Sair em disparada em busca da minha toada,
Nem deu tempo para ficar olhando os lados.
Não via a hora de encontrar a minha parada;
Neste momento, o meu coração ficou alado.
Desembestado, saí com o meu cavalo ligeiro;
O mundano lá fora estava à minha espera.
Só ouvia o som do cavalo em sua cavalgada;
As paisagens iam passando em câmara lenta.
A ansiedade ia aumentando pela chegada;
O que me conduzia era a força da esperança.
Amor, o que me machuca é a sua ausência;
Não via a hora de estar em sua amável presença.
Nas paragens, o que me consolava era a certeza
De que um dia estaria em seus quentes abraços,
Carregando na memória a sua bela fisionomia,
Levando comigo a simetria dos seus traços.
Ia me perguntando: para te possuir, o que faço?
Deixo para trás os acontecimentos, esqueci de mim.
Em muitos momentos, só queria estar contigo,
Só que escutar as suas palavras me dizendo “sim”.
---
Esse poema de Osvaldo Teles carrega uma forte carga de emoção, saudade e esperança, com imagens vívidas do sertão, da cavalgada e do desejo de reencontro com um amor ausente. A estrutura é livre, fluida, marcada por sentimentos intensos e cenas em movimento.

Nenhum comentário:
Postar um comentário