Saudade, saudade, saudade!
Quantas saudades de outrora!
Criançada brincava no terreiro,
Nosso devaneio era corriqueiro.
Vivíamos momentos magistrais,
Perdemos o contato com o real.
Os luzeiros fazem o jogo de luz,
Ao mundo ilusório nos conduz.
As brincadeiras corriam soltas,
Do sonhar, a fantasia toma conta.
Era esconde-esconde e picula,
As cantigas de roda são só ilusões.
Tudo era motivo para brincadeira,
Nos envolvendo na sua fantasia.
Fui levado ao mundo dos sonhos,
Não tinha na face traços tristonhos.
Viver, viver, viver era muito natural,
Das fantasias, o terreiro era o palco
Para o grande espetáculo da vida.
A nossa felicidade não fica contida.
Osvaldo Teles

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