quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O que é Meio Ambiente


Meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não-vivas que ocorrem na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. O meio ambiente pode ter diversos conceitos, que são identificados por seus componentes. Meio ambiente é um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a vegetação, animais, micro-organismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. Meio ambiente também compreende recursos e fenômenos físicos  como ar, água e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo.

Meio ambiente e sustentabilidade

A sustentabilidade ambiental e ecológica é a manutenção do meio ambiente do planeta Terra, é manter a qualidade de vida, manter o meio ambiente em harmonia com as pessoas. É cuidar para não poluir a água, separar o lixo, evitar desastres ecológicos, como queimadas, desmatamentos. O próprio conceito de sustentabilidade é para longo prazo, significa cuidar de todo o sistema, para que as gerações futuras possam aproveitar. Durante muito tempo, os brasileiros jogaram no lixo, literalmente, uma montanha de dinheiro, estimada em R$ 8 bilhões por ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa conta se refere apenas aos recursos que deixam de ser ganhos com o reaproveitamento dos resíduos no próprio sistema produtivo da empresa ou com a venda de insumos, como plástico, alumínio e vidro, para reciclagem. Além do aspecto financeiro, essa postura ajuda a agravar o quadro de doenças e tragédias que assolam o País. É que aquela inofensiva garrafa PET largada nas ruas de uma cidade como São Paulo pode ter um efeito desastroso na vida dos cidadãos, especialmente em dias de chuva. A partir de junho, porém, essa história tem grandes chances de mudar.

Osvaldo Teles

O Serviço Social e o Desenvolvimento Sustentável









O presente Seminário aborda os temas , Serviço Social e Desenvolvimento Sustentável e suas correlações. São temas atuais e de relevância; apresentados de forma a promover reflexões sobre as transformações operadas no domínio do trabalho e suas consequentes repercussões; os desafios postos à sociedade com relação à Sustentabilidade; além de vislumbrar, neste contexto, a participação do Serviço Social, enquanto profissão.Com seu caráter sócio-político, crítico e interventivo, o Serviço Social  através do instrumental científico e multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais busca intervir nas questões sociais, nos antagonismos entre a produção assalariada e os meios de produção do capital. Constituindo caminhos para o enfrentamento destas questões e para a viabilização do desenvolvimento sustentável na vida da sociedade contemporânea, promovida por novos hábitos e novas relações sociais. Frente à constatação de que o atual modelo de crescimento econômico gerou desequilíbrios, na esfera ambiental e social a nível global, vivenciamos, atualmente, um processo constante de debates entre os políticos ea comunidade científica de todo o mundo sobre alternativas de desenvolvimento. Neste contexto, percebe-se, cada vez mais, como insustentável considerar a dimensão econômica hegemonicamente, uma vez que a mesma apresenta como reflexos.

Gestão Social

O conjunto de processos sociais em que a ação gerencial de desenvolve através de uma ação negociada entre seus atores, perdendo o caráter burocrático em função da relação direta entre o processo administrativo e a múltipla participação social e política. A gestão social orienta as empresas nas ações e projetos de responsabilidade social corporativa que valorizem o relacionamento ético entre empresa, trabalhadores e a comunidade, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da indústria. A gestão social orienta as empresas nas ações e projetos de responsabilidade social corporativa que valorizem o relacionamento ético entre empresa, trabalhadores e a comunidade, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da indústria. Uma gestão na qual o lucro não é o único objetivo, leva em consideração as três dimensões da sustentabilidade, Ambiental, Social e Econômica. Essa gestão respeita os colaboradores e todos os públicos de interesse, busca sinergia entre suas atividades e as necessidades da sociedade, cobra preços justos, busca utilizar o mínimo de recursos não renováveis, incentiva o empreendedorismo interno, enfim, busca outros objetivos sociais. A Gestão Social vem tomando um caminho que ao meu ver não tem mais volta, ele é fruto da humanidade que vem sendo modificada pela revolução das mídias digitais, de um novo capitalismo, da emergência de novas necessidades da sociedade em termos de participação das organizações, sejam elas do primeiro, segundo ou terceiro setor. Hoje há uma cobrança da sociedade por mais ética, transparência, participação, políticas efetivas de responsabilidade social, programas sociais efetivos, respeito aos colaboradores. Diversas empresas vêm sendo cobradas por suas ações e por seu impacto na sociedade, o modelo de responsabilidade social no qual a empresa se identifica como responsável socialmente somente por cumprir leis, pagar salários e pagar impostos.


