura,

Deixará a água molhar a pele,

A água que molha, o sol seca.


A roupa quarando no quarador,

Já bateu as roupas na pedra,

Dona Fulô, a sua roupa já secou,

Faz a trouxa para levar pra casa.


A meninada adora uma futrica,

Passa sabão nas palmas da mão,

Para escorregar no corpo todo,

Rapaz, esses meninos têm arte!


Pinto o mundo com suas cores,

Pense em um fuzuê da peste!

No final, tudo virava brincadeira,

As travessuras corriam soltas.



Osvaldo Teles