Planos Econômicos e a Velha Ordem Mundial
Por Osvaldo Teles
Eu ainda era menino, acompanhava, pelos jornais e pela televisão, as notícias sobre os planos econômicos que o Brasil implementou na década de oitenta. O país vivia em crise constante. Andávamos com uma corda no pescoço, colocada pelo FMI. Não tínhamos vida própria: eram eles que ditavam as regras, assumindo o papel de verdadeiros agiotas.
Até nossa experiência com foguetes foi sabotada. Literalmente, éramos tratados como o quintal dos Estados Unidos. Queriam que vivêssemos sempre sob seu jugo para se apropriarem de nossas riquezas. Fomentavam golpes, como o de 1964, um dos mais perversos, para manter o controle sobre o Brasil e sobre toda a América Latina. A sensação era de que estavam sempre prontos para “tirar o nosso couro”.
Décadas depois, continuo sem ver frutos concretos dessa chamada parceria Brasil–Estados Unidos da América. Nunca encontrei um povo tão autoritário quanto o norte-americano. Em vez de semear a paz, fomentam guerras. Mantêm alianças sombrias, como com Israel, onde crianças e mulheres são mortas indiscriminadamente.
Mas o mundo começa a mudar. Sempre me perguntei: por que o comércio internacional precisa ser lastreado no dólar? Por que não usar as moedas de cada país? O equilíbrio econômico global depende disso. Só assim todos poderão crescer, reduzir desigualdades e oferecer à população condições reais para uma vida digna.
Esse novo equilíbrio também exige frear a proliferação de armas nucleares. E, principalmente, garantir que os países mais pobres recebam incentivos para melhorar a vida de seus cidadãos. Sem isso, continuaremos presos a uma velha ordem mundial — desigual, autoritária e injusta.

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