domingo, 6 de setembro de 2026

Meu conselheiro

O travesseiro é meu conselheiro,

O som dos gemidos ele escuta.

Pensei que tudo seria passageiro,

O sofrimento é meu companheiro.


Ouve calado os meus desabafos,

Sentirei no silêncio os seus afagos.

Um ser moribundo jaz em seu leito,

Uma dor vai apertando o meu peito.


Em noites gélidas sinto a sua falta,

Nesta sofrência quero dar um basta.

A angústia vou expulsar do coração,

Darei basta nessa minha sofreguidão.


Não ficarei aprisionado numa nostalgia,

Estou me libertando dessa melancolia.

Nestes momentos só queria ser amado,

Ficando os pensamentos desatinados.



Osvaldo Teles

Do Seu Trono

Deus, do seu trono, me guiava,

Passo a passo, comigo andava.

De longe, ia me protegendo,

Em minha vida está agindo.


És sabedor do meu pensar,

Do anoitecer ao amanhecer.

Vivo sob a proteção do Divino,

Desde quando era menino.


Sou fruto da sua criação,

Vou seguindo sua orientação.

Serei sempre o seu devoto,

Diante dele fiz o meu voto.


Não temo nenhuma provação,

És a pilastra de sustentação.

A sua força me impulsiona.


Pelas palavras, vai orientar,

O amor é força que renova,

Me dando uma vida nova.



Osvaldo Teles

sábado, 5 de setembro de 2026

A noite passou

A noite passou, mas as sensações

Continuam causando as vibrações

Deixadas pela noite de amor intensa.

Acordar nos braços é a recompensa.


Dar um beijo na testa e dizer: "Te amo".

No silêncio, pelo seu nome chamo.

Quero o seu dengo no aconchego,

Vou me derretendo no seu chamego.


Seu homem quero ser neste momento,

Me envolvendo nesse lindo sentimento.

Um ser apaixonado está se revelando;

Em um pestanejar, já estou te amando.


Minha cabeça está ficando inconsciente,

Só pretendo ser o seu amado amante.

Nesse encontro, vou perdendo o sentido;

Nos toques calientes, não serei contido.



Osvaldo Teles

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Solitário vaguei

Solitário vaguei durante a noite,

os meus temores me tomavam.

O vento me pegava com açoite,

seus ruídos me assombravam.


Me perco nos seus mistérios,

a atmosfera noturna me envolve.

A mesa do bar me aguardava.

Garçom, a linda dama já chegou.


Estou sentindo o perfume dela,

o seu aroma está impregnado.

A dama da noite exala o aroma,

fico encantado com sua magia.


Fico vendo ela deslizar no salão,

o meu coração fica palpitando.

A noite fica pequena para nós.


Não quero deixar nada para depois,

ela sabe que está me provocando.

Quando passa, fico só olhando.



Osvaldo Teles

Tive que dar adeus

Tive que dar adeus, tive que partir,

A vidinha simplória deixei para trás,

Enterrando todos os sonhos meus,

O tempo corre depressa por demais.


Foi rápido, não deu para voltar atrás,

Sem poder fazer as minhas escolhas,

Fui levado por caminho desconhecido,

O meu semblante ficou desfigurado.


Minhas fantasias estão adormecidas,

Outros horizontes foram desvendados,

Tudo já estava devidamente traçado,

Como um touro bravo que foi laçado.


Que saudade de meus tempos áureos!

Para o meu destino, eu não era páreo.

Tentei dar meia-volta e voltar à origem,

Fico diante da minha própria imagem.


Quem eu era? Quem me transformei?

O que aconteceu com os meus sonhos,

Que fui obrigado a deixar tudo para trás?

As ilusões foram deixadas à sua margem.



Osvaldo Teles

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O galo cantou

O galo cantou, o belo dia raiou,

O dia deslumbrante despertou,

A bela vida desperta festiva,

Vindo a sua essência curativa.


O amanhecer nasceu radiante,

A orvalhada exala extasiante,

O matuto acorda ao raiar do dia,

Absorvendo toda a sua poesia.


O Homem lá de cima é perfeito,

Ele criou, ele criou tudo direito,

Lá em cima, a luz do sol brilhou,

À noite, a luz da lua nos iluminou.


O universo nos deu de presente

A sua beleza, nos deixou de frente,

Absorvendo toda a sua essência,

Os dias vão seguindo a cadência.



Osvaldo Teles

Caminhos errantes

A vida não é seguida por linha reta,

Toda minha caminhada é incerta.

No percurso tem as suas curvas,

Deixando a minha visão turva.


Não me deixou ver nada à frente,

Fiquei completamente às cegas.

Ficaram os meus medos aparentes,

Sigo com a minha cabeça ereta.


Seguirei por caminhos errantes,

Sou um homem desse mundo.

A cada passo, quebro as correntes,

Se vacilar nas trilhas, me afundo.


Tenho que estar atento na estrada,

Os olhos têm que estar bem abertos,

Pois há muita armadilha armada.

Tive que andar por caminhos incertos.



Osvaldo Teles