segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Libertação do espírito

A morte é a libertação para o espírito

É a ruptura do físico para o espiritual

Desencarnada a alma leva ao infinito

A batida do sino anuncia ao celestial


Que a missão já foi comprida na terra

Devolvendo-o para o braço do criador

Depois de ter vencido a minha guerra

Sendo Jesus aquele que é iluminador


Ser de luz que me guia pela escuridão

A pois o espírito se libertar da matéria

O germe deixará a carne em podridão


Meu sangue para de correr na artéria

Liberta a minha alma de sua servidão

O espírito libertando-se da sua matéria



Osvaldo Teles

Sagaz

Cada um vai escrever sua história

Ao final da jornada olhar para trás

E tendo comprido bem a trajetória

Tenho sensação quanto sou capaz


Sagaz vou driblando os obstáculos

Atrás vai ficando minha lembrança

Minha esperança será sustentáculo

Encontrando no final sua presença


Querendo o seu ombro pro conforto 

Proporcionando ao corpo descanso

Orienta a jornada no caminho torto

Foi encontrar o ambiente propenso


Dando vontade de desistir confesso

A persistência na caminhada exorto

Feliz ao ponto de chegada regresso

Compôs a linda fisionomia no rosto


Representando o mais belo enredo

Aventurando nas minhas aventuras

Extravasar sem alguma compostura

Sem as conquistas daqui não arredo



Osvaldo Teles

domingo, 8 de agosto de 2021

Dei adeus

Recolher as ideias silenciosamente

Trancando as portas para a solidão

Dei adeus a negatividade da mente

Retirei as mágoas do meu coração


Do olhar saindo expressão de amor

Ia contrapondo as minhas emoções

Percorrendo a extensão do corredor

Onde armazenava todas frustrações


Transformando toda uma existência

Doando agilidade para as passadas

Findo querendo encontrar paciência


Reencontrando as pernas cansadas

Para caminharmos com consistência

Refazendo-me de lágrimas choradas



Osvaldo Teles

Movido pela minha fé


Estou sendo movido pela minha fé

Ela impulsiona as longas passadas

Nos meus tropeços contínuo de pé

Os desânimos ficando nas estradas


Deus guiando os passos no abismo

Segura nas mãos na hora da queda

Igual menino mantenho entusiasmo

Fazendo caminhar livre pela vereda


Os pedregulhos já não me machuca

Em minha frente vai o meu Salvador

Escudo de proteção em mim coloca


Transforma no meu ponto motivador

Meu espírito vencedor na vitória foca

Retirando dos pensamentos o temor


Osvaldo Teles

sábado, 7 de agosto de 2021

Vida noturna

Procurei remédio na vida noturna

Para cicatrizar as minhas feridas

Passava madrugadas na taberna

Tento esquecer as dores sofridas


Os sofrimentos a mente conturba

De gole em gole anestesiou a dor

Fugi de realidade que me perturba

Não consigo ser um eterno fingidor


As damas da noite me fascinava

Derramei lágrimas de muito amor 

Chorar de dor de amor já bastava


Queria ganhar o céu como condor

Tocar o sideral era o que almejava

Busquei na noite o antídoto curador


Osvaldo Teles



Refazer o coração

Refazer o coração em seu esplendor

Que a solidão da minha alma forjava

Deixa no ser o seu efeito dominador

Não era bem isto que o eu desejava


Libertar-me não é tão simples assim

As algemas do pudor me aprisionam

Quis soltar o que está atado em mim

Porém as sensatezes me questionam 


Vão contrapondo as minhas loucuras

A subserviência ao amor tira a lucidez

Encontrando nos atalhos as procuras


Deparei-me com a bendita estupidez

Por vezes me desequilibro nas curvas

Deixo-me ser tomado pela embriaguez


Osvaldo Teles



sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Sabes o que eu quero

Conhece todos os meus pensamentos

Só em lhe olhar sabes o que eu quero

Desvendando os sublimes sentimentos

Não é exagerado é puritano e sincero


O controle da situação corre das mãos

Em momentos alucinantes me envolve

Despertando-me a mais ardente paixão

As minhas súplicas a minha alma ouve


Esvaziando do coração a minha solidão

Buscando em seus braços o aconchego

Entrarás o meu ombro a sua disposição


Meu ser vai pedindo seu terno chamego

Vou está esperando apenas sua decisão

Numa ânsia translúcida pelo seu dengo


Osvaldo Teles