quinta-feira, 18 de junho de 2026

Estou cansado

O que está pensando, amor?

Já me causou muitas dores.

Estou cansado de sua cisma,

Vamos esquecer das brigas.


Queria recomprar o tempo,

É puro amor que sinto por ti.

És a mais bela, minha amada,

Vais ser para mim a namorada.


Só preciso dos seus carinhos,

Não suporto mais ficar sozinho.

Venha, amor, para o nosso ninho,

Sem você aqui não tem sentido.


Os dias passam sem colorido,

Nem vou ocultar o sentimento.

Devolve ao espírito sua alegria,

Devolvendo à minha vida magia.


Por favor, faz meu coração bater

No compasso das suas emoções.

Que os meus olhos voltem a ter brilho,

E as passadas retornem aos trilhos.



Osvaldo Teles

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Aventura noturna

Partir para uma aventura noturna,

Sentir o aroma das damas-da-noite.

A luz da lua é para mim a lanterna,

Tentei me esquivar dos seus açoites.


Os seus braços eram o meu capote,

Os seus lábios foram o meu pote.

Os efeitos da lua me hipnotizavam,

No encontro, carnaval, nos amamos.


Para me encarar, tinha muita sorte,

Deixando essa força tomar conta.

Vais comigo por onde eu andar,

Sobre as estrelas iremos nos entregar.


O amor já toma conta da gente,

Não tenho medo dessa escuridão.

Vou andar segurando na sua mão,

Serás, na noite escura, minha guia.


Já estou pronto para te enamorar,

Seus olhos eram minha lamparina.

Seu perfume invade minhas narinas,

Deixando-me inebriado com seu aroma.



Osvaldo Teles

Lampião e Maria

Virgulino Ferreira da Silva,

conhecido como Lampião,

o cabra valente do sertão,

rei do cangaço brasileiro.


O bando era temido na região,

era temido por onde passava.

O cabra era um trabalhador,

mas o sistema para o crime o levou.


Vivia embrenhado no mato,

seu pai o sistema matou.

À Maria Bonita, seu coração

ele entregou ao amor, amor.


Um lindo amor eles viveram,

em uma grande emboscada.

No Raso da Catarina morreu,

pagou o preço de não ceder.


Às convenções da sua época,

e teve a cabeça arrancada

para ser exibida como prêmio,

guardada como louros da vitória.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Puxa a sanfona

Puxa a sanfona, chama o forró,

O triângulo e a zabumba

Vão fazendo a marcação,

Que esse povo quer dançar.


Essa noite só vamos sair no pó,

Bota o doze baixos para chorar.

Hoje é dia de festa e bebemorar,

É para beber e feliz namorar.


Só saio daqui quando o galo cantar,

Vou chamar a garota para brincar

De quadrilha e pular fogueira.

A alegria vai tomar conta do salão,


Vai ser muita animação,

Assumindo a batida do coração.

O cheiro de fumaça invade o quintal,

Vou sentindo essa noite magistral.


A magia assume o espaço,

A felicidade vai saindo aos maços.

A imaginação encontra os astros,

Na dança sigo os seus passos.



Osvaldo Teles

domingo, 14 de junho de 2026

O tempo não para

O tempo não para, ele passa em galope,

Vou seguindo a suavidade do seu trote.

Muitas vezes, não dá para vê-lo passar,

Não dando para acompanhar o seu avançar.


Sendo tão rápido que nunca retornará,

No meu ponto de partida, a mente ficará.

Passando, deixando as marcas no corpo,

Queria apenas fazer dele o meu aliado.


Alguns sonhos vão ficando de lado,

Outros, no decorrer, serão ressuscitados.

Algumas fantasias vão sendo despertadas,

Tornando as ilusões nossas aliadas.


As ações do tempo nos deixam paralisados,

Deixando o pensamento parado.

O que passou ficará apenas na lembrança,

Para alimentar a nossa esperança e crença.



Osvaldo Teles

sábado, 13 de junho de 2026

Ficava na janela

Ficava na janela vendo ela passear,

Via de relance o seu vulto passar.

A cada passada, o coração acelerava;

O seu suave aroma me embriagava.


Os olhos seguiam os passos dela,

Nunca tinha visto coisa tão bela.

Diante de tanta beleza, me apaixonei;

Foste a mulher que sempre sonhei.


As fantasias dançavam na cabeça,

As ilusões na minha mente começam.

Mesmo à distância, já te amava;

Em silêncio, o corpo te desejava.


Foi amor que nasceu no meu peito,

Ali tinha encontrado o amor perfeito.

Seu perfume chegava embriagante,

O olhar era penetrante e inebriante.


Andava como se fosse uma passarela,

Pintando a minha vida em aquarela.

Nos braços dela eu pretendia estar,

Sem nenhum pudor, quis me entregar.



Osvaldo Teles

Já estive só

Já estive só no meio da multidão,

Mas o amor não me acompanhou.

Encheu o vazio do meu coração,

Das pancadas doídas não amparou.


O ontem já ficou em meu passado,

Deixando meu coração sangrando.

A solidão tomava conta do ambiente,

Retirando o sorriso dos meus lábios.


Meu olhar ficou perdido no horizonte,

Buscando em mim o meu elo partido,

Tentando esquecer o que se passou,

Mesmo que seja para mim muito doído.


Sentia-me alheio ao que estava por vir,

Fazia perceber que só pensava em si.

Em minha alma deixaste uma ferida,

As ações nunca foram compreendidas.



Osvaldo Teles