sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O aposento caiu

O aposento caiu, vou pra bagunça,

Bem na sexta-feira, dia da safadeza.

Com bufunfa no bolso, é só cachaça,

Hoje a mulherada vai me abraçar.


Fui tomar umas lá no boteco sujo,

Me olhando, tinha muita rapariga,

E eu só golando a dose de pinga.

Cada cachaceiro tem sua história.


Uns tomam todas para desestressar,

Outros bebem para tomar coragem.

Não me preocupo com pabulagem,

Não estou nem para o que vão falar.


Se vacilar, traço até a dona do bar.

Se vacilar, estou pronto para pegar.

Estou pagando, então pode descer.


Sair preparado para beber e comer.

A mesa vai ficar listrada de cervejas,

Pode colocar uns drinks de cerejas.



Osvaldo Teles

Continuarei firme

A rédea está nas minhas mãos,

a estrada está bem à minha frente.

Saí disparado por esse mundão,

a fadiga da caminhada é evidente.


Continuarei firme na caminhada,

os meus obstáculos são grandes.

Deus não me soltou na jornada,

a sensação de paz ficou aparente.


A cada queda, Ele me coloca de pé,

o coração é um reservatório da fé

que fazia prosseguir no estradão,

devolveu tranquilidade ao coração.


Criatura e Criador vivem a comunhão,

transforma minha existência em vida.

Os pensamentos se elevam ao céu,

a felicidade não cabia dentro de mim.


Um ser perseverante está renascendo,

minha força espiritual me faz continuar.

Diante das dificuldades, tive que seguir,

me agarrando às mãos do meu Senhor.



Osvaldo Teles

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Se piquei

Se piquei, já fui sem olhar para trás,

essas conversas não aguento mais.

Não tinha ouvido prosa ruim da peste,

isto, para mim, é um verdadeiro teste.


Nunca tive certeza alguma de nada,

não perco tempo com conversa fiada.

É coisa de quem não tem o que fazer,

pode acreditar, não vou me defender.


Pense em uma coisa linda: é a vida.

Escuto tudo sem dar uma só palavra.

Aprendi, no decorrer, a ser um bon vivant,

pelas pistas de dança vou deslizando.


Não me preocupo com o que estão falando,

só me preocupava com a beleza dos dias.

Falam mais, os problemas são só meus;

ao final, quem paga minhas contas sou eu.



Osvaldo Teles

Quero viver na paz

Pode ficar com a sua certeza,

que vou ficar com minha paz.

Vou lhe fazer uma gentileza,

sei, amigo, do que sou capaz.


Vou levando tudo numa boa,

nem pense que sou um à toa.

Pensei em um cabra valente,

por favor, não aperta a mente.


Nem transforme tudo em dor,

quero viver na paz e no amor.

Não troco tapas com ninguém,

mas nem sempre direi amém.


Está para nascer esse alguém,

vai depender do jeito que vem.

Rapaz, a cara que mainha beijou,

quero ver quem vai bater, bateu.


O seu troco essa pessoa vai ter,

o cabra macho está para nascer.

Não levarei desaforo para casa,

levar paulada desta vida basta.



Osvaldo Teles

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Misto de sonho e ilusão

Dos seus carinhos, a pele sente falta,

quando te vejo, meu coração ressalta.

A sua imagem está gravada na mente,

o meu corpo te deseja ardentemente.


A sua demora está provocando loucura,

estou doido para tocar as suas curvas.

Os desejos estão corroendo por dentro,

ó, amada, fostes na minha vida o centro.


Vem, que os braços pedem sua presença,

neste momento, um ser feliz pedia licença.

Vivia com você um mundo cheio de alegria,

sentia em seus toques toda a sua fantasia.


Provoca em meu ser uma grande euforia,

fui envolvido num misto de sonho e ilusão.

Minhas emoções não podiam ser contidas,

devolvendo a tranquilidade ao meu coração.



Osvaldo Teles

Descobri no Senhor

Não cabe mais em mim a felicidade,

Meu coração transborda de bondade.

Ampliei a minha capacidade de amar,

Estou pronto, Senhor, para te acalmar.


Me libertei de tudo aquilo que fez mal,

Descobri no Senhor um ser magistral.

Em cada ser vejo sua santíssima face,

Encontro nas suas palavras minha paz.


A criatura feliz com o Criador compraz,

Ajoelhado, de mãos prostradas, vou orar.

Em silêncio, vou me conectar com o Pai,

Quem segurou nas suas mãos não cai.


Retirando do ombro o peso dos castigos,

Dos meus caminhos vai tirando os perigos.

Caminhar contigo, os passos ficam leves,

Minhas jornadas se tornam mais breves.



Osvaldo Teles

terça-feira, 22 de setembro de 2026

As lembranças me castigam

Na mesa do bar afoguei o sofrimento,

Tentei esquecer os bons momentos,

Porém, as lembranças me castigam,

Na vitrola escuto a nossa cantiga.


Aquela que embalava nosso romance,

Estou te sentindo longe do meu alcance,

Como do nosso lance sinto a falta,

Esta dolorida saudade me maltrata.


De caminho mudei para não lembrar,

O seu aroma não queria respirar,

Tudo ao entorno me trazia de volta,

A dor do amor o meu coração corta.


O seu suave aroma do seu perfume,

No meu semblante, a tristeza assume,

Recordo todos os toques e carícias,

Tudo que fizemos juntos vem à tona.



Osvaldo Teles