Analise critica da nova lei do estágio


Sabe-se que a recente norma vem sofrendo severas críticas após sua entrada em vigor em 25 de setembro de 2008, após promulgação, passou a regular os novos contratos de estágio em nível médio, técnico e superior firmados no país. Alguns dados estatísticos noticiam uma expressiva queda no número de estagiários em todo o Brasil, o que nos responde de plano o motivo pelo qual a alteração legal vem sofrendo tal represália, além disso, vale ressaltar que as mudanças implementadas pela nova lei do estágio visaram alcançar uma efetividade maior nesse campo de trabalho, sobretudo no que tange à redução da "mão-de-obra barata" aplicada em todas as áreas de atuação empresarial em todo o país.Por óbvio, entretanto, que vários aspectos contidos na nova lei de estágio deverão ser interpretados de acordo com a necessidade contemporânea, pois várias foram as omissões deixadas pelos legisladores. Exemplo disso, e mais especificamente ao ponto de abordagem principal deste presente trabalho, é no diz respeito às horas extras, onde o estagiário, em desempenhando suas atividades em horário superior ao previsto, fica a mercê de seu empregador no tocante ao pagamento das horas suplementares, e à aplicação dos termos expostos no contrato de estágio ou nos termos de compromisso. Veja que a norma não prevê qualquer forma de resolução à problemática instaurada. Note-se que existem duas possibilidades para essa situação: A primeira vem no sentido de um pagamento suplementar ao estagiário, sendo bastante próximo ao recebimento de horas extras nos casos de contrato de trabalho tradicionais regidos pela CLT. A última forma de condução para o caso, e um tanto quanto enérgica, seria na aplicação do artigo 3º, §2ª da nova lei, a qual reflete na caracterização de vínculo empregatício face o descumprimento dos termos de compromisso previstos na norma.
Atualmente, vivemos em um mundo cujo mercado de trabalho é cada vez mais explorado, se tornando mais exigente em razão da grande massa competitiva. Dentre as questões abordadas no campo desta competição, encontramos as relações de emprego, as quais aumentam a passos largos, inclusive pelas exigências por profissionais cada vez mais capacitados para a inserção no mercado de trabalho, nessa ótica, portanto, carrega-se o propósito de esclarecer as questões suscitadas a partir das relações de estágio e de sua alteração legal, pois são várias as instituições de ensino que lançam anualmente um número incontável de profissionais ao mercado de trabalho em todo o Brasil. Diante desse aspecto, é que a nova lei de estágio veio tardiamente, e com algumas omissões, sendo que se não forem dadas as devidas atenções e construções doutrinárias, os resultados poderão ser refletidos naqueles que, em tese, deveriam ser protegidos contra as diversas fraudes contratuais, resultando num expressivo prejuízo. O foco a ser dado no presente trabalho diz respeito às horas laboradas extraordinariamente pelo estagiário. Todavia, é preciso ter uma visão mais ampla com relação ao resultado que os legisladores buscaram, principalmente a partir da conjuntura normativa, para assim, conseguir definir um entendimento ponderável sobre a matéria em comento. A jornada de trabalho do estagiário está devidamente regulamentada pelo artigo 10 da nova lei, e seus incisos, entretanto, é sabido que alguns contratos de estágio não seguem à risca as determinações e previsões legais, permitindo que o estagiário cumpra uma jornada superior àquela prevista em lei.A melhor de todas as medidas ajustadas para coibir a contratação de empregados como mão de obra barata foi, contudo, a instituída no artigo 17. Segundo ele o número de estagiários do ensino médio, educação especial e dos dois últimos anos do ensino fundamental em estabelecimento variará conforme o número de empregados contratados. Assim, empresas que disponham de um a cinco empregados poderão ter apenas um empregado. As que contem com número entre seis e dez empregados poderão contratar dois. As que tenham entre onze e vinte poderão contratar cinco estagiários. E, por fim, as que possuam mais que vinte e cinco estagiários poderão dispor de 20% de estagiários. Depois da lei ser promulgada as horas trabalhada passou de 30 para 20 horas pois o estagiário se cansa demais por ter que aliar o ensino à prática, e apesar da concessão de férias por muitas empresas mesmo antes da promulgação da nova lei, a regulamentação legal positiva tal direito. No caso da diminuição da carga horária, esta também mantém pertinência com as necessidades e possibilidades do estagiário, que precisa de tempo disponível para os estudos. Acerca da contratação por liberais, trata-se de grande abertura, pois muitos (principalmente advogados) não contratavam estagiários com receio de terem o vínculo empregatício reconhecido, porque a lei não permitia tal modalidade de estágio. O estágio deve implicar análises da prática laboral para teorizá-la, possibilitando tanto a compreensão da vivência das relações de trabalho no dia-a-dia de exercício das funções profissionais preconizadas no Curso, quanto a consolidação e a articulação das competências consideradas desejáveis para a formação do futuro profissional. Nesta perspectiva, se torna imprescindível pensar no que o estagiário pode efetivamente aprender em uma ‘prática laboral’, considerando-se as especificidades de ‘trabalho material’ e ‘não-material’ (vivências) da profissão.
A nova lei de estágio inaugura as suas disposições conceituando o estágio como sendo o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. Levando em linha de mira a nobre causa da existência e destinação do estágio, o ordenamento jurídico não reconhece a formação de vínculo empregatício no estágio. A nova legislação criou diversas medidas destinadas a proteção dos estagiários. Uma das que merecem maior destaque é a que instituiu limitação de jornada conforme o nível de educação a que esteja se submetendo o estagiário. Para os estudantes de educação especial dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos, o limite passou a ser de 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais. Para os estudantes do ensino superior, educação profissional de nível médio e do ensino médio regular, o limite passou a ser de 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais.  Ou pós  promulgação no dia 25 de setembro de 2008, a lei n°11.788, passou a regular os novos contratos de estágio em nível médio, técnico e superior firmados no país.
Neste âmbito, os estágios passam a ter duas modalidades: obrigatório e não obrigatório, como consta no artigo 2º da mesma lei, de acordo com a determinação das diretrizes curriculares e conforme a etapa, modalidade e área de ensino e do projeto pedagógico do curso. No parágrafo 1º: Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma. No parágrafo 2º: Estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória. Destaca-se ainda, referendando a Lei nº 11.788/08 que as atividades do estágio curricular não-obrigatório não poderão iniciar antes da assinatura do Termo de Compromisso de Estágio, por todas as instâncias envolvidas no processo. Enfatiza-se que a Universidade possui uma Política de Extensão, pesquisa e de Assistência Estudantil o que será reforçado junto aos estudantes para que estes priorizem a realização dos estágios obrigatórios. Constituem-se etapas deste processo. Neste artigo, tencionamos elucidar tais questões apoiados na literatura que aborda o tema. Objetivamos, também, analisar o delineamento do estágio como espaço de vivências específicas da docência na formação inicial docente, com vistas a colaborar com a discussão acerca da temática. Para isso, utilizamos a revisão bibliográfica e recorremos a Gómez (1995).As instituições de ensino agora devem, obrigatoriamente, avaliar a adequação das condições de estágio, indicar professor orientador que será responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades desenvolvidas e exigir a apresentação de relatório por parte do educando, em periodicidade não superior a 6 meses.
  INOVAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI 11.788 DE 2008
  
Inicialmente, cumpre destacar que antes de entrar em vigor a lei nº 11.788 de 2008, a norma que regulamentava os contratos de estágio, era a lei nº 6.494 de 1977. A referida norma era bastante sintetizada, deixando, no entanto, inúmeras obscuridades com relação aos contratos de estágio e as responsabilidades das partes concedentes.
A partir dessas deficiências, conquanto houvesse diversas alterações, a norma de 1977 foi substituída pela atual lei do estágio, que trouxe de forma mais completa a regulamentação dos contratos de estágio. Embora isso tenha ocorrido, da mesma forma, a atual norma encontra-se ainda com algumas obscuridades.
De outro lado, as inovações trazidas pela lei 11.788/2008 foram expressivas no campo dos contratos de estágio. Algumas das inovações de maiores destaques são:
1) Estágio passa a proporcionar ao estagiário o direito de recesso remunerado, e não férias, de 30 dias, sempre que o estágio tiver duração igual ou superior a um ano e, na hipótese de o estágio ter duração inferior a um ano, terá o estagiário direito ao recesso proporcional;
2) Vínculo do estágio ao projeto pedagógico da instituição de ensino;
3) Responsabilização dos agentes de integração;
4) Duração máxima do contrato de estágio por até 02 anos;
5) Cota de vagas de estágio para portadores de deficiência física;
6) Limite de vagas de estágio na empresa;
7) Alteração nos limites da carga horária; e
8) Possibilidade de profissionais liberais contratarem estagiários.
Em vista disso, fica bastante evidente que as inovações da lei buscaram de uma forma ainda maior a proteção dos trabalhadores/estagiários, os quais, nos dias de hoje movimentam um número expressivo de, aproximadamente, 1 milhão em todo o Brasil, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Estagiários.
Segundo Henrique Mencaci, atual presidente da ABRES - Associação Brasileira de Estágios, a atual lei de estágio foi muito mal recepcionada, pois, segundo relata que o problema do desemprego estrutural brasileiro tem que ser resolvido com educação, para educar temos que manter o jovem nas escolas e mantê-lo em troca de renda é o mais eficiente método.A partir do sintético estudo realizado sobre a lei nº 11.788/2008, que hoje conta com pouco mais de seis meses, pode-se concluir que embora haja diversas obscuridades na norma, pode-se dirimir eventuais conflitos caso os olhos estejam voltados à legislação trabalhista, face às peculiaridades da norma e a proteção que a mesma incita. Além disso, dando enfoque especial no exercício da jornada dos estagiários, com relação às horas laboradas em período extraordinário, note-se que se pode chegar à conclusão de que o simples fato da parte concedente (tomadora de serviços) permitir que haja uma jornada suplementar, mesmo que haja o pagamento de tais horas, indubitavelmente, ocorrerá um desvirtuamento na jornada de trabalho. O fundamento é bastante simples. Considerando que a norma do estágio tem o propósito de garantir os direitos dos trabalhadores/estudantes, a fim de instruí-los para o ingresso no mercado de trabalho, bem como, preservar os mesmos contra as abusividades das partes que buscam o aproveitamento dessa mão de obra, devemos encarar com olhos mais críticos, a fim de encontrar o preenchimento mais pleno para as lacunas deixadas pela nova norma.


