quarta-feira, 13 de junho de 2018

O que direi ao mundo

O que direi ao mundo quando a fonte secar
E a erosão tomar conta de toda terra
Perdendo os seus ingredientes produtivos
Ficando só os esqueletos das árvores

Alimentos sendo produzidos em laboratórios
Cheios  de conservantes cancerígenos
Animais racionais sucumbem as doenças
Os homens sendo vítimas de sua ganância

Cegos de tanta arrogância se acham Deus
Contarei as histórias para os meus netos
Do som das ondas quebrando nas praias
A beleza da sinfonia do canto dos pássaros

De como o nosso planeta era tão belo
Das águas cristalinas que corriam sobre
Os grandes rios e das pescas com  amigos
Os peixes eram fartos hoje são escassos

O que é predominantemente é a poluição
E os belos animais que existiam nas matas
Que foram dizimados com  desmatamentos
Para dar lugar a grandes empreendimentos

Osvaldo Teles

terça-feira, 12 de junho de 2018

Dependente do seu querer

Dependente do seu querer fico atordoado
Sutilmente vou aproximando as fantasias
Do nosso plano de realidade surreal é ti
Venerando a delineação da formosa beleza

Celebro a ardência queimante dos toques
O sangue entrou em estado de erupção
Em suave contacto com a  minha derme
As ideias desfalece em uma dormência

As veias latejando de tanta expectativa
Como náufrago em um prazer profundo
Proporcionando o encontro dos corpos
Corações palpitando no mesmo compasso

As pupilas se dilatam não vejo nada
Os olhos se fecham para sentir as carícias
Desenhando que se passa com ele
Vem a mim a sua doçura no seu amor

Em sua taça bebo o vinho doce e suave
Suavizante natural de todas as tensões
Tendenciando a loucura sem precedente
Só vás sentir um queimor nas entranhas

Osvaldo Teles

Deixa o passado virar passado

Deixa o passado vira passado
Não traz as mágoas no lombo
Maltratando os dias vindouros
Foca no presente esquece o futuro

Não leva tudo aos trancos e barrancos
Vivendo cada segundo como único
Para que remoer as dores doidas
Fica quieto para elas cicatrizem

Porque tirar o cascőes das feridas
Se elas só fazem mal para as almas
O homem vira menino chorando
As desilusões sofridas desta vida

As suas verdades ou mentiras só você
Pode tirar as suas próprias conclusões
Do que é certo e errado para mim
Sepulta todos os males adquiridos

Revirando passado encontrei-me
Os sonhos viram alados e deixam
A sua gaiola vazia e vão em buscar
Do horizonte que estava perdido

Osvaldo Teles

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Deslizei na imaginária

Quando pensei que iria atravessar! Só
Pelos abismos sozinho sem companhia
Que estava abandonado à própria sorte
Sem perspectiva alguma para motivação

Às vezes parecia um cadáver andante
Deslizei na linha imaginária da saber
Deixei quieta as benditas inquietações
Celebrei em júbilo as minhas descobertas

Conduzindo festivo as minhas descobertas
Ganhei discernimento para fazer escolhas?
Ou simplesmente fui levado pela ocasião
Dando ouvido somente ao meu coração

Agi por instinto sem dar espaço para razão
Sentimentalismo dominavam as ações
As circunstância fez-me homem prematuro
Causando frustrações no indivíduo adulto

Amadurecimento precoce envelhece cedo
Tirando o brilho dos olhos do menininho
Aprendi tudo tem a sua medida correta
O que não mata fortalece as estruturas

Osvaldo Teles

domingo, 10 de junho de 2018

Assentei a sombra

Depois de ter partido em disparada
Levei só a bagagem necessária
Andei por estradas tortuosas
Temeroso de não conseguir chegar

O sol fazia ver imagens distorcidas
Turvas ficavam a visão do cansaço
Muitas vezes assentei a sombra
Sentindo a brisa que está sendo soprada

Dando refresco ao corpo cansado
Acentuando a vontade de vencer
Muitas provações  tive que encarar
Uma energia inesperada me domina

Devolvendo a beleza da viagem
Não dei limites aos meus devaneios
Devolve a alma a leveza das passadas
Qual o sentido de caminhar sozinho

Sem ter alguém para compartilhar
Lhe encontrei a beira da margem
Voltei a desviar o olhar da estrada
Escondendo a tristeza estampada

Osvaldo Teles

Nosso templo de amor

Nosso templo de amor  está armado
Pétalas de rosas enfeitando a cama
A lareira foi devidamente acessa
A sua camisola perfumada lhe aguarda

Ouço a chuva caindo torrencial lá fora
Traz aqui para dentro a sua quentura
Vindo a tona as felicidades passadas
O canto intenso dos grilos é a sinfonia

Retirando de mim o tino os sentidos
Tirando de mim o sono pelejo com o frio
O friozinho corre pela barriga só em pensar
Nas loucuras de amor que fizemos juntos

Faziam nos prender incondicionalmente
Preso em seus abraços viaja livremente
Sem temer as surpresas da encruzilhada
Na vitrine do tempo estão expostos

Todos os traços do que foi vivenciado
Evadindo do ego os desejos aprisionados
Pervertidos Invadem  com desenvoltura
Permeando todas as nossas ações do amar

Osvaldo Teles

sábado, 9 de junho de 2018

Fervilhavam as idéias

Estou vazio falta a sua essência
Que completava a minha existência
Despedir do ser feliz que vivia comigo
Foi-se embora ficando as máculas

Os sonhos foram todos adormecidos
Sandice começa fluir da cabeça
Tudo passa ficando só as manchas
Tirando as marcas do que passou

Fui conduzido pelo sopro da saudade
Dos beijos apaixonados que dei em ti
Vinham carregados com as emoções
Contidas nos afagos trocados entre nós

Abrandavam o fervor que ardia em mim
Fervilhavam as idéias quando estava
Envolvido entre os seus amáveis braços
Pôs em disparada os meus desejos

Revir na tela dos seus olhos as cenas
A nossa bela história de amor eterno
Por onde eu andar vás está presente
Gravada nas minhas doces lembranças

Osvaldo Teles