Vivendo em condições desumanas,
Em trabalhos análogos à escravidão,
Esquece que faz parte da raça humana.
Pátria ingrata, vivem como ratos no porão.
São proibidos de todas as formas: servidão.
Levados à submissão e ao trabalho forçado,
Continua violando a dignidade do cidadão,
Com falsas promessas deixa o homem atado.
Ocorrendo a privação de sua liberdade,
A escravidão contemporânea coloca grilhões.
Além disso, vão limitando a sua capacidade.
São dominados pelo medo, são dominados.
É pressão psicológica na mente do indivíduo,
É o homem escravizando o próprio homem.
Partem para cima sem nenhum recuo,
Tirando a veracidade do amor e da compaixão.
– Osvaldo Teles
O poema de Osvaldo Teles é um retrato impactante e contundente da escravidão contemporânea e das condições desumanas em que muitas pessoas ainda vivem. Com uma linguagem direta e sem suavizações, o texto denuncia:
Trabalho análogo à escravidão;
Negação da dignidade humana;
Submissão forçada por promessas falsas;
Violência psicológica e dominação pelo medo;
Alienação da solidariedade e da compaixão humanas.
A força do poema está justamente na forma como ele exclama uma realidade dolorosa, mas muitas vezes invisibilizada, onde seres humanos são tratados como mercadoria, como peças descartáveis do sistema.




