domingo, 6 de agosto de 2017

Estava perdido

Estava perdido nas estradas da vida
Um dia te encontrei mudando a sina
De uma alma peregrina que pelambulava
Atrás de uma alma companheira
Que pudesse compartilhar as lamúrias
Achei-te nos momentos difíceis da jornada
Resgatando a esperança que havia perdido
A sua luz clareou a minha escuridão
Caminhava errante buscando o rumo
Para as minhas passadas errantes
Acalmando a balbúrdia do meu interior
Trouxestes tranquilidade a um ser ansioso
Definindo a direção certa para meu olhar
Não via hora de chegar ao pouso certo
Para poder aproveitar a bela companhia
Apaziguar o furor em um banho refrescante
Adornando o leito com um belo enfeite
Exalando de seu corpo o cheiro das rosas
Como abelhas busco beber o seu líquido
Da sua boca escorre a lascívia bebida
Estou de novo perdido em seu mundo
Encontrando guarida em seus abraços
Ali eu estava contrito com o amor
Transcendendo nas asas da paixão

Osvaldo Teles

sábado, 5 de agosto de 2017

Sedutora

Lembrei-me do primeiro beijo, apaixonado
Daqueles de tirar o fôlego,seu jeito sedutora
Vindo a tona o sabor, dos seus lábios
Brilhantes os olhos, ficaram de emoção
Que desejei entrar, no seu íntimo
Data Vênia! Me aconchegando em seu colo
Parecia que o coração, ia sair pela boca
Eufórico o meu ser, ficou de alegria
O corpo perdeu, o seu comando
Era muita adrenalina, correndo nas veias
Sentido o intenso calor, que saia dos corpos
Comutação entre dois seres, que se querem
O toque em sua pele, ia um pouco de mim
Ficando em mim tudo,que fez-me bem
Mergulhado em um, mar de alegria
A alma, cantarolando de felicidade
Devolvendo-me, o sentido do viver
Trazendo a vida, para a minha existência
Aos meus olhos devolveu, o encantamento
Tudo que era efêmero, ganhou cadência
Encheste de amor o meu coração
Delirante despertei, em seu peito
Sentindo ainda o gosto, dos seus beijos

Osvaldo Teles

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Roda do Tempo

Nesta roda do tempo, eu nem existia
Já fui embrião, já fui feto sair do ventre
Límpido como a alvura, das nuvens
Com a pureza dos anjos, foi concedido
Dizem que o pecado, original acompanha-me
Na fase criança teve,  minhas interrogações
Na adolescência, as dúvidas me perseguiam
Pulei as barreiras,colocadas no caminho
Suplantei as dificuldades, mais improváveis
Cresci com as incertezas, do amanhã
A batalha pela sobrevivência, me consumia
Na correria cotidiana, nem observei a beleza
De cada período, do envelhecimento
Muitas coisas, foram-me impostas
Não pude escolher, teve que engolir
Homem a roda, do tempo me moldou
Algumas vezes, tive colar os pedaços
Hoje estou apto, à fazer as minhas escolhas
Só não me peça, para ser o que não sou
Simplesmente moldado, assim simples
Sou a soma, e a subtração do que vivi
A escola deu-me, conhecimento
A vida me concedeu, discernimento
Assim pude fazer, as minhas escolhas


Osvaldo Teles

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Cantei ao pé de sua janela

Cantei ao pé,de sua janela
Declamei, belos versos
Na esperança, dela despontar
Bela e preciosa, com sua camisola
Com os seus contornos desenhados
Chamei-a, de minha princesa
Minha vida, queria que fosse
Atrelada a sua, cantaríamos juntos o amor
A sua magia contaminando, com seu feitiço
Quero sentir todo, encantamento de te amar
Ceifando a tristeza,  que me dominava
Correremos noite adentro, escutando o som
Dos nossos suspiros, ofegantes
Corpos molhados da garoa, da madrugada
O sol vai resplandecendo, lá no céu
Alquimia, a essência vai fluindo do mato
Com os pingos de orvalhos, lindo cenário
O canto melodioso, dos passarinhos
Levava-me ao estado, de contemplação
Um ser angelical,  despertava ao meu lado
Usando toda a sua, magia noturna
A fórmula do amor, já tinha efeito em mim
Tornando-nos companheiros, inseparáveis
Levou-me ao contentamento, dos corpos
Paralisado ficaram, os meus pensamentos
Só via a minha amada a minha frente
Cantarolei frases,de amor solta
Amei tocar a sua sensível alma


