segunda-feira, 27 de novembro de 2017

As brumas vem bailando

É jogado um manto negro sobre o dia
Desponta, radiante, a estrela Dalva
O mundo fica reluzente com seu reflexo
Explodindo seus fluxos incandescentes

O cinturão de Órion, ostensivo, me prende
Prendendo o meu olhar em sua direção
Fico estupefato com tanto esplendor
Pois vejo a sua imagem se formando na lua

Expelindo suas gotículas enfeitiçadoras
Neste misto de mistério, vou me despindo
Do pudor que tira a beleza do momento
As almas se encontram enamoradas

Sobre o manto verdejante, eu me deito

Formoso, o lírio aguarda a rosa desabrochar
Em noite enluarada, eles dançam ao vento
Encantado, o mar entoa o seu suave canto

As brumas vêm bailando sobre as ondas
Rodopiando sobre a areia da praia
É lindo demais: estrelas ladrilhando o mar
Um tapete reluzente cobre toda a terra

Mar e céu fundem-se como dois corpos
Atados pelo enlace do sagrado ato de amar
Os corpos celestiais derramam seus efeitos
Nas cabeças dos casais enamorados
Sendo despertado o hormônio noturno

Osvaldo Teles

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