sexta-feira, 30 de maio de 2025

Sair em disparada

Sair em disparada em busca da minha toada,

Nem deu tempo para ficar olhando os lados.

Não via a hora de encontrar a minha parada;

Neste momento, o meu coração ficou alado.


Desembestado, saí com o meu cavalo ligeiro;

O mundano lá fora estava à minha espera.

Só ouvia o som do cavalo em sua cavalgada;

As paisagens iam passando em câmara lenta.


A ansiedade ia aumentando pela chegada;

O que me conduzia era a força da esperança.

Amor, o que me machuca é a sua ausência;

Não via a hora de estar em sua amável presença.


Nas paragens, o que me consolava era a certeza

De que um dia estaria em seus quentes abraços,

Carregando na memória a sua bela fisionomia,

Levando comigo a simetria dos seus traços.


Ia me perguntando: para te possuir, o que faço?

Deixo para trás os acontecimentos, esqueci de mim.

Em muitos momentos, só queria estar contigo,

Só que escutar as suas palavras me dizendo “sim”.

---


Esse poema de Osvaldo Teles carrega uma forte carga de emoção, saudade e esperança, com imagens vívidas do sertão, da cavalgada e do desejo de reencontro com um amor ausente. A estrutura é livre, fluida, marcada por sentimentos intensos e cenas em movimento.



Nenhum comentário:

Postar um comentário