O canto nagô tomou conta da cidade,
Com o seu som e suas batucadas,
Ecoavam pedindo sua liberdade,
Cansados de levar chicotadas.
A capoeira era a sua defesa,
O seu corpo era a linguagem,
A busca da liberdade era a luta
Contra as dores da escravidão,
Para tirar dos pés as correntes.
Na alma alimentou a esperança,
Entre cantos e toques ecoou,
O atabaque chamou resistência,
Dançando ao som do tambor.
Fortalecendo os seus sonhos,
Na ginga firme da capoeira,
A sua história nunca calou,
Na força viva do povo negro,
O grito de liberdade contínuo.
Osvaldo Teles

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