terça-feira, 7 de outubro de 2014

O NADA



Não falo do que sinto
Falo de um sentimento vão(vazio)
Falo de uma alegria que teus olhos veem.
Teus olhos veem a superfície
Uma forma de vida morta
Um nada com muitos ornamentos
Um tudo simplesmente nada.
Falo de algo profundo
Tão fundo que o além não é limite
Falo de tudo, de todos
Falo do que é belo e não tão bonito
Falo de um sentimento vão(vazio)
Só não falo do que realmente sinto.
Marisete Lopes

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O FIM



Tu sofres por mim
Choras a falta do teu amor
A saudade machuca
Fere e sangra o coração.
Tudo era belo, feliz.
As turbulências afetaram.
Todas as estruturas abalaram-se
Por pouco não foram ao chão.
Tu sofres por mim.
As estruturas já abaladas
Não suportaram os novos impactos
Caíram, desmoronaram
E eu... fui-me em busca de um novo teto
E tu, ainda hoje,
Choras a falta do teu amor.

Marisete Lopes

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Experiências

Ainda uma vez, adeus.
Despeço-me da dor e sofrimento 
Tentando deixar para trás os maus momentos.
Quero esquecer as caras
Que me foram caras
Tentar a partir daí, viver.
O tempo foi longo, uma vida...
Um período longo, um processo.
Muitos momentos, sensações mil
Dor e sofrimentos múltiplos.
Por isso digo:
Ainda uma vez...Adeus.
Vou-me em busca do novo.
Correr e me atolar no belo
Buscando a felicidade
E tentar a partir daí, viver.


Marisete Teles

domingo, 21 de setembro de 2014

A vida continua

Tem momentos da nossa vida
Que parece está tudo acabado
E que tudo parou ao nosso redor
Que nada tem sentido
Os dias não passam
A existência é um paradoxo
Todas as armas que adquirimos
Na longa jornada não funcionam
Aquela vontade de vencer
Já não mais existe
As pessoas nos machucam
Nos usa para satisfazer os seus desejos
Suga todas as nossas forças
Depois joga-nos fora
Como um lixo
Neste momento nós
Sofremos, da vontade de chorar
Esmurrar tudo e todos
O mundo desabou em nossa cabeça
Nada justifica o sofrimento
Temos que transformar
Os dias difíceis em força
Para prosseguir a jornada
E ter a certeza que a vida continua
Que a vida não acabou só porque
Se perdeu uma namorada
Ou até mesmo a morte de um ente querido
É tempo de restaurarmos o que resta
Percebermos  que vale apenas ser feliz
E não podemos deixar a nossa felicidade
Nas mãos das outras pessoas
Devemos nos lembrar que a vida é bela
Para deixarmos passa-la sem viver
A felicidade e o amor deve ser
Os sentimentos a impulsionar
As nossas vidas



Osvaldo Teles


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Desejo

Eu queria ser
O sol que ilumina teu dia
A estrela brilhante que te guia
Na estrada que te leva
Aos teus sonhos.
Eu queria ser
Os momentos vividos por ti
Que trouxeram felicidades.
Eu seria ainda
A água que banha o teu corpo
A toalha que te acaricia.
Mas... sou eu apenas
Este ser que te ama
E por me ignorares tanto
Meu peito reclama
E chama por ti
Pedindo amor
Chorando pedindo
A presença do ser amado
E sofre por ti
Pedindo uma chance
De viver uma louca paixão.
Chora pedindo
A presença do ser amado.



Marisete Teles

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Apogeu

No apogeu dos meus pensamentos
Minha mente faz um voo
O meu ser sai do meu corpo
Para ver as maravilha
 Que há no mundo
As perguntas vem simultânea
Quem sou?
Para onde endereça-se
A minha existência a vida
As respostas vem como espectro
Me deixando translocado
Pois as respostas
Estão dentro de mim
Como Transformar?
A existência em vida
Esquecer as coisas terrena
Se ligando ao criador
Só ele pode indicar
O caminho a ser seguido
Fazendo encontrar
A verdadeira paz.


Osvaldo Teles


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Parecer

O caso da menina Isabella, de cinco anos, barbaramente assassinada na residência onde passava o fim de semana, vem comovendo a sociedade brasileira, principalmente pelo fato de seu pai e sua madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, terem sido considerados pela Polícia Técnica os principais suspeitos da ação criminosa. Independentemente de a Justiça os considerar ou não responsáveis pelo ato, após o devido processo, com direito à defesa e todos os recursos a ela inerentes, cabe refletir sobre a questão que emoldura essa tragédia: a violência familiar. 
A morte da menina  Isabella de Oliveira Nardoni, arremessada do sexto andar do Edifício London no distrito da Vila Guilherme, em São Paulo, na noite do dia 29 de março de 2008.1. O caso gerou grande repercussão no Brasil e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta da criança, foram condenados por homicídio doloso triplamente qualificado (art. 121, § 2°, incisos III, IV e V), e vão cumprir pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias, no caso dele, com agravantes pelo fato de Isabella ser sua descendente, e 26 anos e 8 meses de reclusão no caso de Anna Jatobá, ficando caracterizado como crime hediondo.2 3 A decisão foi proferida pelo Juiz Maurício Fossen, no Fórum de Santana em São Paulo.
Alexandre Nardoni separou-se de Ana Carolina quando Isabella tinha onze meses. Em acordo jurídico, foi definida pensão alimentícia mensal de 250 reais e o direito a duas visitas por mês, quinzenalmente.[carece de fontes]
Na época da morte, Alexandre Nardoni vivia com a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá Peixoto Jatobá (nascida em 9 de novembro de 1983, natural de São Paulo).
No dia 18 de abril, o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são indiciados pela Polícia Civil no 9º DP, pelo assassinato da Isabella de Oliveira Nardoni, por homicídio, no dia em que a Isabella completária seis anos de idade,38 pelo artigo 121 do  Código Penal Brasileiro.
O caso de Isabella Nardoni se enquadra no ECA , violência contra a criança. A Constituição Brasileira (Art. 227) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90) tratam dessa questão com base no que há de mais avançado na Normativa Internacional nesse campo. Portanto, podemos concluir que o problema não está na legislação, mas nas ações das famílias.