sábado, 5 de setembro de 2015

Salvai-nos Senhor

Pois desapaceram
Os homens piedosos
E a lealdade se extinguiu
Entre os seres humanos

Eles só tem palavras mentirosas
Adoração na boca
Duplicidade no coração
E cifrões nos olhos

Que o Senhor extirpe
Os labios hipócritas
E a língua insolente
Assim todas as palavras

Seja iguais a do senhor
Puras e sinceras
Vós senhor haveis
De guardar nossas bocas
Para não ferir nossos irmãos

Por causa da temeridade dos humildes
E dos gemidos dos nobres de coração
O Senhor vai se levantar
Para dá salvação a quem se render

Ao seu santo nome senhor Deus
E viver com forme a sua vontade
Louvando e bem dizendo
Praticando o bem e amando
O seu próximo como a se mesmo

Osvaldo Teles

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O tempo

O nosso tempo
Já foi dado
Agora é só aproveitar
Porque o tempo perdido
Não é devolvido
Ele é o diferencial
Entre a felicidade e a tristeza
Do ódio  do amor
Nos sentencia
Viver ou morrer
É por isto que temos
Que viver com toda
Intensidade a vida
Que nos é presenteada
Pelo nosso criador

Osvaldo Teles

domingo, 2 de agosto de 2015

Dejavu

Fecho os olhos
As lágrimas caem copiosas 
Foi ligada à máquina do tempo
Voltando ao tempo que
Eu era menino
As lembranças foram despertada
Do seu leito
A natureza surgi exuberante
Aos meus olhos
Micos pulando de galho em galho
Formigas fazendo a sua trilha
Os pássaros no topos árvores
Cantando belas melodias
As árvores como uma majestade
Embelezando o ambiente
E Deus do alto
Mostrando o seu poder

Osvaldo Teles

domingo, 12 de julho de 2015

Do profundo da alma


 Do profundo da minha alma
A amargura flui como água da fonte
A solidão me toma de assalto
E a culpa esmaga meu espírito
Sou pecador, Senhor!
Sou pecador…
Pequei contra ti por toda a minha vida
E agora me apresento à tua frente
Para ser julgado pela miríade de pecados
Que carrego como fardo
MARIA, Rogo a ti minha mãe!
Grito a Deus: misericórdia!
Mas será que ele me ouve, Maria?
Do alto de sua bondade e justiça
Não posso sequer abrir os olhos à sua frente
Não trago meus méritos, ó Virgem
Mas os tantos deméritos que acumulei
Vem em meu socorro Rainha dos Santos
Não sei como livrar-me de tamanho peso
Apresenta-me Jesus e pede ao primogênito:
Apieda-te, meu filho, deste teu irmão miserável!
Em ti confio Virgem Santíssima,
Em ti coloco a certeza de ver a Deus.
Posto que fora perdoado por tua intercessão
Te amo minha mãe e de ti dependo como recém-nascido
Que em tudo necessita da mãe.
Guarda-me piedosa
Para que não caia nas armadilhas de Satanás
E permaneça fiel, para sempre,
Às promessas de Cristo.


Alexandre Teles

Nossa Senhora do Rosário


Virgem das Graças e das angústias
Que sonda o coração de teus filhos
Vistes o suor em nossos rostos
E pelo pesar que trazemos na alma
Sofreste como mãe as dores que eram nossas
Fostes indulgente com nossos erros, Virgem das Candeias
Enquanto nos carregava no colo
E para que a serpente não nos mordesse o calcanhar
Fizera de nós seus jovens filhos
De nossas vidas tesouro do Pai
Destes-nos o santo rosário, ó mãe bendita
Para que nos lembrássemos, Senhora dos Aflitos
Dos sofrimentos pelos quais
Fora martirizado o Cristo do Senhor.
Ó Virgem do Rosário, inspira em nós
A força e a coragem necessárias
Para ver em teu terço caminho de salvação
Fazendo-nos perserverar, dia e noite
Na paz e na oração.
Nós vos amamos Maria, sede favorável a nós

Alexandre Teles


segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Objetividade do Conhecimento



Como é possível, apesar da existência dos valores, alcançar a objetividade nas ciências sociais?

É preciso distinguir entre os julgamentos de valor e o saber empírico. Os valores devem ser incorporados a conscientemente à pesquisa e controlados através de procedimentos rigorosos de análise, caracterizados como esquemas de explicação condicional.

Os Tipos Ideais

Um conceito típico-ideal é um modelo simplificado do real, elaborado com base em traços considerados essenciais para a determinação da causalidade, segundo os critérios de quem pretende explicar um fenômeno.

O tipo ideal é utilizado como instrumento para conduzir o autor numa realidade complexa.

Ação Social

Toda conduta humana dotada de um significado subjetivo (sentido) dado por quem a executa e que orienta essa ação.

A explicação sociológica busca compreender e interpretar o sentido da ação social, não se propondo a julgar a validez de tais atos nem a compreender o agente enquanto pessoa. Compreender uma ação é captar e interpretar sua conexão de sentido, somente a ação com sentido pode ser compreendida pela Sociologia. Em suma: ação compreensível e ação com sentido.

 

Tipos puros de ação:

Ação racional com relação a fins: ação que visa atingir um objetivo previamente definido, ele lança mão dos meios necessários ou adequados, ambos avaliados e combinados tão claramente quanto possível de seu próprio ponto de vista. Uma ação econômica, por exemplo, expressam essa tendência e permitem uma interpretação racional.