Osvaldo Teles

Basta

Basta! Cansei de dar murro em ponta de faca
De desembainhar, a espada por nada
Era só eu contra o mundo, armei-me
Via em cada indivíduo, um inimigo
As lutas diárias, me  fortalecia
Achava-me um super herói, imbatível
Guerrilhei muitas vezes, comigo mesmo
Via-me vencido,diante do meu carrasco
Peço clemência,aos meus algozes
Agonizante os sonhos, iam morrendo
Sofri penosamente, os golpes da vida
O fio da navalha, cortava-me a carne
Doeu no profundo, da minha alma
Dilacerante às decepções, leve-me a lona
Durante as batalhas, coloquei a armadura
Via-me sozinho, na trincheira indefeso
Sendo bombardeado, de todos os lados
Já não aguentava tanta dor,  indiferente
Como cobra rastejei para sobreviver
Botei um escudo de proteção, ao meu redor
Levantei a bandeira, branca quero paz
Chega de guerra interior, o que causa dor
Extrapolei os limites, da resistência
Perdi a minha resiliência, me rende
Agora eu sei que,muitas vezes
É melhor se entregar do que lutar
Contra as minhas guerra interior
Mais vai ser assim uma eu venci
As outras sérvio-me de aprendizado
Vencido totalmente eu sei que não fui
Sair amadurecido a cada queda que tive

Osvaldo Teles

Os versos de amor

Os versos de amor que escreve
Com o decorrer do tempo perdeu
Os sentidos pois o amor que estava
Condito acabou se esvaziando
No silêncio do espaço vazio
A alma lacrimeja a sua solidão
Quando a saudade aperta
E a alma vai sentindo a dor
O que resta-me é chorar desilusões
Emoldurei a sua imagem meu ser
Sei que dói as minhas lembranças
Recordações trago do cheiro do perfume
Que exalava de suas vestes
Dos seus lábios quentes correndo no corpo
Que carrego na memória o que vivemos
Busquei as rimas contidas nas entrelinhas
A vida é assim, os problemas aparecem
Quando falta-me a danada da razão
Só Deus para dar-me a direção
Deixando para trás os contratempos
Restando o passado a felicidade futura
Já és a concebida do meu querer
Dona dos meus pensamentos
Amo com toda intensidade da alma
Desejo-te a cada instante da existência
Quero você para viver comigo
Os sonhos mais lindos

Osvaldo Teles

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Corri feito louco

Corri feito louco,atrás da felicidade
Ambicionei, acumular fortuna
Por vezes cansei, da procura
A sorte bateu à minha porta, deixei-a passar
A ambição, tinha deixado-me chego
Tinha perdido a noção, do certo e errado
Não percebia, a lógica em nada
Esperneei, gritei porém não adiantou
O meu ser ficou, vazio pelo o ter
O amor verdadeiro, foi substituído
Pelas as aventuras, momentâneas
Perdi tempo lutando, por coisa vans
Bate,e muitas vezes apanhei
Sair machucado, algumas vezes
Ficando alguns, arranhões na alma
A velocidade, dos acontecimentos
Tudo passava fugazes,a minha frente
Não me deixou  apreciar a beleza
A cegueira espiritual, impedia-me perceber
Os planos de Deus, para a minha vida
Fui criança sonhadora, hoje adulto incrédulo
Frenético quis aproveitar, tudo que me vinha
A vingança do temporizador, é implacável
Deixando no corpo, as suas marcas
A regressão só na mente,volto a ser criança
O corpo não atende,os estímulos do cérebro

Osvaldo Teles