sábado, 26 de outubro de 2024

Ao cair da tarde

 Ao cair da tarde sou tomado pela solidão 

Vou me agasalhar numa saudade cortante 

As estrelas brilham clareando a escuridão 

Vejo a lua aparecendo por detrás do monte 


Saio atrás do calor da sua pele confortante 

Durante a noite sinto seu aroma nos lençóis 

Inebriado a cabeça dá mil voltas no espaço 

O quarto se tornará  o meu túnel do tempo 


Com o carpo inerte libertarei o pensamento 

Solitário, solitário  vagueio pela via láctea 

Busco no canto das almas o contentamento 


Na comunhão dos corpos encontro o prazer 

Contudo os nervos vão liberando as tensões 

Dentro da madrugada os astros são luzeiros 


Osvaldo Teles



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