terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

No batuque

No batuque do timbal vou atrás,

Solto o corpo, vou sair pulando.

Atrás do trio elétrico, só quero paz;

No passo do axé, vou sair dançando.


No som do agogô, no canto nagô,

A cidade vai ganhando movimento.

Seguindo o afoxé e o ijexá, eu vou;

Vou ter muitas histórias para contar.


Abre-alas que o afoxé vai passando,

Contando as histórias de um povo.

É baianidade correndo nas veias.


Os tambores ecoam no solo brasileiro;

Em sua dança, trazem sua africanidade.

A musicalidade toma conta do corpo.



Osvaldo Teles

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