Osvaldo Teles



A contribuição de Pierre Bourdieu para o Serviço Social

Pierre Bourdieu contribuiu com o Serviço Social na conscientização dos indivíduos para romper com o sistema de dominação proposta pelo Estado, defendendo uma proposta de educação social, o autor defende a educação como meio de ruptura dos paradigmas da dominação. Se sua obra constitui uma das mais importantes contribuições à renovação da sociologia crítica, ele permite também a reflexão de múltiplos objetos das ciências humanas, sua sociologia se constrói em torno do desenvolvimento das relações de forças e dos mecanismos invisíveis que se estabelecem no corpo social. É por via da conscientização e da identificação de classe que o Serviço Social pretende alcançar a emancipação dos setores oprimidos da sociedade. Esta emancipação dá-se pelo combate à “falsa consciência” dos indivíduos e seu direcionamento para o reconhecimento dos mecanismos estruturais opressores responsáveis pela sua condição. Propõe-se a uma critica do funcionalismo sutil das desigualdades face á Cultura. Desta situação que origina sua concepção de dominação simbólica, assim, nossos questionamentos se dão no âmbito das tensões colocadas entre o universo-politico e ético-politico do Serviço Social enquanto uma profissão em confronto com a necessidade de exercício do poder simbólico no qual estar inserido o Serviço Social. O sociólogo procurou mostrar que as relações de força, entre os agentes sociais apresenta-se sempre na forma transfigurada de relações, no sentido a violência simbólica, outro tema central da sua obra, não era considerada por ele como um puro e simples instrumento ao serviço da classe dominante, mas como algo que se exerce também através do jogo entre os agentes sociais.

Assistente Social Osvaldo Teles

sábado, 12 de outubro de 2013

A LUZ DO TEU OLHAR - AGEPÊ


A luz do teu olhar

Agepe

A luz do teu olhar
Ilumina meu viver
Ameniza meu sofrer
Me torna mais feliz
Aumenta a sensação
Faz bater mais forte o coração
Corpinho sensual
Beleza sedutora
Modificou o meu destino
Faço tudo que você quiser
No amor serei o seu menino
me abraça
Me beija, amor
Oi, descansa na rede que tem no meu peito
Os grandes momentos não posso esquecer
Quero confessar
Não consigo viver sem você
Volta que é tempo
De amor e paz
Teu olhar tão sereno
É saudade demais

JESSE - VOA LIBERDADE.


Voa, Liberdade

Jessé

Voa, voa minha liberdade
Entra se eu servir como morada
Deixa eu voar na sua altura
Agarrado na cintura
Da eterna namorada
Voa, feito um sonho desvairado
Desses que a gente sonha acordado
Voa, coração esvoaçante
Feito um pássaro gigante
Contra os ventos do pecado
Voa, nas manhãs ensolaradas
Entra, faz verdade essa ilusão
Voa, no estalo do meu grito
Quero ver teu infinito
Nesse azul sem dimensão
Voa, no estalo do meu grito
Quero ver teu infinito
Nesse azul sem dimensão
Voa, voa minha liberdade
Voa, coração esvoaçante
Feito um pássaro gigante
Contra os ventos do pecado
Voa, nas manhãs ensolaradas
Entra, faz verdade essa ilusão
Voa, no estalo do meu grito
Quero ver teu infinito
Nesse azul sem dimensão
Voa, no estalo do meu grito
Quero ver teu infinito
Nesse azul sem dimensão
Voa...

Sonhos de um Palhaço


Sonhos de Um Palhaço

Antônio Marcos

Vejam só
Que história boba
Eu tenho pra contar
Quem é que vai querer
Me acreditar
Eu sou palhaço sem querer...
Vejam só
Que coisa incrível
O meu coração
Todo pintado e nesta solidão
Espero a hora de sonhar...
Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam
Bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço
É natural...
Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei, entreguei amor
E sonhos sem saber
Que o palhaço
Pinta o rosto pra viver...
Vejam só e há quem diga
Que o palhaço é
No grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher...
Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos, todos
Representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço
É natural...
Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei amor e sonho
Sem saber
Que o palhaço pinta o rosto
Pra viver...
E vejam só e há quem diga
Que o palhaço é
No grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher...

Oração de um Jovem Triste-Antonio Marcos

   

Oração de Um Jovem Triste

Antônio Marcos

Eu tanto ouvia falar em ti
Por isso hoje estou aqui
Eu sempre tive tudo que eu quis
Mas te confesso não sou feliz
Calça apertada de cinturão
Toco guitarra faço canção
Mas quando eu tento me procurar
Eu não consigo me encontrar
Escondo o rosto com as mãos
E uma tristeza imensa
Me invade o coração
Já, já não sou capaz de amar
E a felicidade cansei de procurar
Ah! Ah!...
Por isso venho buscar em ti
O que eu não tenho o que perdi
Vestido em ouro te imaginei
E tão humilde eu te encontrei
Cabelos longos iguais aos meus
Tu és o Cristo, Filho de Deus
Tanta ternura em teu olhar
Tua presença me faz chorar
Eu ergo os olhos para o céu
E a luz do teu amor
Me deixa tão feliz
Se, se jamais acreditei
Perdoa-me, Senhor
Pois hoje eu te encontrei...

domingo, 6 de outubro de 2013

O senhor é o meu pastor


O senhor é o meu pastor
Nada me faltará
Repousar-me faz
Tranquilo e sereno

Guia-me mansamente
Por caminhos tortuosos
Trazendo paz a minha alma
Por amor a sua criança

Ainda que eu andasse
Pelo vale das sombras
Não temerei mal algum
Porque meu Deus estar comigo

Preparo um messa diante Deus
Na presença de meus inimigos
Porque sua benevolência
Fara o meu algoz de irmão

Com certeza que sua bondade
E a sua misericordia me seguirão
Todos os dias de minha vida
O seu cajado virará espada em minha proteção

Osvaldo Teles

Na calmaria da noite






Na calmaria da noite
Sinto o frescor do vento
Entrando pela janela
Fazendo o corpo pedir
A sua calorosa presença
A cama é a maquina do tempo
Transportando-me para 
Os  momentos felizes
O meu ser suplica a sua alma
No nosso leito que um dia
Foi o nosso ninho de amor
A carne tremia 
Os vírus do pecado
Contaminava a alma
Deixando os sentidos confuso
Atrapalhando o equilibro do ser
Os prazeres nos levando ao êxtase
Começando a batalha pela vida
Deixando os dias seguirem o seu curso
Para que a vida encontre o seu destino

Osvaldo Teles


sábado, 5 de outubro de 2013

Poesia de puro valor sentimental


     Poesia de puro valor sentimental
E profundo,na alma sensível
            Ao amor e ao sentimento da natureza
                        Poesia delicada,sensível, instigante, reflexiva..



Marcos Wanderley 21 de julho de 2013
 Há um novo e excelente livro de poesias no mercado "ASAS DA IMAGINAÇÃO", produção
de um autor contemporâneo que utiliza a realidade circundante e os mais
fortes sentimentos humanos como fonte de inspiração.
Vale A PENA CONFERIR pode ser encontrado na internet no mercado livre e também na banca de revistas do center lapa e em mangabeira procure a prof.Gina
Uma belíssima colaboração para a Literatura Brasileira.passe para seus amigos

Marisete dos Santos Lopes Teles

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O caminho que eu escolhi


No Meio do Caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

Qual é a sua pedra afinal de contas??

