Tive que dar adeus, tive que partir,
A vidinha simplória deixei para trás,
Enterrando todos os sonhos meus,
O tempo corre depressa por demais.
Foi rápido, não deu para voltar atrás,
Sem poder fazer as minhas escolhas,
Fui levado por caminho desconhecido,
O meu semblante ficou desfigurado.
Minhas fantasias estão adormecidas,
Outros horizontes foram desvendados,
Tudo já estava devidamente traçado,
Como um touro bravo que foi laçado.
Que saudade de meus tempos áureos!
Para o meu destino, eu não era páreo.
Tentei dar meia-volta e voltar à origem,
Fico diante da minha própria imagem.
Quem eu era? Quem me transformei?
O que aconteceu com os meus sonhos,
Que fui obrigado a deixar tudo para trás?
As ilusões foram deixadas à sua margem.
Osvaldo Teles

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