É jogado um manto negro sobre o dia
Desponta, radiante, a estrela Dalva
O mundo fica reluzente com seu reflexo
Explodindo seus fluxos incandescentes
O cinturão de Órion, ostensivo, me prende
Prendendo o meu olhar em sua direção
Fico estupefato com tanto esplendor
Pois vejo a sua imagem se formando na lua
Expelindo suas gotículas enfeitiçadoras
Neste misto de mistério, vou me despindo
Do pudor que tira a beleza do momento
As almas se encontram enamoradas
Formoso, o lírio aguarda a rosa desabrochar
Em noite enluarada, eles dançam ao vento
Encantado, o mar entoa o seu suave canto
As brumas vêm bailando sobre as ondas
Rodopiando sobre a areia da praia
É lindo demais: estrelas ladrilhando o mar
Um tapete reluzente cobre toda a terra
Mar e céu fundem-se como dois corpos
Atados pelo enlace do sagrado ato de amar
Os corpos celestiais derramam seus efeitos
Nas cabeças dos casais enamorados
Sendo despertado o hormônio noturno
Osvaldo Teles

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