Os romeiros seguem rumo a lapa
Aos pés do bom Jesus
Como rouxinol louva o Senhor
Pedindo clemencia de seus pecados
Deus clemente devolve á fé
Ela é o alimento que lhes ajuda
A vencer as diversidades
Com as graças alcançadas
Devolve o cajado para ele
Sustentar-se do cansaço
Da longa caminhada
Levando esperança como amuleto
O objetivo é rezar pelo desdém
Não é idolatria é crença meu pai
Persistência é o que eles tem
A fé ajuda a temperar o riso
Emotivo esboça lagrimas
Digno de pena e compaixão
A poeira pinta-lhes o rosto
Envelhecida pelo tempo
Ditoso regressa ao seu campo
Convicto da missão cumprida
O devoto está alimentado
Por mais uma temporada
Deus olha do céu a sua criação
Perdoando os seus pecados
Admirando sua força de vencer
As dificuldades vivida
Osvaldo Teles
domingo, 20 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
A lembrança
O cão abandonado guarda a lembrança:
A alma que se foi para nunca mais.
Dentro daquela casa até o tempo parou!
Mas lá fora tudo corre como sempre:
Em um fluxo frenético de desesperança e dor eternas.
O cão fixa a dona com os olhos.
Vê somente um vago vulto de um passado belo
Que sussurra amor ao nascer do dia
Convidando-o a levantar-se da cama.
A alma que vaga perdida no presente
Busca novamente encontrar-te
Para ver em seus olhos o carinho
Amor que só um coração que adora
É capaz de guardar no vazio
Do espaço entre dois telefones.
Alexandre Teles
A alma que se foi para nunca mais.
Dentro daquela casa até o tempo parou!
Mas lá fora tudo corre como sempre:
Em um fluxo frenético de desesperança e dor eternas.
O cão fixa a dona com os olhos.
Vê somente um vago vulto de um passado belo
Que sussurra amor ao nascer do dia
Convidando-o a levantar-se da cama.
A alma que vaga perdida no presente
Busca novamente encontrar-te
Para ver em seus olhos o carinho
Amor que só um coração que adora
É capaz de guardar no vazio
Do espaço entre dois telefones.
Alexandre Teles
Divina melancolia
Quando flui por mim
A divina melancolia de viver
Rasga-me o peito a vontade
De sofrer em teu lugar
Os sinos que ecoam o som de tua ausência
Afastam o sacro silêncio que sempre guardara em meu peito
Tu fostes minha alma e meu refúgio
Tu fostes o meu amor e minha graça
Meu suspiro e minha vida
Hoje teu silêncio me domina a existência
Gritando alto à saudade que me mate
Me rasgue o peito
Estraçalhe a alma
A entrega engendrou a solidão
Porque!?
Porque tanta dor se abate em meu peito?
Já não sei viver sem ti
Já não sei ser
Já não sei
Não sou
Mas a ti prometi a eternidade
E serei eterno - mesmo findo
Em minha promessa:
Tu serás o meu amor
O único que minha alma anseia.
Alexandre Teles
A divina melancolia de viver
Rasga-me o peito a vontade
De sofrer em teu lugar
Os sinos que ecoam o som de tua ausência
Afastam o sacro silêncio que sempre guardara em meu peito
Tu fostes minha alma e meu refúgio
Tu fostes o meu amor e minha graça
Meu suspiro e minha vida
Hoje teu silêncio me domina a existência
Gritando alto à saudade que me mate
Me rasgue o peito
Estraçalhe a alma
A entrega engendrou a solidão
Porque!?
Porque tanta dor se abate em meu peito?
Já não sei viver sem ti
Já não sei ser
Já não sei
Não sou
Mas a ti prometi a eternidade
E serei eterno - mesmo findo
Em minha promessa:
Tu serás o meu amor
O único que minha alma anseia.
