A minha ideia está cravada,
Vou tomar suco de cevada,
Com muito suco de cana,
Nem me chame de sacana.
Pode até chamar de leviano,
Eita! Vou filtrar como um pano,
Estou vivendo a minha vida,
Posso ficar de cabeça doída.
Não vou pensar no amanhã,
Só irei sair daqui de manhã,
Vai ficar lastrada minha mesa,
Quero saber quem é a presa.
Deixa eu beber minha breja,
Não vai subir para a mente,
Será muita cachaça na cachola,
Para ela não dar nenhuma bola.
— Osvaldo Teles