Ação racional com relação a valores: ação orientada por princípios, agindo de acordo com ou a serviço de suas próprias convicções e levando em conta somente sua fidelidade a tais valores. Por exemplo, não se alimentar de carne, orientado por valores éticos, políticos e ambientais. 

Ação tradicional: quando hábitos e costumes arraigados levam a que se aja em função deles. Tal é o caso do batismo dos filhos realizado por pais pouco comprometidos com a religião.

Ação afetiva: quando a ação é orientada por suas emoções imediata, como por exemplo, o ciúme, a raiva ou por diversas outras paixões. Esse tipo de ação pode ter resultados não pretendidos, por exemplo, magoar a quem se ama.

Relação Social

Uma conduta plural (de vários), reciprocamente orientada, dotada de conteúdo significativos que descansam na probabilidade de que se agirá socialmente de um certo modo, constitui o que Weber denomina de relação social. Podemos dizer que relação social é a probabilidade de que uma forma determinada de conduta social tenha, em algum momento, seu sentido partilhado pelos diversos agentes numa sociedade qualquer. 

Quando, ao agir, cada um de dois ou mais indivíduos orienta sua conduta levando em conta a probabilidade de que o outro ou os outros agirão socialmente de um modo que corresponde às expectativas do primeiro agente, estamos diante de uma relação social. Como exemplo de relação social, as trocas comerciais, a concorrência econômica, as relações políticas.

Estratificação Social

A concepção de sociedade construída por Weber implica numa separação de esferas – como a econômica, a religiosa, a política, a jurídica, a social, a cultural – cada uma delas com lógicas particulares de funcionamento.

Partindo, portanto, do princípio geral de que só as consciências individuais são capazes de dar sentido à ação social e que tal sentido pode ser partilhado por uma multiplicidade de indivíduos, Weber estabeleceu conceitos referentes ao plano coletivo – a) classes, b) estamentos ou grupos de status e c) partidos – que nos permitem entender os mecanismos diferenciados de distribuição de poder, o qual pode assumir a forma de riqueza, de distinção ou do próprio poder político, num sentido estrito.

As classes se organizam segundo as relações de produção e aquisição de bens; os estamentos, segundo princípios de seu consumo de bens nas diversas formas especificas de sua maneira de viver; as castas seriam, por fim, aqueles grupos de status fechados cujos privilégios e distinções estão desigualmente garantidos por meio de leis, convenções e rituais.

Enfim, as diferenças que correspondem, no interior da ordem econômica, às classes e, no da ordem social ou da distribuição da honra, aos estamentos, geram na esfera do poder social os partidos, cuja ação é tipicamente racional: buscar influir sobre a direção que toma uma associação ou uma comunidade. O partido é uma organização que luta especificamente pelo domínio embora só adquira caráter político se puder lançar mão da coação física ou de sua ameaça.

Poder e Dominação

O conceito de poder é amorfo já que significa a probabilidade de impor a própria vontade dentro de uma relação social, mesmo contra toda a resistência e qualquer que seja o fundamento dessa probabilidade.

Dominação é a probabilidade de encontrar obediência dentro de um grupo a um certo mandato.

Poder + Legitimidade = Dominação.

Tipos Puros de Dominação Legítima

Dominação Legal: obedece-se não à pessoa em virtude de seu direito próprio, mas à regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo a quem e em que medida deve obedecer. Seu tipo mais puro é a burocracia.

Dominação Tradicional: se estabelece em virtude da crença ma santidade das ordenações e dos poderes senhoriais de há muito existentes. Seu tipo mais puro é o da dominação patriarcal. 

Dominação Carismática: se dá em virtude de devoção afetiva à pessoa do senhor e a seus dotes sobrenaturais (carisma) e, particularmente: a faculdades mágicas, revelações ou heroísmo, poder intelectual ou de oratória. Seu tipo mais puro é a dominação do profeta, do herói guerreiro e do grande demagogo.

Desencantamento do mundo

A humanidade partiu de um universo habitado pelo sagrado, pelo mágico, excepcional e chegou a um mundo racionalizado, material, manipulado pela técnica e pela ciência. O mundo de deuses e mitos foi despovoado, sua magia substituída pelo conhecimento cientifico e pelo desenvolvimento de formas de organização racionais e burocratizadas.

Ética Protestante e Espírito do Capitalismo

O trabalho torna-se um valor em si mesmo, e o operário ou capitalista puritanos passam a viver em função de sua atividade ou negócio e só assim têm a sensação da tarefa cumprida. O puritanismo condenava o ócio, o luxo, a perda de tempo, preguiça.

Para estarem seguros quanto à sua salvação, ricos e pobres deveriam trabalhar sem descanso, o dia todo em favor do que lhes foi destinado pela vontade de Deus, e glorifica-lo por meio de suas atividades produtivas.

A essa dedicação verdadeiramente religiosa ao trabalho, Weber chamou de vocação. Essa ética teve conseqüências marcantes sobre a vida econômica e, ao combinar a restrição do consumo com essa liberação da procura da riqueza, é obvio o resultado que daí decorre: a acumulação capitalista através da compulsão ascética da poupança. Mas este foi apenas um impulso inicial. A partir dele o capitalismo libertou-se do abrigo de um espírito religioso.

Estado

O Estado é um instrumento de dominação do homem pelo homem, para ele só o Estado pode fazer uso da força da violência, e essa violência é legítima (monopólio do uso legítimo da força física), pois se apóia num conjunto de normas (constituição).