quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Descobri no Senhor

Não cabe mais em mim a felicidade,

Meu coração transborda de bondade.

Ampliei a minha capacidade de amar,

Estou pronto, Senhor, para te acalmar.


Me libertei de tudo aquilo que fez mal,

Descobri no Senhor um ser magistral.

Em cada ser vejo sua santíssima face,

Encontro nas suas palavras minha paz.


A criatura feliz com o Criador compraz,

Ajoelhado, de mãos prostradas, vou orar.

Em silêncio, vou me conectar com o Pai,

Quem segurou nas suas mãos não cai.


Retirando do ombro o peso dos castigos,

Dos meus caminhos vai tirando os perigos.

Caminhar contigo, os passos ficam leves,

Minhas jornadas se tornam mais breves.



Osvaldo Teles

terça-feira, 22 de setembro de 2026

As lembranças me castigam

Na mesa do bar afoguei o sofrimento,

Tentei esquecer os bons momentos,

Porém, as lembranças me castigam,

Na vitrola escuto a nossa cantiga.


Aquela que embalava nosso romance,

Estou te sentindo longe do meu alcance,

Como do nosso lance sinto a falta,

Esta dolorida saudade me maltrata.


De caminho mudei para não lembrar,

O seu aroma não queria respirar,

Tudo ao entorno me trazia de volta,

A dor do amor o meu coração corta.


O seu suave aroma do seu perfume,

No meu semblante, a tristeza assume,

Recordo todos os toques e carícias,

Tudo que fizemos juntos vem à tona.



Osvaldo Teles

Caminhei

Caminhei sobre as áreas da praia,

meus pensamentos livres voavam,

saem pairando como a livre águia,

a voar sobre as nuvens flutuavam.


Um ser paralisado na terra estava,

com o vento acariciando sua face;

era o antídoto para as suas dores,

apaziguava todas suas frustrações.


O coração aumenta sua palpitação,

dará cadência às longas passadas;

a alma vai sentindo sua aceleração,

dava velocidade à minha caminhada.


Encontrando a harmonia desejada,

livremente vão bailando os sonhos;

buscás um campo fértil para brotar,

para descansar da minha jornada.


A fadiga consumia eu e o parceiro,

quando enxergou a linha de chegada;

o final está próximo para o caminheiro,

depois de uma longa cavalgada.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Noites em claro

Passava minhas noites em claro,

O silêncio no quarto era reinante.

Busco em seus braços o amparo,

Mas nada, amor, será como antes.


Ficava pensando em minha vida,

Quis apenas a sua compreensão.

Nunca tinha sido compreendido,

Me sentia só em meio à multidão.


Olhando para as paredes estava,

O seu retrato estava dependurado.

Por alguns instantes, a mente parava,

Deixando o meu coração acelerado.


Pensei que não ia chorar em vão,

Mas as lágrimas caíam sem cessar.

Isto tudo foi causado pelo seu não.


Não pude colocar em prática o amar,

Tive que conter os meus sentimentos,

Me causando um grande sofrimento.



Osvaldo Teles

domingo, 20 de setembro de 2026

Tocando a boiada

Vai tocando a boiada o boiadeiro,

No lombo do seu cavalo ligeiro.

O seu berrante ecoava no espaço,

Era uma luta entre o peão e o gado.


Saíam cavalgando estrada adentro,

Correndo dos seus desencontros,

Ficando para trás as desventuras,

Lavando a vida como uma aventura.


Pelo estradão ia cantando sua toada,

Correndo, almejando a sua chegada.

Depois de sair correndo mundo afora,

Só queria repousar nos braços dela.


Nas cordas da viola tira o seu lamento,

Na madrugada fria sentia a sua falta.

A cada cantiga falava de suas feridas,

Usava sua lida para esquecer a saudade.


Tendo a viola como a sua confidente,

Cada nota é uma dor que vai se esvaindo,

Fazendo o animal aumentar o seu trote,

Chegando ao seu destino em um galope.



Osvaldo Teles

Não estava preparado

Não estava preparado para a despedida,

Eu sabia que ficaria uma grande ferida.

Seu adeus ficou doendo na minha alma,

A saudade vai se esvaindo em lágrimas.


Meu amor não foi o suficiente para te ter,

Ó, meu amor, fiz de tudo para te prender.

Tentei seguir sem olhar para trás, paixão,

Deixastes uma lacuna em meu coração.


Não tive como desfazer das lembranças,

A minha indecisão sobre a cabeça dança.

A triste recordação em meu peito bateu,

Ela nem imagina como no coração doeu.


Vem à minha memória o nosso chamego,

Sinto falta de quando me chamava de nego,

Deixando em meus dias um grande vazio,

Parecia que vivia em um mundo sombrio.


Sem te ter, a vida perde o brilho e o calor,

Retirando dos lábios o gosto do seu amor.

Foi dolorida a sua partida, ó, minha amada,

Deixastes a minha alma muito magoada.



Osvaldo Teles

sábado, 19 de setembro de 2026

Sinto a brisa

Sinto a brisa acariciando a face,

Uma leveza toma conta do ser,

Como estivesse em um enlace,

Vou sentindo a plenitude do viver.


Aquelas sensações de liberdade

Faz os poros ficarem arrepiados,

Trazendo de volta minha saudade,

Meus pensamentos serão alados.


Viajo livre pelo caminho da ilusão,

Passando pelo mundo da fantasia,

A mente fica perdida na imensidão,

Serei envolvido nessa linda utopia.


Beija o meu rosto o vento da noite,

Na pele vou sentindo seu carinho,

Sentirei como se fosse um açoite.


Corto o mundo dos sonhos sozinho,

Me toca o abraço invisível da solidão,

Quando só me encontro no caminho.



Osvaldo Teles