segunda-feira, 27 de julho de 2026

Não vou brigar

Não vou brigar com as suas certezas,

Pretendo viver a minha vida em paz.

Mesmo tendo certeza das incertezas,

Só tenho a certeza do que sou capaz.


Ela pensa que é a dona da verdade,

Nem fique pensando que vou discordar.

Acha que tem o olhar além do alcance,

Nesta vida só quero viver é para amar.


Cada um que fique com sua sinceridade,

Vou colocar em prática minha educação,

Respeitando o pensamento de cada um.

Desse jeito, não maltrato o meu coração.


Tem gente que se acha o último biscoito,

Se esquece que o outro tem o seu gosto.

Quero caminhar com toda tranquilidade,

Olhar para trás é ver da vida a veracidade.



Osvaldo Teles

domingo, 26 de julho de 2026

Prefiro ficar só

Prefiro ficar só que mal acompanhado

Sozinho posso me pegar, chorando,

Mas não ouvirei suas palavras duras;

No silêncio, posso encontrar minha cura.


Nenhuma felicidade vem de fora,

Não há nenhuma dor que seja eterna.

Encontro, na calada da noite, comigo;

Não vou precisar do seu ombro amigo.


Já fizeste muito estrago no meu coração,

Senti em minha alma o efeito da rejeição.

Pensava que eras o sentido da minha vida;

Por muitas vezes, deixei a lágrima contida.


Hoje vejo que tudo não passou de ilusão,

Sua ingratidão meu coração ultrapassou.

Entreguei-me sem pensar nas aparências;

Não estava nem aí para as consequências.


Foi meu verdadeiro amor que lhe entreguei,

Pude perceber que foi uma ilusão que vivi.

Fiz da fidelidade uma devoção; não entendeu

Mais do que ficou aparente, não compreendeu.



Osvaldo Teles

Bota para subir

Bota para subir, bota para descer,

Chama que o pandeiro responde,

Está fazendo seu bumbum tremer,

A melodia no espaço se expande.


Deixando a harmonia vir do íntimo,

A ginga nasce nas pontas dos pés,

O corpo vai seguindo o seu ritmo.

Venha para trás, vem de ré, venha!


Vem batendo na palma das mãos,

A coreografia já nasceu prontinha,

Sentindo as nossas vibrações, sente,

Vem pisando devagarinho, pianinho.


Cola seu corpo ao meu e vai sentir

Todas as nossas emoções vibrantes.

Vamos dançar ao som da levada.


A batida do timbal vai vibrando,

Sua ginga toma conta da cintura,

Corpo e alma dançam juntinhos.



Osvaldo Teles

sábado, 25 de julho de 2026

Pode chorar

Não deixe o seu medo crescer;

Se deixar, ele vai te esmorecer.

Que essa queda vai ser grande,

Não se preocupe, vou te aparar.


Vou amparar na hora da queda;

Vai aguentar essa dor caladinho.

Se você deu um chute na pedra,

Agora pode chorar escondidinho.


Esqueci, por momentos, a topada;

Não achará uma mão estendida.

Ainda vais receber muita paulada

No decorrer desta longa estrada.


Cada um é dono de sua escolha;

Só você poderá dar sua passada.

A vontade de Deus vai prevalecer,

Seguindo firme nas suas jornadas.



Osvaldo Teles

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Escuto

Escuto tudo e fico em silêncio.

Às vezes, tenho que usar lenço

para conter as minhas lágrimas.

Não pretendo aumentar o clima.


As palavras cortam como navalha.

Me calo para não causar a batalha.

Não sabe o que ocorre aqui dentro;

queria, em seus braços, o encontro.


És uma pessoa sem nenhuma noção.

Ela sabe a dor que causa ao coração.

Em silêncio, buscarei a minha calma;

sem lhe possuir, meu corpo reclama.


Em sua trama, pretendo me envolver

e a sua quentura pretendo absorver.

Peço apenas que se cale um pouco,

ouvindo a voz que do coração vem.



Osvaldo Teles

Viver o presente

Olho para o passado,

Pensando no futuro.

Ficando no presente,

Vão ficar as mágoas.


A tristeza vou acalmar,

Quero que fique comigo

Somente minha alegria,

Alimentando a fantasia.


Fazendo da minha vida

Uma belíssima aquarela,

Vou sonhando com ela,

Na certeza de que és bela.


Te sonhei bem assim,

Todinha só para mim.

Era um amor sem fim,

Em meio às luzes.


Sua beleza aparece,

O amor resplandece.

Vou sendo libertado,

Vou viver o presente.



Osvaldo Teles

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Bebuns


Prepara uma dose com limão,

o povo do sindicato chegou.

A bombinha já está na mão,

a dose, de uma vez só, golou.


O povo está com o pé inchado,

pode falar o que quiser, vou beber.

Passo o dia todo fazendo maré,

só andam de quatro pés.


Parem, que andam dopados,

todos esfarrapados,

vão catando cocô.

Vai para lá, vem para cá.


Ficam de cachorro a lamber a boca,

o banco da praça são seus leitos.

Os bebuns estão escornados,

se encontram embriagados.



Osvaldo Teles