segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Libertando a libertinagem

Todas as vezes que os meus olhos
Encontram os teus brilhantes eles ficam
Sentindo toda vibração do seu lindo ser
As narinas captavam o seu aroma
Ébrio ficam  todos os meus sentidos
As mãos perdiam a coordenação motora
Tateando buscavam a maciez do seu rosto
Deslizavam pelas curvas do seu corpo
Até encontrar a sua sensibilidade
Quebrando a minha insensibilidade
Qualquer lado que olhava sentia sua presença
Não vou esquecer a sua silhueta
Trago comigo lembranças de sua imagem
Perfeição nas suas linhas faciais! Perfeita
As rosas curvaram-se diante de sua beleza
És a fórmula de todas as essências
A composição que traz libido para mente
Libertando a libertinagem que estava presa
Contemplando-nos as mais puras sanções
Pensamentos libertino me persegue
Quando meus olhos cruzaram com os teus
Perdi a razão deixei ser guiado pelo coração

Osvaldo Teles

sábado, 23 de setembro de 2017

Sagrado sacramento

Sobre tapete de pétalas vermelhas
Lá vem a bela dama a desfilar
Com seu belo vestido branco
A plebéia entra fantasiada de princesa
Acompanhando-lhe uma longa grinalda
O véu cobria a sua beleza estonteante
Confundia-se com uma santa
Ansioso estava eu a esperar-lhe
No peito o coração batia acelerado
Aguardava paciente pela sua entrega
De braços dados caminhávamos até o altar
A face desenhada com a felicidade
Preparando-nos andarmos juntos pela vida
Que não cabia dentro do meu próprio eu
O sorriso saia espontaneamente
Os anjos festejando a grande promessa
A cortina do palco se abre para o jubileu
As juras de amor eterno perante o criador
O carnal sendo abençoado pelo sagrado
Tornando-nos uma só carne e um espírito
O sacro  fazendo sua morada em nosso ser
No sagrado sacramento  nos unimos
Deixando o amor apossar-se  de nós
Ungindo-nos contra as maledicência
O nosso canto real vira um conto de fada
Quando Deus uni não há homem que separe

Osvaldo Teles

Vidrado

Vidrado no seu caminhar fico a admirar
A sua forma bem definida e delineada
Seduzido fui por tão bela mulher
Toques macios e voz aveludada
Mais parecia uma pena tocando a pele
E uma cavatina chegando aos ouvidos
Vindo junto a porção mágica da paixão
A consciência foi para casa do chapéu
Ansioso ficava para te ter no enleio
Envolvendo-te nos meus lascivos beijos
O fluido do amor corria por todo corpo
Embebido nos seus saborosos lábios
Tomado por um arrebatamento me joguei
Em seu leito perdendo a sensatez
Um mormaço toma conta do meu rosto
O resultado é prazer extremo da carne
Pensares que não quebraria o gelo
E não faria o teu sangue ferve nas veias
Estancado n’alma as lágrimas que fluíam
Nos olhos estampado todo encantamento
Encontrei conforto em teus afáveis toques
Elevando-me a condição do artista do amar
Sua função selante faz efeito em meu âmago
Traduzindo o contentamento do prazer sentido

Osvaldo Teles

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Labirinto existencial

O silêncio abre a porta da alma
No labirinto existencial me perdi
Queria largar nas voltas do labirinto
Os traumas porém eles me perseguem
Preso na imensidão do meu deserto
As dúvidas corroía-me por inteiro
Tendênciei ir em busca da certeza
Quando ela se aproximava
Vinha junto a ironia “o questionamento”
Sonegaram para mim as respostas
Parte com o coração em frangalhos
Com o ser totalmente dilacerado
Minha cruz já estava muito  pesada
Mesmo assim não deu para abandoná-la
A margem da estrada, era a minha sina
No alto, lá ficam os subterfúgios. Um Deus
Com sua benevolência a ouvir as súplicas
Suplicante um pecador pede sua clemência
Em um tom de desabafo ouves meu gemido
O suor confunde-se com as lágrimas
Abatido depois da lida vi em ti minhas forças
Nas orações ouvir Ele dizer não desanime
Estarei caminhando lado a lado contigo
Deixei com você só aquilo que lhe coube
O  seu sofrimento está comigo na cruz

Osvaldo Teles

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Tua pele


Quantos Janeiros

Dormente um coração jazia no seu leito
Sentido a dormência da sua ausência
Quantos Janeiros fiquei a sua espera
Quis ter você no inverno para esquentar
As madrugadas que passei sozinho
Trazendo o verão para o meu quarto
Aquecendo os meus lençóis
Florindo felicidade como a Primavera
Frutificando amor como no outono
Junção perfeita entre as estações
Os espíritos se encontram em união
Onde todas as energias celebram
A ressurreição da pureza da vida
Dois corpos unidos dançam ao amor
Dando rodopios no ciclo do tempo
Sofrendo as suas ações na mente
Vendo a minha face os seus efeitos
No contínuo ciclo tudo tem a sua função
Voltando tudo ao seu ponto de origem
Fonte que brota toda a energia
O que veio da terra voltará a terra
A mãe  lhes receberá de braços abertos
Recebendo de volta todas a sua força

Osvaldo Teles