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

família como foco de intervenção(Adoção)

Falar sobre "família como foco de intervenção" exige não somente aprofundar a discussão sobre o que é uma família e como esta pode servir ou não como recurso em programas de intervenção, mas exige também a problematização de um elemento básico do processo de intervenção: a comunicação entre agentes de intervenção e a população alvo. Assim, neste trabalho, proponho sugerir, num primeiro momento, algumas pistas analíticas que podem nos ajudar a perceber dinâmicas familiares em grupos populares. Passo então a enfatizar a importância de uma teoria da prática, e as implicações metodológicas de uma análise centrada em "modos de vida". Finalmente, comento o olhar reflexivo -- um elemento fundamental do processo dialógico que permite a ESCUTA do "outro" em qualquer situação de intervenção. Será evidente, ao longo do texto, o quanto me inspirei no trabalho dos outros membros do painel, Ingrid Elsen e Jane Dytz, para travar esse diálogo entre a antropologia e as ciências da saúde.
1. Família X indivíduo
Elsen e Althoff (2004) colocam uma pergunta desafiadora para o trabalhador de saúde: qual a distinção entre as necessidades da família como coletividade e as necessidades dos indivíduos separados que compõem essa família. Paira a pergunta: será que não há elementos incompatíveis entre a saúde da família e a saúde dos membros individuais?
Sugiro, no entanto que, para responder essa pergunta, temos que primeiro saber como conceituar (até onde vai) "a família". Recorremos à reflexão de um antropólogo brasileiro, Luis Fernando Duarte (1994), para lançar a bola sobre esse assunto. Segundo ele, o valor "família" tem grande peso em todas as camadas da população brasileira. No entanto, significa coisas diferentes dependendo da categoria social. Enquanto, entre pessoas da elite, prevalece a família como linhagem (pessoas orgulhosas de seu patronímio) que mantêm entre elas um espírito corporativista, as camadas médias abraçam em espírito e em prática a família nuclear, identificada com a modernidade. Finalmente, aos grupos populares seria associada uma forma familiar ancorada nas atividades domésticas do dia-a-dia, e as redes de ajuda mútua.
Essa maneira de tentar associar certo modo de vida a determinada configuração familiar assume cor − agora num contexto diferente − na pesquisa da antropóloga norte-americana, Rayna Rapp (1992), na sua comparação de famílias brancas das camadas médias e famílias negras, principalmente pobres, dos Estados Unidos. Conforme essa pesquisadora, na ideologia altamente individualista das classes médias americanas, os parentes são assimilados à categoria de "amigos", de forma a poder eliminar os que não respeitam as regras da amizade. Dessa forma, os indivíduos com muitos problemas são afastados da convivência familiar, tal como uma perna gangrenada é cortada para manter a saúde do corpo. O filho perdulário é deserdado, o sobrinho doente é esquecido, a avó caduca é deixada numa instituição − tudo em nome do bom desenvolvimento e projeto de ascensão (isto é a "saúde") da família nuclear. A noção de família é reduzida à unidade linear − de pais para filhos − para evitar os riscos de dissipar recursos. Tudo é investido nos filhos, na sua educação, na sua carreira profissional.
As famílias negras e pobres que, por outro lado, vivem em condições de grande precariedade econômica, só conseguem sobreviver porque criam extensas redes de ajuda mútua. Não somente pais, mas também irmãos, tios, primos, ex-sogros, compadres e até amigos tornam-se membros pertinentes da rede familiar. Assim, não é incomum encontrar, na casa de uma mulher, além dela e dos filhos, uma diversidade de indivíduos: um primo, recém chegado do interior para procurar trabalho, dormindo no sofá, um pequeno sobrinho, cujos pais acabam de se separar, comendo na mesa da cozinha, etc... A dona de casa vai ajudar essas pessoas, por carinho, mas também porque sabe que em outra época, quando ela estava precisando de ajuda, eles − ou seus pais − ajudaram ela. A família aqui se estende horizontalmente, numa partilha constante, mesmo que nem sempre pacífica, de recursos.
Quando li essa descrição, não pude deixar de fazer uma aproximação entre as famílias negras norte-americanas descritas por Rapp e famílias em grupos populares brasileiros que eu encontrei durante minhas pesquisas de campo (Fonseca 2004). Lá também, os parcos recursos de qualquer núcleo familiar parecem ser constantemente drenados para pessoas necessitadas da família extensa. Lembro de Vanilda, uma amiga que ganha a vida como empregada doméstica, explicando por que nunca compra eletrodomésticos a vista, mesmo sabendo que a mercadoria seria muito mais barata assim. Não é, como poderia-se imaginar, que ela não sabe poupar dinheiro. Pelo contrário...
"Claudia", ela me explica, "Pense bem. Se eu tivesse dinheiro na poupança, como que ia resistir? Sempre tem, em algum lugar da família, um nené que está com pneumonia e precisa de remédio, ou um primo que se meteu em encrenca e vai ir preso se a gente não acha dinheiro para pagar o advogado. Sempre tem alguma coisa urgente acontecendo e, nesse caso, como que eu ia guardar o dinheiro para mim? Se eu não comprasse a máquina a prazo, aí sim, não ia nunca ter dinheiro para comprar!".
Quando Vanilda diz que sempre tem um nené na família que está doente, ela está falando de família no sentido mais amplo, que inclui um leque quase infindável de primos, ex-cunhadas, sobrinhos, primos e assim adiante. Além de criar suas cinco filhas praticamente sozinha, pois enviuvou muito cedo, ela também já abrigou na sua casa uma longa lista de parentes. Apesar de reconhecer que tal generosidade limita sua capacidade de investir no futuro de suas próprias filhas (isto é, em escolas particulares ou cursos profissionalizantes para elas), mal consegue imaginar outra maneira de agir. Seu lema é explicitado no provérbio que ela mesma cita: "Onde come um Português, come dois três" − uma noção que parece muito próxima à filosofia das famílias descritas por Rapp. Mas Vanilda também reconhece que, quando ela esteve "na pior" − viúva, bóia-fria e analfabeta, com menos de 30 anos e quatro crianças para criar − quem ajudou ela no início eram muitas dessas pessoas a quem, hoje, ela retribui o favor.
Sua história sublinha o ponto que quero fazer aqui. Quando falamos de um possível desencontro entre a saúde individual e a saúde da família, de que família estamos falando? As camadas médias, pensando no bem do pequeno núcleo pai-filhos, tenderiam a cortar os elementos estranhos e potencialmente perturbadores. Reduzindo "a família" ao número mínimo de indivíduos, há muito mais chance de fazer coincidir "a saúde da família" com a "saúde dos indivíduos". Nas famílias pobres, por outro lado, parece que certas pessoas acabam sacrificando seus projetos individuais ou os de seu núcleo familiar para salvar indivíduos problemáticos da rede extensa de parentes. Assim, a relação indivíduo-família não pode ser pensada da mesma forma em todo lugar, pois a própria noção de família varia conforme a categoria social com qual estamos lidando.
2. Elementos analíticos para pensar a família: além da unidade doméstica
Qual é o arsenal teórico que pode nos ajudar a dar conta dessa variedade de noções de família? Talvez devamos começar fazendo uma distinção entre "família" e "unidade doméstica". Os censos do IBGE trabalham em geral com a unidade doméstica e, portanto, definem vida familiar a partir da moradia. Trata-se de uma visão limitada, no entanto, que não leva em consideração justamente a parte mais dinâmica das relações familiares − e que em geral extrapola em muito "a casa".
