A noite está chuvosa.
Os nervos ficam,
a flor da pele.
Aqui dentro faz frio.
A solidão é pavorosa,
chega, me dá calafrio.
Relâmpago corta o céu.
A coragem vai para o beleléu
Busco no vazio chamego,
sinto falta de um dengo.
A cama chama a amada,
ela está muito distante.
Minha alma fica calada,
sua ausência é cortante.
As garrafas estão vazias.
Sei que a bebida vicia,
mas era meu anestésico.
Perdi o contato com o real.
Osvaldo Teles

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