Recebia lapidadas de cipó de araçá,
Parecia que a alma saía do corpo.
Doía tanto que parecia que ia lascar,
Ainda dizia que era para aprender.
Não há mais lágrimas para derramar,
No silêncio, a voz fica emocionada.
Não vou lamentar as dores sentidas,
Enquanto no lombo sinto as bordoadas.
Quando fico com o meu olhar distante,
A porta da solidão vai se escancarando.
Uma viagem pela linha do tempo faço,
Essas recordações na memória guardei.
Cada vez ia sentindo os seus efeitos,
Só pretendia dar adeus ao que passou,
Mas o passado continua intrínseco.
Carrego comigo apenas as saudades.
Osvaldo Teles

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