É na levada do batuque que eu vou,
Na marcação do timbal e do tambor.
É na batida das mãos que o corpo segui,
No ritmo, dançando o afoxé ao som.
Do agogô, o sangue ferve nas veias,
O som da África ecoa nos terreiros.
Brasileiro, o canto de liberdade ressoa,
A Bahia replica sua ancestralidade.
Africanidade e sua ginga na dança,
Da capoeira ao maracatu, é a herança.
Foram trazidas nos navios negreiros,
Das suas culturas somos herdeiros.
Sou grito de liberdade ecoando livre,
Ele saiu germinando nos corações,
Ultrapassando as fronteiras do Brasil.
Nunca foi a nossa terra mãe varonil.
Osvaldo Teles

Nenhum comentário:
Postar um comentário