Ao cair da tarde sou tomado pela solidão
Vou me agasalhar numa saudade cortante
As estrelas brilham clareando a escuridão
Vejo a lua aparecendo por detrás do monte
Saio atrás do calor da sua pele confortante
Durante a noite sinto seu aroma nos lençóis
Inebriado a cabeça dá mil voltas no espaço
O quarto se tornará o meu túnel do tempo
Com o carpo inerte libertarei o pensamento
Solitário, solitário vagueio pela via láctea
Busco no canto das almas o contentamento
Na comunhão dos corpos encontro o prazer
Contudo os nervos vão liberando as tensões
Dentro da madrugada os astros são luzeiros
Osvaldo Teles

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