Ensaboa, ensaboa a cabeça,
Depois passa a mão no rosto,
Passando sabão pelo corpo,
Eita, povo que gosta de treta!
Entrando embaixo desta bica,
Dá uma olhada pela fechadura,
Deixará a água molhar a pele,
A água que molha, o sol seca.
A roupa quarando no quarador,
Já bateu as roupas na pedra,
Dona Fulô, a sua roupa já secou,
Faz a trouxa para levar pra casa.
A meninada adora uma futrica,
Passa sabão nas palmas da mão,
Para escorregar no corpo todo,
Rapaz, esses meninos têm arte!
Pinto o mundo com suas cores,
Pense em um fuzuê da peste!
No final, tudo virava brincadeira,
As travessuras corriam soltas.
Osvaldo Teles

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