Muitos dos moradores de bairros pobres pensam não em termos de "casa", mas, sim, em termos de "pátio". Parece que num terreno, por pequeno que seja, sempre tem lugar para construir mais uma "puxada" − isto é uma peça ou uma meia-água para receber um amigo ou parente. A primeira moradia da maioria de jovens casais é uma peça construída no quintal dos pais ou sogros. Com filhos casando e descasando, pessoas mudando atrás de um novo emprego, ou simplesmente a incorporação de algum inquilino, a composição do pátio muda... Mas, seja qual for a relação formal, é comum que haja uma troca intensiva entre essas "casinhas" para a realização de tarefas domésticas. Quando uma mulher trabalha fora, por exemplo, as outras do pátio tendem a suprir sua parte na organização doméstica − fornecendo almoço quente para os sobrinhos, e supervisionando as brincadeiras dos filhos pequenos. A parte mais visível desse processo é o cuidar de crianças − o que leva a uma intensa "circulação de crianças", e a situação não tão incomum de um indivíduo ser criado por (o que ele próprio considera suas) duas ou três "mães" (ver Fonseca, 2002). Mas é também possível encontrar diversos núcleos familiares repartindo comida. Até os mais pobres, os que não têm geladeira, são capazes de chamar os outros moradores do pátio ou do beco para comerem juntos quando recebem a doação de uma carne ou outra comida que estraga (Jardim, 1998).
Nesses casos, é difícil definir exatamente quais são os limites da própria unidade doméstica.
Em suma, para qualquer intervenção (especialmente em grupos populares), seria fundamental verificar como as atividades do dia -a-dia envolvem uma rede que se estende no espaço para outras casas e até mesmo para outros bairros. Traçando as linhas de ajuda mútua, podemos melhor refletir sobre o que é, nessa instância, a "família" pertinente.
3. A dimensão temporal da família
Vimos que a rede familiar, aquela unidade relevante para qualquer trabalho de intervenção, se estende no espaço além das quatro paredes de uma casa. Seria importante agora lembrar que as relações familiares, sendo relativamente duradouras, seguem uma lógica que se estende no tempo através de diversas gerações e através de muitos anos. Isto é, as diferentes etapas de uma troca "mútua" nem sempre ocorrem no imediato. Por exemplo, um observador desavisado poderia considerar que aquela avó que assimilou no seu núcleo doméstico e arcou com as despesas dos primeiros netos está numa relação de mão-única, em que ela ajuda seu filho e neto sem receber nada em troca. No entanto, devemos lembrar que esta avó está marcando seu lugar na rede familiar, reforçando através de seu dom a obrigação que seus descendentes têm de cuidar dela anos mais tarde na velhice − justamente quando ela passa a ocupar o lado mais fraco da relação familiar. Não se trata de um cálculo consciente, nem de um investimento garantido, que sempre dê retorno. Entretanto, a lógica da rede extensa de família − a lógica do dom, como nos ensina Marcel Mauss (1974) − implica numa reciprocidade a longo prazo − uma reciprocidade que, contrariamente à lógica do contrato ou até mesmo de amizades fugazes, coloca uma fé difusa em um retorno eventual, em alguma data futura, por algum membro da rede implicada na dádiva original.
A idéia de "ciclo de vida" é subsidiária a essa discussão sobre a dimensão temporal das relações familiares. Antropólogos clássicos (ver Fortes, 1958) definiram três fases do que consideravam um universal núcleo familiar: formação inicial (em geral, por casamento), expansão (com nascimento dos filhos), e declínio (quando os filhos adultos saem para estabelecer seus próprios núcleos, e a velha geração é deixada com "o ninho vazio"). Nas últimas décadas, pesquisadores confirmaram que a trajetória de qualquer família é bem mais complicada do que isso (ver Bilac, 1978; Barros, 1987). Sabemos, por exemplo, que, especialmente em grupos populares, as etapas do ciclo doméstico não são nítidas. Muitas vezes o nascimento de netos precede o casamento dos seus pais ou a formação de um novo núcleo. Ainda mais, nessa época de desemprego, há uma tendência crescente em todas as classes para filhos adultos voltarem para a casa dos pais em momentos difíceis, seguindo um divórcio ou perda de emprego (ver Peixoto, 2004). Assim, hoje em dia, o ciclo familiar baseado na nuclearização das famílias não é nada evidente.
No entanto, mesmo que não exista um só padrão, é inegável que a maioria de núcleos domésticos "evoluem" com o tempo. Pais de 16 anos não têm as mesmas opções, não se comportam da mesma forma, não têm as mesmas expectativas que pais de 30 anos ou de 60 anos. Aqui, posso citar o exemplo de Dona Maria. Finda a adolescência, sem emprego ou companheiro fixo, ela não encontrava outra solução para o bem-estar de seus numerosos filhos, senão a colocação em diferentes famílias de criação. Dez anos mais tarde, ela se estabeleceu com um "homem trabalhador"[2] e, além de fazer uma nova família com ele, procurou trazer para seu convívio seus filhos mais velhos. O domingo que conheci Dona Maria, ela estava reunida no seu quintal com seis dos sete filhos (a maioria agora adulta), fazendo churrasco.
A trajetória de Dona Maria e seus filhos não é incomum. Se seu núcleo familiar fosse observado durante a primeira etapa de sua trajetória, apareceria uma dispersão aparentemente caótica dos membros. Seria o exemplo por excelência da "família desestruturada". Em outro momento, mais avançado, do ciclo doméstico, observamos Dona Maria confortavelmente instalada com seu companheiro em casa própria, fornecendo um lugar de encontro e ainda mais, uma âncora de identidade para os diferentes indivíduos de uma família ostensivamente "unida".
O profissional de saúde, realisticamente, tem apenas uma entrada para as famílias com as quais trabalha − uma entrada que comporta um lugar apenas (em geral, a casa) e um tempo (a atualidade). Entretanto, para interagir com os membros dessas famílias, que são envolvidos em relações que vão bem além do "aqui e agora", é necessário que fique atento às dinâmicas que extrapolam seu limitado campo de observação, acionando o arsenal teórico adequado.
Enfim, devemos lembrar que não há receita para definir os membros relevantes de uma rede familiar. Essa pode ou não incluir consangüíneos (ascendentes, descendentes, colaterais...), parentes por casamento (sogros, cunhados, com-cunhados, padrastos, enteados...), padrinhos e compadres (e não devemos esquecer que existem padrinhos em casa, de igreja, na família de santo, etc.), e simplesmente amigos que, depois de ter compartilhado uma experiência particularmente intensa, acabaram se sentindo membro da família...
Procurando uma definição operacional da vida familiar que dê conta desse vasto leque de possibilidades, preferimos falar de dinâmicas e relações familiares (antes do que de um modelo ou unidade familiar). Assim, definimos o laço familiar (antes do que o modelo familiar) como uma relação marcada pela identificação estreita e duradoura entre determinadas pessoas que reconhecem entre elas certos direitos e obrigações mútuos. Essa identificação pode ter origem em fatos alheios à vontade da pessoa (laços biológicos, territoriais), em alianças conscientes e desejadas (casamento, compadrio, adoção) ou em atividades realizadas em comum (compartilhar o cuidado de uma criança ou um ancião, por exemplo).
4. Repercussões metodológicas do recorte "modo de vida": a teoria da prática
Gostaria, agora, de adentrar uma outra faceta dessa discussão, inspirada no trabalho de Dytz (2004), sobre modo de vida − em particular, sobre as implicações metodológicas de uma abordagem centrada na questão de modo de vida.
Desde os anos 70, Pierre Bourdieu (1972), entre outros, nos previne contra abordagens analíticas focadas exclusivamente nos ideais − as representações normativas de uma sociedade. Na linha de investigação que ele inspirou, "a teoria da prática", pesquisadores insistem na relação dialética entre práticas e valores. Valores, nessa ótica, não seriam considerados como estanques, parados no tempo, nem algo externo que pudesse ser imposto em um grupo. Pelo contrário, valores seriam constantemente reconstruídos − modificados ou reatualizados, investidos de novo significado − através da prática de atores sociais agindo dentro de um contexto específico.
