quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Confissões de amor

Confissões de amor sussurradas
Na intensidade imposta na entrega
Friccionei o meu ser ao seu
Pronunciadas foram palavras de amor
Quis desvendar os enigmas do encontro
Fiquei surpreso com o que tinha brotado
Ramificando por todo interior do meu ser
Interligando com o meu exterior
Tonificando todos os músculos
É o encanto do amor celebrando a vida
Sentindo a maravilha deste sentir
Descobrir a mais formosa das mulheres
Trouxestes emoções para um coração
Aos poucos desfaleço em seu peito
Dentro das nossas paredes se ouve
Os ecos do hino meloso do seu gemido
Como são delicados e macios seus seios
De sua boca sai o mais doce dos néctares
Deslumbrado fico diante de sua beleza
Um veio de um amor cristalino brotou
És a fonte que refresca a minha alma
Purificando o encontro carnal
Sei que não serei mais aquele de antes
Foi-me revelado os segredos do destino
Onde duas vidas se encontram no acaso
E com a força do amor se completam

Osvaldo Teles

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Exalando sensualidade

Quando ela passa por mim
Vem exalando sensualidade
Um vendaval de sensações
Domina as minhas ideias
A perversão assume o pensar
O seu andar tira-me a atenção
Fico calado só observando
Sinto em ti a portadora do amor
Caí em meus braços
Sente o calor dos meus lábios
As palavras sussurradas no vazio
Chega ao meus ouvidos suave
Em forma de uma doce melodia
Meu ser plangente sente o seu
Vibrante nasce o belo sentir
Fulminante foi o seu sensual olhar
Penetrou-me com a chama da paixão
Já idealizava este amor na minha vida
Tendenciando-me a ternura pulsante
Via-te em meus fantasiosos sonhos
Vênus transfigurada em mulher
Doravante tinhas pele de um pêssego
Na saliva o sabor de um delicioso vinho
Prazeroso era ter o seu aconchego
Levando-me ao cume das sensações

Osvaldo Teles

domingo, 10 de setembro de 2017

O vaqueiro ligeiro e a égua estrelinha

Paredes de pau a pique
Chão de barro batido
Telhado de palha de sapé
Olhando para o relento
Tudo passava muito rápido
Sapeca a luz da lua adentra
Sorrateiramente pelas frestas
Os grilos fazem a sinfonia
No quintal o vira-lata faz a guarda
Latindo no primeiro sinal de ameaça
Ao mesma tempo tocava o gado
O vaqueiro com seu gibão de couro
Era a sua segunda pele lhe protegendo
Dos malvados espinhos das juremas
O estouro do rebanho na caatinga
A égua estrelinha corria atrás deles
O vaqueiro ligeiro derrubava pelo rabo
Soava o berrante tocando a boiada
Tocando em frente as suas mágoas
Nas currutelas busca o prazer da carne
Para da conforto a alma cansada
Nos meandros da longa jornada
Deparar com a sorte nas encruzilhadas
Repousar nos ombros da sua amada
Ficando para trás as tristezas sofridas
Passeria perfeita entre a dupra
O vaqueiro ligeiro e a égua estrelinha

Osvaldo Teles

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Sua ausência

As lágrimas escorrem copiosas
Quando não estou contigo
As noites ficam tão gélidas
As estrelas ofuscam seus brilhos
A lua perde o seu encantamento
O céu escureceu olhei para ele
Os astros não estava lá no anoitecer
Te encontrava em cada um deles
Muito triste é quando não te encontro
Meu palco interior perdeu a graça
Pois a grande estrela  estar ausente
É muito doida a sua ausência
Quis está contigo a todo instante
Instalando em mim o contentamento
Inconsciente canalizei a sua figura
Para a minha alma sonhadora
Ultrapassei inteiramente a insensatez
Incidência da solidão feriu o coração
Sancionada foi a minha sentença
Viver sem as benesses da sua presença
A pele sente falta das suas carícias
A mente que o alento dos seus abraços
Sabes que sou dependente do seu amor
A cantoria que fiz ao pé da sua janela
Era para conquistar o teu querer
Tendo os seus lábios aquecendo o corpo
Passando a carência que sinto de ti

Osvaldo Teles