sábado, 7 de março de 2026

Canto nagô

O canto nagô tomou conta da cidade,

Com o seu som e suas batucadas,

Ecoavam pedindo sua liberdade,

Cansados de levar chicotadas.


A capoeira era a sua defesa,

O seu corpo era a linguagem,

A busca da liberdade era a luta

Contra as dores da escravidão,


Para tirar dos pés as correntes.

Na alma alimentou a esperança,

Entre cantos e toques ecoou,

O atabaque chamou resistência,


Dançando ao som do tambor.

Fortalecendo os seus sonhos,

Na ginga firme da capoeira,


A sua história nunca calou,

Na força viva do povo negro,

O grito de liberdade contínuo.



Osvaldo Teles

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