O problema é que muitas pesquisas são presas a uma visão jurídica da realidade. É como se bastasse constatar a lei, repertoriar as normas hegemônicas, e medir a realidade contra esse parâmetro. Seguindo esse enfoque "legalista", veríamos, no estudo da família, que certas pessoas se aproximam mais do ideal da família conjugal nuclear, e outras menos... e muito pouco além disso. É assim que, durante as primeiras gerações de estudo da família, os pobres eram vistos como "a massa amorfa" dos "sem-família"[3]. O modelo, antes de nos ajudar, agiria como camisa de força, nos impondo um tipo de viseira que impedisse uma melhor visão da realidade. Não veríamos, por exemplo, a atitude criativa dos atores − como alguns deles burlam ou brincam com a norma oficial, como criam normas alternativas... enfim, como, através de suas práticas cotidianas, estão constantemente renegociando e transformando valores.
Tal é a força da matriz jurídica em nossa socialização que, muitas vezes, é difícil para profissionais fazerem uma associação entre suas próprias práticas familiares e as teorias (da família). Chamada por um grupo de conselheiros tutelares a falar de "a família", confesso que fiquei perplexa quanto à questão de por onde começar. Queria a todo custo evitar soluções fáceis. Não queria apresentar modelos prontos − como se a realidade pudesse ser encaixada em algumas regras preestabelecidas. Só baixou a angústia quando me dei conta que a apresentação antropológica da família só faria sentido se começássemos a partir das famílias dos próprios conselheiros. Assim, pedi para eles sentarem em pequenos grupos e elaborar a árvore genealógica de algum voluntário entre eles.
O resultado, para mim, pelo menos, foi muito revelador. Em primeiro lugar, as pessoas descobriram que tinham muitas dúvidas sobre como definir a família. Já que o exercício era ligado ao seu desempenho enquanto conselheiros e a eventual necessidade de intervir em certas famílias de seus bairros, combinamos que deveriam incluir no esquema genealógico do voluntário todos os parentes que tivessem alguma relevância nas atividades do dia-a-dia ou nas cerimônias rituais de família (batismo, aniversário, formatura...). A partir disso, os conselheiros começaram a se dar conta que a realidade de suas famílias não cabia facilmente naqueles diagramas lineares. Lembro do caso de Seu Adão, um senhor com seus 50 anos que confessou timidamente que, conforme sua carteira de identidade, tinha pai, mas era de "mãe desconhecida". Como podia ser? Sua mãe tinha tido três companheiros − o primeiro com o qual casou legalmente, o segundo com o qual geriu Seu Adão, e o terceiro com quem viveu trinta anos. Foi esse terceiro que registrou Seu Adão como se fosse filho nato, mas na hora do registro, resolveram omitir o nome da mãe porque ela ainda era casada e tinha medo que seu marido legal − e portanto pai oficial da criança − reclamasse seus direitos paternos. Para Seu Adão, esse terceiro companheiro de sua mãe − o pai que o criou − era seu verdadeiro pai, mas o diagrama que tentava esboçar no papel parecia colocar em relevo apenas os laços de sangue e uniões oficiais.
Jailton, objeto voluntário de estudo de outro grupo, queria saber se incluía ou não no seu diagrama sua ex-esposa e o novo marido dela. Acontece que ele mesmo tinha se juntado três vezes, estando no momento numa fase solteira. Vivia, no entanto, no pátio de sua mãe, "a seis metros" da casa de sua segunda mulher. Esta era a mãe de seu único filho e continuou a dividir com a mãe de Jailton, os cuidados cotidianos da criança. Esta avó jurava que ela só reconhecia uma nora − a mãe de seu neto − e, morando lado a lado no pátio, continuaram a tomar chimarrão juntas toda a tarde. De certa forma, que Jailton quisesse ou não, sua ex-esposa permanecia um membro relevante de sua família.
Aqui, não há tempo para repertoriar todos os riquíssimos resultados desse exercício com os conselheiros, cujas histórias, sem dúvida não são tão diferentes das de muitos outros agentes de intervenção. Para mim foi fascinante. Havia de tudo -- árvores genealógicas viradas de pernas para o ar que incluíam a empregada doméstica e a professora de colégio; clãs italianos com repetidos casamentos entre primos; pais relapsos confessos, que negavam o laço de parentesco e recusavam a pagar a pensão alimentícia do filho nascido de uma relação passageira (algo bastante surpreendente para um conselheiro tutelar, eleito para promover os direitos da criança... e assim por diante. Havia de tudo, de fato, menos a simples e reduzida família conjugal nuclear tão badalada como norma hegemônica. E o mais interessante: nenhum dos voluntários considerava que vinha de uma "família desestruturada". Assim, a partir da experiência deles, passamos a pensar como existiam − além do ideal normativo − outros arranjos, outras possíveis estruturas familiares que pudessem ordenar as práticas e dar sentido à existência. Insisto que foi na observação cuidadosa das práticas − e, nesse caso, de suas próprias práticas − que esses profissionais passaram a sair da camisa de forço dos modelos jurídicos, e pensar as dinâmicas sociais em toda sua criatividade.
5. A arte de escutar: um processo reflexivo
Quero insistir que não é por acaso que, para introduzir as pessoas numa abordagem da prática, pedimos para elas pensarem suas próprias práticas. Afinal, essa auto-reflexão − a maneira de virar a lente analítica para a própria cultura, os próprios valores do observador já é parte integrante das ciências sociais hoje (ver, por exemplo, Geertz 1999). Barrando essa política, é muito fácil incorrer no raciocínio evolucionista da época colonial em que o pesquisador se considerava representante do mundo civilizado e todos os outros −os bárbaros e selvagens − eram "outros" a serem convertidos, salvos, ou simplesmente desenvolvidos. Isto é, eram tudo menos pessoas a serem escutadas, parceiros de diálogo, A idéia hoje é que, para o dialogar acontecer, para romper a distância cientificista entre observador e observado, devemos saber examinar as obviedades de nossa própria cultura. Assim, nós também nos tornamos objetos de pesquisa (Velho, 1978).
Confesso que − até realizar o exercício didático com os conselheiros, eu − tal com eles, sempre tinha tido a convicção de vir de uma família absolutamente padrão. Citava minha família − norte-americana e nuclear − como protótipo da família nuclear moderna, tudo conforme a norma hegemônica. Entretanto, quando embarquei no exercício e comecei a diagramar meus parentes relevantes... me dei conta de certas esquisitices. Minha mãe enviuvou cedo com duas crianças pequenas. Ela, que até então tinha sido dona de casa, foi obrigada a iniciar num emprego assalariado, colocando em pouco tempo seus dois filhos a contribuir para a renda familiar, com bicos de babá e jornaleiro. De caráter um tanto difícil, ela logo rompeu com os parentes de seu falecido marido, nos cortando − eu e meu irmão − de qualquer contato com o lado paterno da família. Depois de eu sair de casa, com 16 anos de idade, ela casou novamente, mas o casamento acabou em pouco tempo quando minha mãe, para prosseguir sua carreira de professora, mudou de cidade. Ela, então com 60 anos, conheceu Bill, meu padrasto, com quem nunca casou, mas com quem vive até hoje, depois de 20 e tantos anos. Eu poderia ter adquirido uma irmã nessa nova união de minha mãe, já que Bill tem, de seu primeiro e único casamento, uma filha um pouco mais moça do que eu − só que nunca a encontrei, pois minha mãe se nega a recebê-la em sua casa. Em compensação, apesar de eu nunca ter morado com eles, esse senhor passou a me chamar filha, e eu o considero um membro sumamente querido de minha família − lhe devendo uma gratidão impagável pela maneira em que cuidou da minha mãe, nesses últimos anos em que ela degringolou mental e fisicamente.
Considerando os detalhes dessa minha história, dou-me conta de que minha família é qualquer coisa menos "padrão" − e os fatores convencionais do modelo familiar − biologia e casamento − não são nem de longe os mais importantes na definição das relações mais relevantes. Porém, mais importante: pergunto-me como − com essa trajetória − nunca me ocorreu que eu poderia ser proveniente de uma família "desestruturada". A chave desse enigma, evidentemente, se remete em parte ao caráter − difícil, mas disciplinado e ético − de minha mãe. Não quero de forma alguma negar a agency dessa personagem. (Ela, inclusive, nos ensinou muito cedo a descartar qualquer etiqueta negativa que outros pudessem atribuir a nós − a, por exemplo, de "semi-órfãos") Mas creio que há outro motivo por minha rejeição de qualquer conotação de "desestruturada" ligada a minha própria família. É que "desestruturada" é uma palavra usada para descrever a família dos outros. Não simplesmente "outros", mas ainda por cima, pobres. É como se − numa espécie de lógica post ipso facto, uma pessoa bem sucedida, por definição, não poderia vir de uma família desestruturada.
