sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Minha vida em tuas mãos

Coloquei a minha vida em tuas mãos

Esvaziando todas as minhas mágoas

Roguei a ti ó Deus com fé e devoção

Das coisas mundano dei uma trégua


Devoto fiz a oração com muito fervor

Fiquei de frente com os meus medos

O canto fluía como o belíssimo louvor

Vai transformando-me em um rochedo


Creio senhor em sua eterna aceitação

Vas reescrevendo o lindíssimo enredo

Dentro dele contém minha meditação


Introspectivo pego-me rezando o credo

Vou entrar em estado de consternação

Tu conheces todos os meus segredos


Osvaldo Teles



Uma casinha singela

Ao pé da serra tem uma casinha singela

Onde o tempo preguiçoso vai passando

Fiquei apreciando toda beleza da janela 

A minha alma embevecida fica versando


A visão se perdendo em sua imensidão

Os pensamentos se perdem na estrada

Nem sabe o que procuro neste mundão

Emudecida a minha voz ficando calada 


Avançando compassados os ponteiros

O meu coração vai seguindo seu ritmo

As vistas ficam perdidas pelos canteiros


Deixarei os meus problemas por último

Não me preocupar com o seu paradeiro

Quero devolver o ânimo ao meu íntimo 


Osvaldo Teles



terça-feira, 3 de agosto de 2021

O coreto das fantasias

Estou feliz em voltar ao lugar que nasci

Lembrando dos bons tempos de outrora

Andando pelas ruas que alegre brinquei

Dava alimento a minha alma sonhadora


Trazia-me de volta a paz que foi perdida

Amizades que jamais serão esquecidas 

Aquelas que ficariam com minha partida

O coreto das fantasias ficaram gravadas


Por onde as brincadeiras corriam soltas

Começando desde os raios da alvorada

Na praça do poeta ilusões davam voltas


Unidas ilusão e fantasia estão enleadas

As saudosas lembranças a alma exalta

Até parece que estão sendo escaneadas


Osvaldo Teles



Suas mãos

As suas mãos tem um toque divinal

São capazes de me faz transcender

Fazem elevar meu estado espiritual

A chama da paixão está por acender


Igual brasa vai queimar meu sangue

Seus dedos tinham o poder sedativo

Elevando o meu espírito ao seu auge

Vou absorvendo o seu poder curativo


Aliviando a saga do coração sofredor

Sensação extrema vas me conceder

Suturando as feridas da minha alma


Não deixarás de amor o ser padecer

A este encontro o espírito bate palma

Até então tudo parecia coisas banais


Osvaldo Teles



segunda-feira, 2 de agosto de 2021

O dia chega

O dia chega com os cantos dos pássaros

As galinhas vão ciscando no meu terreiro

Os primeiros raios entrando pelo telhado

O último fio de luz se apaga do candeeiro


Dando-me impressão que a vida ressurgiu

Deixando encantado com tamanha beleza

Tendo a sensação que um novo ser surgiu

Maravilhado com a esplendorosa natureza


Ébrio fico com o perfume da terra molhada

Vi os canários pulando de galho em galho

Amanheço com a minha alma maravilhada

Do criador tenho a certeza que sou o filho


Ouço a boiada balançando o seu chocalho

Corpo e cabeça se molham de orvalhadas

Pela manhã estarei pronto para o trabalho

Com enxada no ombro sigo para malhada


Vou escutando os cantos dos passarinhos

Hipnotizado parto a busca dos seus beijos

Em meus devaneios encontro seu carinho

Vem completando todos os meus desejos


Osvaldo Teles



Velho fogão a lenha

Daquele meu velho fogão a lenha

A fumaceira saindo pela chaminé

A vaca está pronta para ordenha

Da cozinha vem o aroma do café


Lá fora no quintal a festa começa

O galo cantor no poleiro dá o tom

Do farto pomar já vem abastança

Da plantação tiro o aipim do bom


De muita esperança me alimento

A felicidade vem batendo a porta

Com a vida simplista me contento


Tempero que dá gosto é da horta

É tanta paz daí vem o meu alento

A simplicidade minha alma exorta


Osvaldo Teles



domingo, 1 de agosto de 2021

Fiquei calado

Fiquei calado de tanta emoção

Vidrado em seu belo semblante

O coração aumenta a pulsação

Os olhos vão ficando cintilantes


Ao vislumbrar a belíssima figura

O acaso em meu caminho botou

Maestral foi sentir a sua meigura

O seu jeito meigo me conquistou


Dentro do peito o amor renasceu

Deixando no rosto os seus traços

No profundo da alma recrudesceu


Vai conduzindo-me aos entrelaços

No teus braços o corpo desfaleceu

Deixastes-me preso em seus laços


Osvaldo Teles