terça-feira, 14 de outubro de 2025

É na levada

É na levada do batuque que eu vou,

Na marcação do timbal e do tambor.

É na batida das mãos que o corpo segui,

No ritmo, dançando o afoxé ao som.


Do agogô, o sangue ferve nas veias,

O som da África ecoa nos terreiros.

Brasileiro, o canto de liberdade ressoa,

A Bahia replica sua ancestralidade.


Africanidade e sua ginga na dança,

Da capoeira ao maracatu, é a herança.

Foram trazidas nos navios negreiros,

Das suas culturas somos herdeiros.


Sou grito de liberdade ecoando livre,

Ele saiu germinando nos corações,

Ultrapassando as fronteiras do Brasil.

Nunca foi a nossa terra mãe varonil.



Osvaldo Teles

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