terça-feira, 29 de setembro de 2026

A lua passeava

A lua passeava pelo céu azul,

Como era belo o seu brilho!

Incandescia sua luz no ser,

Ia sentindo os seus efeitos.


Era real ou fantasia o que vi?

A sua magia agia em mim.

Pude tocar a sua linda face,

Tão perto e tão distante.


Ao mesmo tempo, fantasio,

Vou criar o cenário perfeito.

Quero viver tudo outra vez,

O sonho e o real se confundem.


Seguirei o rastro das ilusões,

Me perco no planeta dos sonhos.

Estou sendo guiado pelos raios,

Pela sua beleza sou atraído.


Pelas suas fases sou envolvido,

Essa paixão só faz aumentar.

Não vejo a hora de te amar,

As fantasias vão despertar.



Osvaldo Teles

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Um vazio

A garrafa de pinga está vazia,

A alma continua com melancolia,

A cabeça ficou dando rodopio,

Deixando no meu peito um vazio.


Tentei apagar minhas lembranças,

Mas parecia uma grande sentença.

Passava solitário as madrugadas,

O passado insistia em vir à cabeça.


Fui sentenciado a não esquecer,

Reavivando as minhas mágoas,

Enquanto tentava não reviver

Tudo aquilo que me fez sofrer.


Vindo à tona um ser sofredor,

Ao entorno me lembra o amor

Que um dia vivi intensamente.

Em um relance, vinha à mente.


Naqueles momentos difíceis,

Sentia falta do seu corpo quente.

Só quem sabe é aquele que sente,

Não sabes a falta que o amor faz.



Osvaldo Teles

domingo, 27 de setembro de 2026

Chicotada no lombo

O negro levou chicotada no lombo,

E os pés, em correntes, acorrentou.

Não chegaram aos deuses seus gritos,

Impedidos de praticarem seus ritos.


Escravidão, a mácula da sociedade,

Homens livres foram escravizados.

A podridão contaminou a humanidade,

Pelo capitão do mato, eram hostilizados.


Suas forças brutas foram exploradas,

O canavial era seu campo de lutas.

Em um cenário adverso, resistiram,

Contra o perverso sistema lutaram.


Conduzidos aos trabalhos forçados,

Revelaram o lado cruel dos homens.

Seus gritos de liberdade ecoaram,

E ecoam tambores no solo brasileiro.


A sua resistência permanecerá viva,

A luta por igualdade está na memória.

Cada um vai contando a sua história,

A violência da escravidão foi imensa.



Osvaldo Teles

sábado, 26 de setembro de 2026

Roupas espalhadas

Roupas espalhadas pelo chão,

A garrafa de vinho está vazia.

Vou extravasar a minha paixão,

Uma mistura de sonhos parecia.


Do seu umbigo fiz o meu cálice,

No caminho da felicidade, me perdi.

Neste momento, de mim esqueci.

A intensidade do amor me guiou.


Até parece que o tempo parou.

Me domina a sensação de prazer.

Pelas fantasias serei dominado.

Em seus quentes braços sou amado.


Os dados mágicos me acariciaram.

Não me preocupo pelo que está por vir.

Pelo fogo da paixão sou consumido,

Em nossas trocas intensas de carícias.



Osvaldo Teles

Porque pedi perdão

Não tenho por que pedir perdão

Darei um basta nesta confusão

Porque não fui eu que errei

Não reconheceu que te amei


Não vou lhe pedir para voltar

Fique tranquila, não irei chorar

Fui fiel nesta nossa relação

Não há como ter reconciliação


O amor que te dei, jogaste fora

Agora só a dor que me consola

Vai demorar, mas vou esquecer

O amor próprio vai prevalecer


Dias lindos ganharam ar de tristeza

O que me resta é saber que passa

Sei que um dia as lágrimas cessarão

E que os sorrisos aos lábios voltarão


Feliz, feliz estarei, pronto para sorrir

A solidão da minha alma vai sair

O meu orgulho ainda fala por mim

Espero que me peça para te perdoar



Osvaldo Teles

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O aposento caiu

O aposento caiu, vou pra bagunça,

Bem na sexta-feira, dia da safadeza.

Com bufunfa no bolso, é só cachaça,

Hoje a mulherada vai me abraçar.


Fui tomar umas lá no boteco sujo,

Me olhando, tinha muita rapariga,

E eu só golando a dose de pinga.

Cada cachaceiro tem sua história.


Uns tomam todas para desestressar,

Outros bebem para tomar coragem.

Não me preocupo com pabulagem,

Não estou nem para o que vão falar.


Se vacilar, traço até a dona do bar.

Se vacilar, estou pronto para pegar.

Estou pagando, então pode descer.


Sair preparado para beber e comer.

A mesa vai ficar listrada de cervejas,

Pode colocar uns drinks de cerejas.



Osvaldo Teles

Continuarei firme

A rédea está nas minhas mãos,

a estrada está bem à minha frente.

Saí disparado por esse mundão,

a fadiga da caminhada é evidente.


Continuarei firme na caminhada,

os meus obstáculos são grandes.

Deus não me soltou na jornada,

a sensação de paz ficou aparente.


A cada queda, Ele me coloca de pé,

o coração é um reservatório da fé

que fazia prosseguir no estradão,

devolveu tranquilidade ao coração.


Criatura e Criador vivem a comunhão,

transforma minha existência em vida.

Os pensamentos se elevam ao céu,

a felicidade não cabia dentro de mim.


Um ser perseverante está renascendo,

minha força espiritual me faz continuar.

Diante das dificuldades, tive que seguir,

me agarrando às mãos do meu Senhor.



Osvaldo Teles