Conga no pé riscando o chão batido,
Kichute ligeiro, correndo sem sentido,
Sandália gasta, pão com mortadela,
Riso solto ecoando da janela.
Havaianas na mão, viram brinquedo,
Sabonete Phebo guardando segredo,
Cheiro de alfazema no ar da tardinha,
Lembrança doce da vida simples que eu tinha.
Calça de tergal, dobrada no joelho,
Subindo em árvore, desafiando o espelho,
Guaraná Tubaína gelado na mão,
Era festa pequena, mas grande emoção.
Brincadeiras de criança, sem hora pra acabar,
Pipa no céu, bola a rolar,
No peito, a leveza de um tempo que ficou,
Mas que em cada verso, ainda vive…
e nunca se apagou.
Osvaldo Teles

Nenhum comentário:
Postar um comentário