Nos braços do avô repousa o tempo,
em forma doce de recomeço,
um sorriso cheio de histórias
acolhendo o início de um novo verso.
Rugas que guardam memórias
brilham ao ver o futuro nascer,
na leveza da pequena neta
que começa agora a viver.
Ela se inclina curiosa ao mundo,
sem medo de se entregar,
enquanto mãos já calejadas
lhe ensinam, em silêncio, a amar.
Há um laço que o tempo não quebra,
feito de afeto e tradição,
é o passado guiando o futuro
no compasso do coração.
E nesse instante tão puro e sincero,
a vida mostra o seu valor:
um avô vendo em sua neta
a eternidade do seu amor.
Osvaldo Teles

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