domingo, 30 de junho de 2013

Ávido



Ávido corria pelo teu corpo
Esperando encontrar tua alma
Aos poucos te revelas nos teus toques
Neste encontro me fortaleço

Os ferimentos cicatrizaram
A estima voltou à minha face
O fantasma da solidão ficou para trás
Os sentimentos entraram em harmonia

Tento ocultar o óbvio
Desnorteado o destino vagueia
Imaturo tento transpor as barreiras
Retirando as pedras do caminho

Galgando os degraus chego ao cume
O verdugo do tempo tira-me as forças
Os passos rápidos, agora são compassados.
As perspectivas correm das vistas

Na árdua caminhada os pés latejam
A vida busca o sentido da existência
Tento botar o destino nos trilhos
Como a fênix renasço das cinzas.


Osvaldo Teles



Espectro



As pálpebras ficam pesadas
Aos poucos o sono me consome
O meu espectro sai a vagar
Em busca de um corpo quente

No meu leito gélido
Jaz um corpo moribundo
Açoitado pelo destino
Desde que era menino

Dos amores que tive
Nunca foram correspondidos
Os romances que comecei
Sempre saí ferido

Do sonho de ser rei
Tornei-me um Zé ninguém
Da vontade de viver eternamente
Descobrir que sou um simples mortal.



Osvaldo Teles

Você é algo a mais



 



Você é a primavera na minha vida
Cada aspecto da na natureza
Reflete no meu presente
As felicidades do meu passado
Você é as belíssimas flores
Colorindo os meus dias
As rosas fazem lembrar-me o seu perfume
As margaridas lembra-me
O seu lindo sorriso
Você e algo mais na minha vida
Tu és o cintilar das estrelas
Que fazem emudecer as minhas palavras
No lago azul dos teus olhos
Eu vou mergulhar até chegar no seu amago
Para ver as belas coisas que há no teu ser
Eu quero que você seja o sol abrasador
E o mesmo tempo um lago potável
Para saciar a minha sede
Tu és um rebanho de pássaros
Cantando em sifônia para mim
O meu coração e nascente de um riacho
E você as águas que corre por toda
A extensão do meu corpo
Lavando a minha alma
Os teus cabelos é um campo florido
Que eu corro em sua direção
Onde brincávamos e nos amávamos
E teus olhos foi onde perdia-me
E afagava os meus desejos
foi onde eu descobrir
A grandeza da tua alma
Eu parava para olhar
Profundamente os seus olhos
Para ver se descobria os seus segredos
E os seus olhos hipnotizava-me
Com o seu brilho
Você é a minha flor menina
Que transloca o meu ser.


Osvaldo Teles

Deus+mundo


Para onde destina-se
O meu ser
Para os prazeres da carne
Ou encontro com Deus
O meu ser
Almeja caminhos
Caminho desconhecido
Para tentar encontrar-me
Na junção Deus+mundo
Deixe-me cortar o céu
Em busca dessa junção
Na viagem do ser
Dou asas ao pensamento
Para alcançar vôos
Mais longos,buscando
A maravilha dessa viagem
Na junção Deus+mundo
A minha vocação
É ser feliz
No mergulho do ser
Deixe-me dar um
Mergulho profundo
Até afogar-me
No infinito da felicidade

Osvaldo Teles-Asas da imaginação


Luzes da ribalta


     

Vidas que se acabam a sorrir
Luzes que se apagam, nada mais
É sonhar em vão tentar aos outros iludir
Se o que se foi pra nós
Não voltará jamais
Para que chorar o que passou
Lamentar perdidas ilusões
Se o ideal que sempre nos acalentou
Renascerá em outros corações

Link: http://www.vagalume.com.br/jose-augusto/luzes-da-ribalta.html#ixzz2XhzINNcm

Olavo Bilac


Olavo Bilac

Poeta brasileiro

Biografia de Olavo Bilac:

Olavo Bilac (1865-1918) foi um poeta e jornalista brasileiro. Escreveu a letra do hino à Bandeira brasileira. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Foi um dos principais representantes do Movimento Parnasiano que valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética.

Olavo Bilac (1865-1918) nasceu no Rio de janeiro, no dia 16 de dezembro. Era filho do cirurgião militar, Brás Martins dos Guimarães e de Delfina Belmira Gomes de Paula. Estudou Medicina e Direito, sem concluir nenhum dos cursos. Dedicou-se ao jornalismo e à poesia. Foi noivo de Amélia de Oliveira, irmã de seu amigo Alberto de Oliveira, que foi impedida de casar por outro irmão que não aceitava a vida de poeta boêmio que Bilac levava.

Colaborou em vários jornais e revistas como Gazeta de Notícias e Diário de Notícias. Exerceu o cargo de Secretário do Congresso Pan-Americano em Buenos Aires. Foi inspetor de instrução de escola pública e membro do Conselho Superior do Departamento Federal. Exerceu constante atividade nacionalista, realizando pregações cívicas em todo país sobre a obrigatoriedade do serviço militar.

Pertenceu à Escola Parnasiana Brasileira, sendo um dos seus principais poetas. Sua primeira obra foi "Poesias", publicada em 1888. Nela o poeta já estava identificado com as propostas do Parnasianismo. Sua poesia apresentava várias temáticas. Na linha tipicamente parnasiana, escreveu sobre temas greco-romanos. Fez várias descrições da natureza, indicando uma herança romântica.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, morreu no Rio de Janeiro,

no dia 28 de dezembro de 1918.

Obras de Olavo Bilac

Poesias, 1888

Via Láctea, 1888

Sarças de Fogo, 1888

Crônicas e Novelas, 1894

O Caçador de Esmeraldas, poesia,1902

As Viagens, poesia, 1902

Alma Inquieta, poesia, 1902

Poesias Infantis, 1904

Crítica e Fantasia, 1904

Tratado de Versificação, 1905

Conferências Literárias, 1906

Ironia e Piedade, crônicas, 1916

Tarde, poesia, 1919

Sanatorium, romance, 1977, publicado pelo Clube do Livro

terça-feira, 25 de junho de 2013

Nostalgia


Nossos olhares cruzaram-se
Nesse momento a vida renasceu
O amor chegou repentino
Renascendo a esperança

Hábeis os lábios procuraram-te
Puritana a alma encontra-te
Implacável as mãos te afagam
No mundo real te reencontro

A chama do amor permanece acesa
Como o pousar contínuo vivo
O fio da existência
Permanece firme

A mutação dos corpos acontece
Milagroso um novo ser nasce
Ludibriando o destino sobrevive
A nostalgia do momento permanece.