Passando por esse tipo de filtro classista, conseguimos usar − para ricos e para pobres − termos diferentes, carregados de avaliações opostas, para descrever comportamentos muito semelhantes:
Ricos “escolhem” sua famíliaPobres “se submetem” à biologia
Maternidade assistidaControle de natalidade
Produção independenteMãe solteira
Família recomposta (divórcio e recasamento)Família desestruturada
É para evitar esse tipo de dualismo, para rechaçar uma perspectiva moralista que pressupõe muito mais do que devia, que a antropologia insiste no elemento (auto-) REFLEXIVO do olhar analítico.
6. Modo de vida: carência ou criatividade ?
Essa reflexividade não significa, contudo, que façamos abstração das diferenças de oportunidade, das desigualdades econômicas e sociais, entre um sujeito social e outro. As circunstâncias sócioêconomicas − que são em grande medida alheias à vontade individual − são parte de qualquer modo de vida. É importante lembrar que as condições objetivas de vida levam as pessoas a olhar o mundo de um angulo ou de outro. É uma coisa ter um salário fixo e um convênio de saúde que permitem o familiar de um doente se organizar por telefone com médicos e hospitais, com hora marcada. É outra coisa levantar às cinco da madrugada (ou passar a noite na fila) para pegar uma ficha de exame médico, ou esperar meses por um leito hospitalar que não sai. Essas circunstâncias obrigam as pessoas a se organizarem de forma diferente, acentuando certas prioridades, atenuando outras.
Penso mais uma vez no caso de Vanilda que acabou por cuidar de sua mãe durante os últimos anos de vida, fazendo o milagre de sustentar uma família de seis (além dela, três de suas filhas e a mãe) com uma renda de dois salários mínimos. A "Mãe Velha" − como chamavam a avó nessa família − sofria de uma forma aguda de dementia senil. Ela não somente ficou dependente economicamente da filha, como passou a ter comportamentos agressivos e auto-destrutivos, com sérios distúrbios de sono. Ninguém na casa de três peças dormia mais -- nem Vanilda que trabalhava das 8 da manhã até 6 da tarde, nem as filhas dela que, quando não estavam no colégio, se revezavam nos cuidados da avó. Vanilda, vendo que ela não conseguia aliviar o sofrimento da mãe, tentou repetidas vezes interná-la − nem que fosse para "dar um descanso" para suas filhas (que, a essas alturas, não encontravam mais um cantinho sossegado onde estudar). Mas, como podem imaginar, só veio a resposta que não havia vaga na rede hospitalar e que era a responsabilidade da família cuidar de seus membros. Quando a Mãe Velha passou, no meio do inverno gaúcho (num frio de menos 6 graus), a arrancar a roupa e se tocar para a rua, completamente pelada, Vanilda não teve dúvida. Resolveu deixá-la amarrada à cama durante as horas quando o resto da família tentava dormir -- mesmo sabendo que essa tática poderia ser vista por observadores externos como prova de extrema crueldade.
A experiência de Vanilda sublinha um último aspecto fundamental da relação entre saúde familiar e modo de vida: a demanda apresentada por cada família aos serviços públicos de saúde, isto é, ao Estado, varia muito conforme suas condições concretas de vida. Eu, por exemplo, não tive que recorrer ao Estado para cuidar da minha velha mãe pois ela já tem aposentadoria e convênios de saúde suficiente para garantir condições dignas de vida − e sem sobrecarregar os familiares dela. Vanilda, por outro lado, não teve outra escolha a não ser aceitar o encargo de cuidar pessoalmente de sua mãe. Ao mesmo tempo, procurava desesperadamente algum apoio público para ampará-la − da mesma forma que muitos de seus vizinhos procuravam apoio de algum serviço público para ajudar no tratamento de um filho dependente químico ou outro membros problemático da família. Infelizmente, Vanilda, tal como a maioria de seus vizinhos, só conseguiu parcos resultados.
Ironicamente, alguns políticos chegam a sugerir que as insuficiências do serviço de saúde pública devem ser resolvidas não com mais investimento no setor, mas com políticas sociais que "fortalecem" a família. A lógica que apresenta essas duas políticas − investimento nas famílias e investimento no serviço de saúde pública − como mutuamente excludentes é obviamente absurda. Mas o pior é que muitas vezes a noção − de que a família é o principal responsável pela saúde de seus membros − vem antes de qualquer política efetiva de “fortalecimento” familiar. Desse jeito, o acento na família arrisca ficar como nada mais do que uma máxima moralista − um alibi que desculpa a falta de empenho político num programa realmente integral de saúde.
Nessa negociação entre Estado e família pobre, o trabalhador de saúde − especialmente os agentes de saúde familiar − fica na posição incômoda de mediador. É sensível à lógica de ambos mundos. Conhece as limitações do sistema de saúde, e procura conter a demanda para garantir a qualidade de atendimento. Por outro lado, reconhece as limitações e necessidades das famílias. Seu desafio é caminhar nessa corda bamba sem resvalar inteiramente para um lado ou outro: isto é, zelar pela qualidade do sistema, sem encampar a lógica estatal que vê as famílias como culpadas por não assumir total responsabilidade de seus membros, que as rotula de "heterônimas", criticando suas demandas "exageradas" de ajuda.
Por fim, gostaria de voltar para a idéia de modo de vida, enfatizando como esse conceito evoluiu na própria história da antropologia. Não devemos esquecer que a disciplina de Antropologia iniciou no contexto colonialista do século XIX. O modo de vida dos indígenas da África, Ásia e das Américas era visto por uma primeira geração de observadores colonialistas como, na melhor das hipóteses, um fenômeno de interesse folclórico. Na maioria das vezes, no entanto, o modo de vida desses "outros" era avaliado de forma puramente negativa. Visto em termos de falta, de ausência de tudo que os colonialistas consideravam civilizado, o modo de vida destes "outros" acabou sendo colocado como prova de primitivismo. Não é por acaso que o diálogo de então, entre colonialista e colonizado, era praticamente inexistente.
Uma nova fase de pensamento antropológico inicia quando os antropólogos, liderados por Malinowski no início do século XX, passam a fazer pesquisa etnográfica de campo -- isto é, aprendem a língua dos "nativos", sentam com eles e trocam idéias. Ao escutar as pessoas discorrerem sobre seu próprio modo de vida, de repente uma série de práticas e crenças que antes pareciam ilógicas -- tradições curiosas ou mera superstição -- passam a soar bastante razoáveis. É com a pesquisa de campo que inicia-se também a fase reflexiva da antropologia em que, ao tornar o "exótico familiar", o pesquisador acaba por tornar o "familiar exótico". Isto é, em vez de automaticamente assumir a superioridade de seu modo de vida, ele coloca em perspectiva as crenças e práticas de sua própria civilização.
Voltando agora para Brasil dos dias atuais, é interessante como boa parte da literatura crítica falando de desigualdade no país (Castell 2000, por exemplo), lamenta a pobreza das análises sobre grupos populares -- análises essas que ignoram qualquer positividade nas formas de sociabilidade destes grupos, que descrevem suas práticas e maneira de pensar o mundo em termos absolutamente negativos, ou seja, em termos de falta, de carência. A proposta aqui é, pelo contrário, pensar o modo de vida como fenômeno histórico, fruto de determinadas circunstâncias econômicas e políticas, e que dê prova da criatividade de indivíduos agindo em sociedade. Quero insistir que essa perspectiva, evidente nas propostas de pesquisadores tais como Elsen e Althoff (2004) e Dytz (2004) , não é um acréscimo à ciência já existente. Representa algo revolucionário, uma reviravolta no senso comum, superando abordagens neo-colonialistas e apontando o caminho para um espaço de verdadeiro diálogo nos programas de intervenção.

