sábado, 3 de julho de 2021

Soneto da saudade

É saudade de uma conversa fiada

No banco da praça com os amigos

Deixando a minha mente extasiada 

Sentindo do orvalho os seus pingos


A seresta com um violão plangente

Era regada com uns goles de pinga

A música corria solta no rol da gente

Muito empolgante era nossa cantiga


Fazendo dançar as minhas fantasias

Dando o tom de um belíssimo sonhar

O tempo passava e nem se percebia


Até as estrelas dava para contemplar

A dama da noite seu perfume expelia

Era lindíssimo observar novo dia raiar


Osvaldo Teles



Antigas fotografias

Olhando antigas fotografias chorei

As lembranças aperto o meu peito

Dos tempos de criança me lembrei

As lágrimas escorrendo pelo rosto


Quantas coisas boas aconteceram

Minha traquinagem correndo soltas

As ingênuas brincadeiras aceleram

As doces ilusões estavam envoltas


Consolidando as fantasias usadas

Sendo o mundo o grande picadeiro

O show da vida estava começando

Que pena tudo vai passando ligeiro


Deixa a realidade e sonho parecido

Deixando meu coração bagunçado

O sonho do menino fica esquecido

Só apenas neste mundo passageiro


Querendo aproveitar os momentos

Vivendo cada como se fosse único

Ficando preso aos acontecimentos

A cada decepção vou tornar Irônico


Osvaldo Teles



Eu homem

Eu homem me prostro diante do senhor

O ser pecador em busca do seu perdão

Como passarinho vai cantando o louvor

Suplico-lhe para que seja meu guardião


Seguir por diversos caminhos tortuosos

O cansaço da jornada castigava o corpo

Queria encontrar meu confortável pouso

Farei do seu amparo o meu seguro porto


Fazendo-me obediente a tua sagrada lei

Para que opere milagres em minha vida

Sem a sua presença não sei o que farei

Rogo a ti sua benevolência enternecida


Aliviando o peso da minha cruz pesada

Carreguei as minhas para bem distante

Sentindo a sua bondade compadecida

Tenho meu Deus onipotente e operante


Passei a confiar num Deus onipresente

Cabe apenas a alma ser compreendida

Por quem tem poder de amor confiante

Com a capacidade de ter áurea cândida


Osvaldo Teles




sexta-feira, 2 de julho de 2021

Travei uma batalha

Travei uma batalha com a inspiração

Não pretendia copiar o que ela ditava

Tinhosa utilizava sua insubordinação

Por mais que tentasse não adiantava 


Tinha que me render a sua artimanha

Mesmo sem querer a danada me usa

Descrevendo a beleza de minha alma

Tomando conta de mim ela me abusa


Vou decantando as suas composições 

De uma formula inspiradora deixo fluir

Obediente seguir as suas imposições

Tive que deixar em minha cabeça agir


A minha poesia livremente ia surgindo

Seguindo o estilo que a alma operava

Em silêncio as palavras vinham fluindo

Costumeira a ação dele me acalmava


Na junção do espírito e corpo escrevia

Teimosa não seguia nenhuma métrica

As maravilhas de uma vida descrevia

Dentro do meu ser já estava intrínseca



Osvaldo Teles

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Uma bela história de amor

Uma bela história de amor a viver

Apaziguando a minha dor da alma

Dando a luz a um novo amanhecer

Com os dois corpos sobre a cama


Energizado nas forças das paixões

A suavidade da carícia me envolve

Levando-nos sentir as alucinações

A um sonhador as fantasias devolve


Um ar romântico assume o quarto

Ares primaveris deixam perfumado

Nos seus braços quentes desperto

Com os músculos todos acalmados


Suavizando o meu alucinante ritmo 

A leveza me conduzindo ao espaço

De tanta paz que trouxe ao espírito

Fazendo dançar em um compasso


Vais desenhando no rosto o seu rito

Sorrateiramente vou seguindo o traço

Muito feliz com esse querer santifico

Na sua tenacidade colam os pedaços



Osvaldo Teles

Tenho fé

Tenho fé no nosso Senhor Jesus Cristo

Que milagre na minha vida ele vai fazer

Para sempre ficarei muito agradecido

Maravilhado fico com seu dom de viver


Fui gerado pelo seu amor e a sua graça

Em um planeta lindíssimo me recolocou

Alimentado na minha fé e na esperança

Como os botões de flores o amor brotou


Tornei-me parte da grandeza da criação

Do barro e seu sopro sagrado fui criado

Dentro do meu peito plantou um coração


Para semear a sua paz a todo agraciado

Cada um terá a sua parte de sua porção

A todo que fez sua parte e seja merecido


Osvaldo Teles



Passo as noites

Passo as minhas noites a sonhar

Pela madrugada adentro solitário

Embriagado a tendência é delirar

Fico prostrado perante ao oratório


As palavras fluindo naturalmente

Aos ouvidos como uma melodia

Os corpos dançam perfeitamente

Troco sua realidade com a minha


A fé me leva para dentro de mim

Estou perdido nesta constelação

Neste momento sinto o curumim

A aflição tomou conta do coração


O homem fica preso ao mundano

O sacrossanto me levando ao céu

Por um momento me sinto insano

Querendo roubar aquele beijo seu


Sufoquei no peito minhas lamúrias

Apedrejando os meus fantasmas

Estou perdido em busca da luxúria

Tento expulsar da cabeça o trauma


Osvaldo Teles