quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Compondo os sonhos

A vida vai compondo os sonhos

Constantes serão os devaneios

Viver na realidade se contrapõe

Contrapondo os antigos anseios


Serei fruto das minhas fantasias

Para dar sentido para meus dias

Vem a realização como cortesia

Parecendo que no paraíso vivia


Passava meu tempo fantasiando

Nas vitórias que foram desejadas

O seu rosto seguia contemplando


Na fé que seriam todas almejadas

As minhas ilusões fui estimulando

Conquistas não seriam planejadas


Osvaldo Teles



Uma divindade

Surgiu a minha frente uma divindade

Na imagem de uma belíssima mulher

Levando me perder a santa sanidade

Diante da bela não consigo me conter


Envolvo no misto de sonho e loucuras

Fui tomado por um sentimento surreal

Em teus lábios absorvirei a sua doçura

O sonho em seus braços torna-se real


Como uma raio de luz estou reluzente

Perante o brilho dos seus lindos olhos 

Faz relembrar o quanto estou contente

Quando para minha amada te escolho


Amo aquela que o destino apresentou

Em júbilo vou decantando o meu amor

O celestial de presente a mim entregou

Em seu corpo sentirei seu quente calor


O seu jeitinho meigo só me conquistou

Peço ao deus eros que escute o clamor

A minha alma solitária pela sua te gritou

Uma belíssima vida a dois quero propor


Osvaldo Teles



quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Dona do meu coração

Tornastes a dona do meu coração

Do meu peito fizestes sua morada

O peito se enchendo de satisfação

As nossas almas estarão casadas


Estamos atados no laço da ternura

Vais me envolvendo no jeito sereno

A pele está buscando sua quentura

Irei me entregar a esse amor pleno


Quanto ardor correm nas entranhas

A chama da paixão vai me consumir

Decifrarei seu querer nas entrelinhas 


Sentindo o meu instinto homem rugir

Com certeza não passarei das linhas

Também não pretendo lhe transgredir


Osvaldo Teles



Imagem

A tua bela imagem ficou gravada

Como tatuagem em meu coração

As frases suaves ficaram caladas

Sentir vindo de ti a sua palpitação


Ficando cravado o seu semblante

Vejo em seu olhar a sensualidade

Numa belíssima forma exuberante

Contagia-me aquela sensibilidade


A visão celestial a mim é revelada

Vou contemplando o rosto divinal

Toda minha tensão será rebelada

Vindo a mim a atmosfera celestial


Nossas tensões serão acalmadas

Serás a nossa combinação carnal

As almas/carnes ficaram peladas

Estou em frente da face angelical


Descortinando os nossos pudores

Quebrando os limites para o amar

Os olhos serão nossos condutores

Nos elevando para o outro patamar


Osvaldo Teles



terça-feira, 10 de agosto de 2021

Verdes campinas

Saudade de andar nas verdes campinas

Bebendo a água refrescante da cacimba

Sentado na praça admirando as meninas

Para matar o frio umas lapadas de pinga


As paisagens iam passando corriqueiras

As plantas noturnas exalam seus aromas

O passarinho vai entoando canto mateiro

Vou ficar aprisionado em minhas redomas


Em noites enluarada vago pela imensidão

Estrelas cadentes caindo atrás do monte

Trazendo à mente belíssimas inspirações


Fico desorientado nas linhas do horizonte

Estou contando estrelas nas constelações

Com seus raios brilhantes ficarei defronte


Osvaldo Teles



Transpus as grades

Em guerra constante o espírito peleja

Transpus as grades que me prendem

Corpo está inerte o pensamento viaja

Dentro do quarto as ideias se libertam


Conjunção plena de sonho e liberdade

Sinto em mim vitalidade de um menino

As fantasias vão ganhando veracidade

Agigantam-se me tornando pequenino


Vão conduzindo ao mundo dos sonhos

Causando alucinação em minha mente

Com essa sensação me sinto estranho


Provocando alegria me deixa sorridente

Os meus olhos jamais ficaram tristonhos

O sorriso mostrará quanto sou contente



Osvaldo Teles

Passava um filme

Na cabeça passava um filme

A tela era a minha lembrança

Saudades vem batendo firme

Sinto no rosto a sua mudança


Chegando alegre das andanças

Por mais distante que estivesse

Transportava em minha cabeça

Só queria que na alma tocasse


Por onde andar vou me lembrar

Dos belos e verdejantes pastos

As pombinhas adoravam brincar


Os canários entoando os cantos

Quando a luz do sol fica a brilhar

Onde o tempo ditava o seu ritmo



Osvaldo Teles