Novos Modelos de Família


Família Monoparental

É a  família constituída por uma pessoa, independente de sexo,  que encontra-se sem companheiro, porém vive com um ou mais filhos. Pode ocorrer do fim de uma família bioparental,  ou seja, como ocorre com as viúvas, separadas, adoção, divorciadas e solteiras que a princípio viviam em união estável, ou até mesmo em casos de ser por opção.O Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA, prevê a possibilidade, independente do estado civil uma pessoa sozinha, tanto o homem quanto a mulher, poderá  adotar uma criança, e assim se tornar uma família, está  disposto no art. 42 do ECA.

Família Nuclear

Era considerado como único e legítimo modelo de família, onde tinha o homem, a mulher e seus descendentes.  Era o modelo inspirado na Revolução Industrial.
Refletia a idéia de sociedade dinâmica e mais produtiva. Pois era um como um núcleo pequeno, onde um chefe provedor do lar, poderia com facilidade resolver questões geográficas ou sociais, representando assim, um modelo de sociedade capitalista.

Família Reconstituída

Quando ocorre o divórcio, surge então a chance de uma nova família. Além de juntar marido e mulher, também os filhos provenientes de relações anteriores, vivendo todos sobre o mesmo teto. Seja proveniente de um  novo casamento ou uma união estável, os filhos possuem origens distintas quanto a paternidade biológica. Diante da realidade atual, este modelo tende a aumentar sua incidência.

União Estável

Com advento da Constituição Federal de 1988, a união estável, no passado estigmatizada pela expressão de concubinato, em que a mulher era classificada vulgarmente como amante ou amásia, foi equiparada à figura de entidade familiar.
É definida como aquela formada por um homem e uma mulher livre de formalidades legais do casamento, com o animus de conviverem e constituir família.
Em assim sendo, se a união estável é entidade familiar, como também o casamento, não há como se fugir da conclusão de que as regras do instituto da guarda devem ser aplicadas à 

união estável.
Família Anaparental

É a convivência de pessoas sem vínculos parentais que convivem por algum motivo, possuindo uma rotina  e dinâmica que os aproximaram, podendo ser estas afinidades sociais, econômicas ou outra qualquer.

Família Eudemonistas

A princípio pode ter uma formação convencional, pais, filhos, mas ao observar sua constituição, nota-se que  em seus indivíduos existe pouco apego a regras sociais que formulam as famílias mais tradicionais, religião, moral ou política.

Osvaldo Teles

Anamnese Social

Faculdade Vasco da Gama – UNIESP








“RELATÓRIO”








Salvador- Bahia, 2013 
Vanessa Bahia Lopes





“RELATÓRIO” 

Trabalho para avaliação apresentado como requisito à disciplina Estágio Supervisionado, 5º Semestre, do curso de Serviço Social, da Faculdade Vasco da Gama – UNIESP.

Docente: Erica Batista







Salvador- Bahia, 2013 
Identificação da Instituição

A) Nome: Centro de Atendimento Educacional Especializado Anamnese Social.
B) Endereço: Ele está situado na Rua Frederico Cosa, 93 Brotas Salvador

Caracterização Geral da Instituição Campo de Estágio/ Serviço Social

A) Antecedentes Históricos

Há mais de 70 anos, o Instituto Guanabara é uma Instituição Educacional de referência no Município do Rio de Janeiro, particularmente na Tijuca. Fundado em 1937 pelos professores Antônio e Zenaide Moreira, centenas de professores cursaram o normal e o normal no Guanabara, assim como centenas de alunos cursaram da pré-escola até o antigo colegial na Instituição. 
Em 1975, após o falecimento da professora Zenaide B. Moreira, o curso Miguel Couto (Sistema Miguel Couto de Ensino), assumiu a direção do Colégio, preservando a obra educacional dos fundadores e trazendo para a Instituição toda a consagrada experiência do Curso Miguel Couto. Primário e Ginasial eram a forte credencial histórica do Guanabara, e o colegial a área especializada do Miguel Couto. As nomenclaturas mudaram por força da Lei 5692/71. Além da nomenclatura, mudanças graduais foram implementadas na metodologia de ensino. O corpo docente foi estimulado e incentivado, resultando no crescimento do prestígio do Guanabara na comunidade. 
A qualidade do trabalho dentro da escola é traduzida pela harmonia e prazerosa convivência do dia a dia e pelos resultados alcançados por nossos alunos nos diversos exames vestibulares. 

B) Missão

Tendo em vista as características de seu alunado e os objetivos educacionais da Lei de Diretrizes e Bases, o Instituto Guanabara propõe-se:
A formar o aluno como pessoa e cidadão do mundo, capaz de contribuir para o progresso de sua família e seus pais; 
A proporcionar-lhe a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades; 
A orientá-lo sobre seus direitos e deveres cívicos, incutindo-lhe respeito às autoridades legitimamente constituídas; 
A prepará-lo para o trabalho, elemento de sua formação integral; 
A dar-lhe condições de usar a herança cultural da sociedade brasileira, de maneira dinâmica, face à evolução permanente das relações sociais, culturais e tecnológicas.
A fazê-lo adquirir a cultura e os conhecimentos básicos que lhe garantam a liberdade de expressão, o prático da crítica ética, incentivando lhe o desejo permanente de  auto-avaliação e crescimento individual.
Evidencia-se, assim, a finalidade maior a que nos propomos - Educar – ação que não se restringe à mera transmissão de informações e do saber acumulado, mas se direciona a capacitação plena do aluno como ser social cultural e político, apto à leitura e interpretação do pensamento, do agir e do sentir da Humanidade. 

C)Âmbito de ação

O Instituto Guanabara desenvolve também trabalhos com serviços de saúde especializados em: clinica geral, pediatria, psiquiatria, neurologia, diagnostico diferencial, habilitação e reabilitação, profissionalização social, ações de prevenção das deficiências, ações de atendimento educacional, serviços de enformagens, eletro encefalograma, aconselhamento e apoio psicossocial, terapias individual e de grupos e visitas domiciliares. Também são realizados trabalhos através da equipe transdisciplinar compostas de médicos, psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, psicomotricistas, terapeutas, ocupacionais, pedagogos, psicopedagogos, instrutores de oficinas terapêuticas, professores regentes de classes especiais, professores de educação física, professores de dança e teatro, e professores de artesanato.
Na área educacional a instituição realiza trabalhos com o desenvolvimento da linguagem, música, jogos, dança teatro, coral, bandinha rítmica, psicomotricidade e educação física. Os profissionais desta Instituição realizam ainda oficinas de iniciação profissional como de manicure, pedicure, cabelereiro, bijuteria, serigrafia, tecelagem e artesanato em geral. Essa oficina tem o objetivo de levar o educando portador de deficiência mental e transtornos de conduta à total inclusão através da habilitação e reabilitação não só na escola como também no campo de trabalho.

D) Objetivos gerais

O objetivo á atender crianças e adolescentes de ambos os sexos, em situação de risco social, na faixa etária de 07 a 17 anos, originários de bairros populares de nossa cidade, que residem em pequenas casas feitas de barro sem mínimas condições estruturais (água, luz e saneamento), o que não os possibilita uma vida digna. Alguns bairros apresentam um índice de violência e roubo muito alto, além de brigas envolvendo armas de fogo e tráfico de drogas.

e) Perfil da população alvo para a qual a instituição dirige a sua ação?

Muitos beneficiários são impacientes, agressivos e apresentam baixo nível de aprendizagem. Além disso, possuem grande dificuldade de diálogo, concentração e baixa auto-estima. A perspectiva de futuro é pequena para encontrar um emprego e constituir família. Muitos são hiperativos e desmotivados. Por outro lado existem alguns que possuem consciência de limites e regras, além de capacidade de diálogo e boa vivência com os valores cristãos e humanos. Existe uma exacerbação do direito individual e uma falta de consciência para com o que é do outro. O elemento da religiosidade é muito presente em alguns dos beneficiários. Todos estão frequentando a escola regular e muitos percebem a escola como uma necessidade indispensável.