Fui parido nesse mundo desigual,
Não tive direito ao método educacional.
A fome me seguia no ventre materno,
Já existiam os ladrões de terno.
Me criei nas vielas da favela,
Em uma realidade paralela.
Trago no corpo as sequelas
Da desnutrição materna.
Ainda querem me tratar como igual
Com aqueles que tiveram mesa farta.
Nem percebem que a fome me maltratou,
Não venha me falar que é vitimismo.
Onde o racismo é estrutural,
Tomada pela hipocrisia da sociedade.
Para que se fala tanto em igualdade,
Se vivemos numa eterna desigualdade?
Osvaldo Teles

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