As juremas secaram lá no sertão,
Suas folhas, espalhadas pelo chão,
Já são sinais de que a seca castiga,
Rachando o rico solo da caatinga,
Tornando o sertanejo um retirante,
Vai rumando para bem distante,
Deixando para trás sua triste sina.
Ficava apenas uma imagem cinza,
Que foi guardada na memória.
Na memória, levava suas histórias,
Para relembrar durante sua viagem,
Ficando gravada como uma imagem.
As suas esperanças vão declinando,
Mas o sertanejo é um cabra arretado,
Nunca se dá por vencido, recomeça
De onde o destino o conduziu, levou.
Meu cachorro vai dando seu latido,
Vou deixando o meu choro contido,
Carrego comigo minhas saudades
E lembranças da minha mocidade.
Osvaldo Teles






