segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O eco do adeus

A luz amarelada do entardecer 

Entra tímida pela janela entreaberta 

Na mesa uma fotografia esquecida 

Ao lado de um copo pela metade 


E de uma rosa sem viço, morta 

Um silêncio profundo no ambiente 

Parece ter som o som da ausência 

No canto do quarto a sua camisola 


No canto a sanfona descansa calada

Como o coração que desaprendeu amar 

As notas que antes falavam de amor 

Agora durmo entre lágrimas não enxutas 


Lá fora o céu em tons de cinzas 

O vento leva consigo o eco do adeus

Mas dentro do peito a paixão ainda arde 

Como brasa escondida à espera do sopro 

Para a paixão ser reacendida no coração 



Osvaldo Teles 


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