terça-feira, 3 de novembro de 2026

Atende, ó Pai, as minhas preces

Ouvi, ó Senhor, minhas súplicas,

Ó Deus, pelo vosso imenso amor.

Atende, ó Pai, às minhas preces,

A Ti, Senhor, entoarei belos louvores.


Deixarei a Santa Trindade agir,

A Sua força vai me transformar.

Pronto para o que está por vir,

Seguirei, meu Pai, o Seu caminho.


Com o Senhor, não estou sozinho,

Vou seguindo as Suas passadas.

Vais dando leveza à minha jornada,

O amor distribuirei pelas estradas.


Serei fiel às Suas santas palavras,

Guia, ó meu Senhor, os meus passos,

Conduzindo-me pelo caminho certo.

Vou seguir as Suas passadas, ereto.


Serás o companheiro na caminhada,

Em festa, a minha alma cantará a Ti.

Com leveza, os meus passos darei,

Chegarei aos caminhos que almejei.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Destino

O destino nos apresentou,

O fogo da paixão despertou.

Foi lindo o nosso encontro,

Estava vivendo um conto.


Te amei desde a primeira vez,

A felicidade em nós se refez.

É belíssimo o nosso amor,

Tirando do resto o traço de dor.


Pude sentir do viver a leveza,

Absorvendo toda sua beleza.

A minha vida voltou a sorrir,

Suas carícias queria sentir.


O amor preencheu o vazio,

As nossas almas felizes sorriram.

Até hoje sinto seus efeitos,

Vou te amar, não tem jeito.


Quero beijar os seus lábios,

Para matar os meus desejos,

Sentindo, nos toques, o prazer,

Aumentando em mim o querer.



Osvaldo Teles

sábado, 31 de outubro de 2026

Dona da verdade

És a dona da verdade,

já perdeu a racionalidade.

Não sei mais o que fazer,

não vou te contradizer.

 

O que você diz,

tenho certeza que não fiz.

Perguntei ao meu Deus

por que tenho que passar

 

por estas situações.

Meu coração não aguenta,

é muita confusão na cabeça,

tentei explicar muitas vezes.

 

As suas ideias estavam fixas,

não há nada que explique:

foi a fidelidade que te dei,

foi o meu amor que entreguei.

 

Não sei o que foi que te cegou,

uma doença o seu ciúme virou.

Ó Deus, por favor, me livra disto,

um amor assim não tinha visto.

 

Mas a sua desconfiança minou,

amor, o seu bom senso acabou.

Tudo entre nós dois estremeceu,

os meus sonhos adormeceram.

 


Osvaldo Teles

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Êxtase

Até o coração valente se aperreia

Quando o amor chega de repente,

Fazendo sorrir uma alma tristonha.

A minha vida se tornou diferente.


Viverei o amor em sua plenitude,

Lendo tudo na manha, na manha.

Quando o tempo passa, te amo.

Pelo seu nome, o meu ser clama.


No meu interior, aumenta a chama.

Vou sentindo a paz em meu ser.

Foi amor que nasceu dentro de mim,

Fez o coração bater no compasso.


A minha tristeza vai para o espaço.

No meu rosto, ficaram os seus traços.

Já sinto a felicidade tomando conta,

Os meus desejos vão aflorando.


As nossas almas se completando,

Prazeroso será o nosso encontro,

Parecendo um verdadeiro conto.

Os corpos vão entrar em êxtase.



Osvaldo Teles

O som das palavras

O som das palavras ainda ecoa,

Sinto as lágrimas molhando a face.

Não estou encarando tudo na boa;

Para curar, vou enchendo o cálice.


Tens uma língua bastante afiada,

Causou no meu peito uma ferida.

Dos males de amor, eu padeço;

As mesas dos bares são o endereço.


Estou me tornando um ébrio,

Aos poucos, vou perder meu brio.

A esse amor puro me entreguei;

Amar era tudo que um dia sonhei.


Só pretendia amar e ser amado,

Podendo repousar ao seu lado.

O meu coração tentei te entregar;

O que fizeste comigo foi brincar.


Amor, por favor, me deixa te amar!

Não sei por que fui me apaixonar.

Vulnerável fiquei em suas mãos;

Só fizeste maldade com meu coração.



Osvaldo Teles

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Respeita a tradição nordestina

Sinta a pegada de quem tem intimidade,

Derrubando touro brabo com os braços.

Meu caro, aqui é terra de cabra macho,

Fui criado à base de mocotó e buchada.


Dando ao meu coração muita vitalidade,

Não venha para cá me oferecer salada.

Uma boa chamada você não vai aguentar,

A feijoada comia com uma boa pimenta.


Pense em um nordestino cabra da peste,

Criado à base de amendoim e rapadura.

Uma dose de pinga era para abrir o apetite,

O copo de coalhada servia de sobremesa.


Seu moço, respeite a tradição nordestina,

Cabra, respeito é bom, e o nordestino gosta.

O plantão é duro, não é para qualquer um,

Trabalha sob o sol a pino, não é para menino.



Osvaldo Teles

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Sou favelado

Sou favelado, mas não sou coitado.

Os antepassados foram açoitados.

O sistema do destino se apropriou;

Os seus lombos, o chicote cortou.


Favela, o medo domina suas vielas.

Tem que andar com muita cautela,

Sendo o Estado aparelho ideológico,

Criando regras para seus cidadãos.


Sem poder quebrar os paradigmas,

O seu salário pago é uma bagatela.

Vai criando nas mentes um enigma,

Deixando em seus corpos sequelas.


O Estado deveria ser uma sentinela

Para proteger os seus indivíduos.

O que fazem é lavar as suas mãos,

Tornando este sistema promíscuo.


A desigualdade persiste na sociedade,

Privando o ser humano de dignidade.

Vivendo um cotidiano de insegurança,

Só faz dificultar a mobilidade social.



Osvaldo Teles