sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Foi bom

Foi bom enquanto durou, querida.

É melhor cada um ir para seu lado.

O tempo vai curar minhas feridas;

melhor sofrer só que acompanhado.


As suas palavras são muito doídas,

são cortantes como faca amolada.

Até parece um fio de navalha afiada,

podem até ficar algumas cicatrizes.


Já estou cansado das suas crises,

estão me levando à total loucura.

Um dia encontrarei a minha cura;

me entreguei ao amor sem medida.


Só queria ter a sua compreensão

para dar um alívio ao meu coração.

Sofrer por amor não está nos planos;

agora só pretendo conter os danos.



Osvaldo Teles

É no batuque

É no batuque é na batucada 

O tambor recebe a pancada 

O corpo ganha ginga, ritmo 

É festa a poeira vai subindo 


Do chão vai subir o poeirão 

Rebola vai saindo rebolando 

Vai dando a sua requebrada 

Coloca o bumbum para jogo 


Sacode do lado para o outro 

A Santa vai perdendo o pudor 

Já estou, estou pegando fogo 

Ela vai metendo a sua dança 


Dançando pianinho, paradinha 

Fazendo da avenida seu palco 

Mole,mole é o seu requebrado 

Vai me deixando encantado 



Osvaldo Teles

Silenciosas

Silenciosas vão passando as horas,

Os ponteiros avançam vagarosos.

A certeza do dia é que me consola;

Se não fosse isso, ficaria temeroso.


A minha cama vai se agigantando,

Seu cheiro ainda está impregnado.

O meu corpo por ti fica implorando;

Pelo sono, com o tempo, sou domado.


Na penumbra, busco a sua presença,

Paixão, vou te desejando à distância.

Só sentirei a suavidade da fragrância,

Vou sentindo a essência da hortênsia.


O quarto sem ti está perdendo a vida,

Os meus olhos perderam seus brilhos.

Não aguento deixar a paixão contida;

Nas noites frias, me tornei o andarilho.



Osvaldo Teles

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Seus doces beijos


Beija-me com seus doces beijos,

Abraça com a ternura do seu ser,

Faz aumentar em mim os desejos,

Quero a beleza da alma conhecer.


Tu és tudo aquilo que eu preciso,

O lindo enfeite para os meus dias,

Seus toques me levam ao paraíso,

Traz a felicidade, mesmo que tardia.


Toca minha face com toda sutileza,

Provocando na minha pele arrepios,

Vou acariciar a sua com delicadeza,

Vem preencher meus espaços vazios.


Apertando no seu aconchegante peito,

Despertará em mim uma paixão louca,

Vamos nos entregando no nosso leito,

Sentindo a sensação de beijar sua boca.


Osvaldo Teles

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O verão chegou

O calor chegou a quarenta graus,

É verão, desce a cerveja trincando,

Que o sol está me queimando.

Primeiro, uma água de coco gelada


Para dar uma refrescada.

A areia da praia vai ficar enfeitada,

A mulherada vai fazer de passarela,

Os olhos vão seguindo suas danças.


Vão gingando para lá e para cá,

Em um molejo perfeito, alucina.

O calor vai aumentando a pressão,

Fazendo palpitar o meu coração.


Esquentando o coração e o corpo,

Esse calor está me deixando louco.

Desce, morena, estou só olhando

O seu corpinho escultural.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Viverei uma eterna fantasia

Meu sonho não deixo morrer,

 ele é que me motiva a viver,

 fazendo levantar a cada dia,

 tirando do corpo a maresia.


Tornando o ilusório em real,

 tornarei minha vida magistral.

 Vou me inserindo no mundo,

 em um mergulho profundo.


Viverei uma eterna fantasia,

 não perco nem um segundo.

 Deixarei as coisas acontecerem,

 desenhando no rosto felicidade.


Na lida cotidiana vou aprender,

 só vou tentar compreender

que cada ser tem os motivos.

 Ecoa no repique do pandeiro.


Vou realizar como o derradeiro,

 a vida não vai me controlar.

 A última palavra vai ser a minha,

 Vou ser o dono do meu destino.



Osvaldo Teles

domingo, 6 de setembro de 2026

Meu conselheiro

O travesseiro é meu conselheiro,

O som dos gemidos ele escuta.

Pensei que tudo seria passageiro,

O sofrimento é meu companheiro.


Ouve calado os meus desabafos,

Sentirei no silêncio os seus afagos.

Um ser moribundo jaz em seu leito,

Uma dor vai apertando o meu peito.


Em noites gélidas sinto a sua falta,

Nesta sofrência quero dar um basta.

A angústia vou expulsar do coração,

Darei basta nessa minha sofreguidão.


Não ficarei aprisionado numa nostalgia,

Estou me libertando dessa melancolia.

Nestes momentos só queria ser amado,

Ficando os pensamentos desatinados.



Osvaldo Teles