Seu garçom, saí para beber e chorar.
Tomarei todas, não se incomode, vou pagar.
Aquela mulher sem coração partiu,
deixando lá em casa um vazio.
Por favor, deixe a garrafa na mesa,
vou entornar toda, com certeza.
Não se preocupe com a despesa,
nem me avise se ela chegar.
Na garganta, o grito está abafado,
sei que um dia essa dor vai passar.
O ébrio amanhã vai despertar,
não vale a pena a dor de cabeça.
A ressaca vai me maltratar,
mas o que me resta é me embriagar.
Nos olhos está expressa a tristeza;
outrora, tinha conhecido a beleza.
Osvaldo Teles

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