segunda-feira, 5 de junho de 2017

Em seus braços

Em seus braços eu estava
Permitindo-me navegar em teu ser
Corpo estático e cabeça distante
Sinto em mim os efeitos de te amar
Brincávamos como duas crianças
Desprendidas do plano terreno
Em nosso teletransporte imaginário
Só sentindo a leveza das mãos
Pele com pele, olhos nos olhos
Lábios colados, as línguas em um baile
Frenético, nos levando ao ardente querer
A cabeça rodando em um frenesi alucinante
Morrendo em nós a indecência
Inspirando os corações a entregar-se
Num sonho belo e tranquilo
Fazendo-nos atravessar as noites de amor
Levantei maravilhado diante de tanta beleza
Despertamos com outro olhar para a vida
Daria tudo para ter o prazer indescritível
De despertar todas as manhãs com o amor
Com um novo olhar para a vida feliz
Veloz somos devorado pelos desejos
Contato imediato entre o corpo e a alma

Osvaldo Teles

Entre trapos e farrapos

Entre trapo e farrapos encontrava-me
A fresta para o passado está aberta
Entrei vasculhando o baú das lembranças
As fotografias amareladas mostravam
As transformações que aconteceram
Consumindo os traços jovial
Em algum lugar estava jogado o espelho
Que refletiam a transparência d’alma
Resgatei o que estava perdido
Devolvendo-me o respiro de vida
Através dos seus beijos envolventes
Se faltar-me a respiração pereço de amor
O meu castelo de ilusões vai ao chão
Instalando a desordem em um coração
Vai embora recordações não fica aqui
Só deixa o registro do bem que fez a mim
Restaurando o anel entre os seres
Que partiu-se nas desventuras dos dias
Os tacos dos retalhos foram costurados
Reconstruindo o elo rompido entre
O passado e o futuro sem se preocupar
Com o futuro só aproveitar o que tiver posto
Diante do  caminho apreciando o canto
O tom da saudade vai queimando o peito
Debruçado no peitoril  das lamentações
Vejo passar diante dos meus olhos
Tudo aquilo que marcaram a minha face
Ficando desenhado as linhas do tempo
Serei eu mesmo no final da minha jornada

Osvaldo Teles

domingo, 4 de junho de 2017

Arrudiei

Arrudiei os quatro cantos do mundo
A procura de minhas respostas
Enganei-me estava dentro de mim
Largado no meio do nada
Os meus fantasmas assombram-me
Os pés que esmagam as minhas
Possibilidade eram os meus próprios
A lugares longínquos levaste-me
Os cascalhos castigavam-lhes
Machucado o coração sangrava
Os olhos lacrimejaram gota a gota
Mesmo assim tinha que continuar
Sepultei as desventuras sofridas
Para o renascimento da esperança
Fui meando os limites das minhas forças
A dinâmica dos acontecimentos são fugazes
Os contornos das encruzilhadas
Sempre guardam algumas surpresas
No espelho da nascente refletem
A imagem distorcida de uma faceta
Polida pela ação dos ensinamentos
Ensinarias-me a vida a superar
Todas as dificuldades que me é imposto
Pondo-me um fulgor nas minhas entranhas
Fazendo-me reerguer de cada tropeço
A fórmula do contentamento
Estava dentro da minha algibeira
Ouço a voz da razão me orientando
Levo a força do amor no coração

Osvaldo Teles

sábado, 3 de junho de 2017

Urna do tempo

Não consigo esquecer de você
Guardei-te na urna do tempo
Para lembrar de ti no futuro
Sequestrei-te dos meus devaneios
Para que possamos vivemos juntos
Para desvendar os nossos enigmas
Procurei a frase mais linda
Para te dizer o que sinto por ti
És que passaram as eras
Porém contínua todo bucólico
Espreitei-me entre os ponteiros
Desviando-me do seu badalar
Ouço o cantar das cigarrinhas
Alvoroçadas por mais um dia que finda
Eu a recordar as auroras que vimos juntos
O sol que rompia por trás da colina
Sedenta a menina Lili eclodiu em formosura
Beleza genuína em forma de mulher
Radiante como o brilho do diamante
A minha primeira manifestação
Foi de acolhê-la em meus abraços
Devotando o amor que acabará de nascer
Oh Deus fostes generoso para comigo
Sequestrei-te dos meus devaneios
As luzes do palco acendem-se
A melodia ocupa o espaço
Os sonhos vão entrando em cena
A vida, o grande espetáculo se apresenta

Osvaldo Teles

Benesses do amor

Discorri  sobre viver a vida
Das paixões que me consumiam
Nunca sofri dos males do amor
Só aproveitei as benesses
Que ele me oferecia
Ia desfilando no peito os vírus do amor
Os sonhos fiz os meus aliados
Fiz do mundo da lua o meu habitat
Para muitos eu era lunático
Era apenas influenciado pela lua
Deixava-me encantado com sua beleza
Bondade dela que cobria-me
Com o seu manto prateado
Rompendo a negritude da noite
Desvirtuando uma criatura puritana
Que só pretendia usufruir do belo viver
Juntamente  com a mais bela das mulheres
Casado e eterno apaixonado pelo seu
Lindo e encantador sorriso
Topei com uma pele aveludada e macia
Confundiu-me com a textura das pétalas
Olhar com o brilho do diamante
Sentia o ardor que saia do céu de sua boca
Como não perder a minha compostura
E a lucidez diante tantas das emoções
Fazendo-me viver um misto de sensações
Fico perdido entre o céu e a terra
Vou rapidamente encontrar-me em seu colo
Adormecendo o meu lado animal
Acordando o meu ser sensível e carinhoso

Osvaldo Teles

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Entre beijos

Entre beijos e aconchegos
Os corpos entram em transe
Translocados eles se entregam
Com os dedos correndo pela pele
Vão sendo despertado os desejos
Sedentas as mãos nos afagam
Desatinando os  sentidos
Disseminando na alma a luxúria
Só queremos o ápice carnal
O sangue queima nas veias
O cérebro perde o comando
É muita excitação permeando
Todos os músculos
Sei que não serei mais o mesmo
Os efeitos ficaram em meu ser
Já não termino só as madrugadas
As lembranças me acompanham
Das nossas maravilhosas noites
Que bom seria acordar todas
As manhãs com o amor do lado
Seria como despertar de um lindo sonhar
Tocar as suas faces e ver o brilho no olhar
Convidando-me para as belezas da vida

Osvaldo Teles

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estou a deriva

Estou à deriva sendo levado
A vela se oferecia ao vento
Harmonia perfeita entre os dois
Vou navegando em mares revoltos
Um vacilo poderia naufragar
Dei rodopio no vento, quando ele
Quis soprar contra minha nau
Segui as correntes marítimas
Parece que estou atravessando marolas
Conexão entre a profundeza e o  exterior
Afogando as maldades contida no ser
Empírico vai dominando as experiências
Vi em teus olhos o feixe de luz incandescente
O farol que me orienta por mares turvos
Emergindo da mais profunda reflexão
Um homem renovado na fé e esperança
Com um Deus renovador no meu peito
Uma vida nova é devolvida pra mim
Louvores entoam a minha voz em festa
Inspirado na benevolência do Divino
Flutuando ficam todas as ilusões
A magia do renascimento é devolvida
O amor é reinante entre os amantes
Fazendo-os mergulhar em um mar aprazível
Abrindo a janela para o paraíso

Osvaldo Teles