Alexandre Teles
domingo, 30 de março de 2014
Fenda
Passam centenas de pessoas
Com as feições fechada
Apresados seguir sem ver os lados
Como não fizesse parte dessa massa
Semblantes enrijecidos pelo tempo
Isolada na multidão gélida
Uma fenda se abre no impeto
Mutilador dos sentidos
No baile das idas e vindas
ficam com aparência de quem
Estar dentro de um féretro
Pronto para o sepultamento
As gelhas se acumula na face
O sorriso perde a primazia
Feroz o silêncio te deixou
Só no meio de tanta gente
Osvaldo Teles
Com as feições fechada
Apresados seguir sem ver os lados
Como não fizesse parte dessa massa
Semblantes enrijecidos pelo tempo
Isolada na multidão gélida
Uma fenda se abre no impeto
Mutilador dos sentidos
No baile das idas e vindas
ficam com aparência de quem
Estar dentro de um féretro
Pronto para o sepultamento
As gelhas se acumula na face
O sorriso perde a primazia
Feroz o silêncio te deixou
Só no meio de tanta gente
Osvaldo Teles
Carona
Os coelhos pulam nas campinas
Os pássaros cantam nas relvas
A vida passa ligeira
Que a gente nem percebe
Os marrecos nadam nos rios
Os albatroz mergulham no mar
E nós afundamos em problemas
E não paramos para analisar
As estrelas brilham no céu
O sol aquece a terra
E não notamos que á vida é bela
E que temos que cuidar dela
As gaivotas pegam carona no ar
Nós pegamos carona na imaginação
E tentamos alçar voos
Para nos encontrarmos
Osvaldo Teles
Os pássaros cantam nas relvas
A vida passa ligeira
Que a gente nem percebe
Os marrecos nadam nos rios
Os albatroz mergulham no mar
E nós afundamos em problemas
E não paramos para analisar
As estrelas brilham no céu
O sol aquece a terra
E não notamos que á vida é bela
E que temos que cuidar dela
As gaivotas pegam carona no ar
Nós pegamos carona na imaginação
E tentamos alçar voos
Para nos encontrarmos
Osvaldo Teles
Nativos
Nativos de ares longínquos
Fugindo das guerras
Viemos parar neste paraíso
Formando uma grande nação
Tupis, Guaranis, Aimorés
Pataxós, Ianomâmis, Caiapós
Tapajós, Goitacás, Tabajaras
Xavantes, Kayapó, Karajá
Vivíamos livres na mata
Chegaram os homens brancos
Invadiram nossas terras
Dizimando nosso povo
A floresta virgem
Era o nosso habitar
Os vizinhos eram os animais
O candelabro o firmamento
Do solo tiravamos os alimentos
Solitário lutavamos contra os invasores
E fomos expulso do nosso solo sagrado
Empurrados para marginalização
Nos tempos áureo
Andávamos desnudo
Sem mácula do pecado
Em comunhão com Deus e a natureza
Osvaldo Teles
As três Marias
A saudade é minha companheira
Desde que Deus separou
As suas almas da matéria
Deixando o meu ser vazio
A viagem delas foi eterna
Os anjos celestial as levou
O meu peito abriu um ferida
O meu mundo desabou
Em vida elas só transmitiram amor
Os seus espíritos vela o meu sono
Protegendo o meu amanhecer
Pedindo a minha proteção ao divino
Marias que permanecem na minha vida
Vovó maria cuidou-me como a sua cria
Maria mulher suprema minha protetora
Maria sogra adotou-me como filho
Nos seus túmulos jaz
Em vida viveu para os seus filhos
Educando e preparando-os para o mundo
Para suas vidas não saíam dos trilhos
Eu sei que vocês estão sentadas
Ao lado do pai
Protegidas pelo espirito santo
E encontrarão a verdadeira paz
Osvaldo Teles
Desde que Deus separou
As suas almas da matéria
Deixando o meu ser vazio
A viagem delas foi eterna
Os anjos celestial as levou
O meu peito abriu um ferida
O meu mundo desabou
Em vida elas só transmitiram amor
Os seus espíritos vela o meu sono
Protegendo o meu amanhecer
Pedindo a minha proteção ao divino
Marias que permanecem na minha vida
Vovó maria cuidou-me como a sua cria
Maria mulher suprema minha protetora
Maria sogra adotou-me como filho
Nos seus túmulos jaz
Em vida viveu para os seus filhos
Educando e preparando-os para o mundo
Para suas vidas não saíam dos trilhos
Eu sei que vocês estão sentadas
Ao lado do pai
Protegidas pelo espirito santo
E encontrarão a verdadeira paz
Osvaldo Teles
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