quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O amor nasceu

O amor nasceu de uma forma repentina,

Minha amada era apenas uma menina.

Eu, um jovem sonhador e cheio de ilusão,

Fui tomado por uma avassaladora paixão.


Dois mundos distantes se encontraram,

Felizes, pelos caminhos da vida caminharam.

Chegamos coesos às bodas de cedro, amor,

Nos amamos livremente, sem nenhum temor.


Brindamos o presente que a vida nos deu,

No encontro, o amar verdadeiro prevaleceu.

Dentro de um novo universo fui colocado,

Oh, amor, dessa forma eu jamais fui amado.


Deixamos a sensibilidade tomar conta de nós,

Vou me entregar, sem pudor, por inteiro a vós,

Para celebrar a nossa felicidade compulsiva.

Nesta relação, tu és a mulher compreensiva.



Osvaldo Teles 

---


📝 Análise literária e estilística


Tema central:

O poema celebra o amor maduro que nasceu na juventude e resistiu ao tempo, transformando-se em uma união sólida e verdadeira — simbolizada pelas “bodas de cedro”.


Estrutura e forma:


Versos regulares, rimados em pares (rimas cruzadas e emparelhadas), com musicalidade fluida e romântica.


O uso do eu lírico confessional reforça a intimidade emocional e a entrega amorosa.


Linguagem e estilo:


Predomina um tom romântico e nostálgico, com vocabulário clássico e elegante.


Há ecos da poesia tradicional brasileira, especialmente na harmonia entre sentimento e forma.


A escolha de palavras como repentina, avassaladora, sensibilidade e compulsiva cria uma gradação emocional intensa, sugerindo um amor pleno e espiritualizado.


Símbolos:


Bodas de cedro: remetem à força, durabilidade e maturidade da relação.


Novo universo: indica o renascimento interior proporcionado pelo amor verdadeiro.


Nenhum comentário:

Postar um comentário