sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Desigualdade

A escravidão retrato a história de muitos seres humanos que foram transformado em escravos em todo mundo e até hoje continuam sendo discriminados e só falta o chicote e o tronco, e querem tratar os desiguais com igualdade e nos esquecemos os séculos que nos tiraram as oportunidades de irmos a escola, eu costumo dizer se meus pais tivessem oportunidade talvez a minha vida teria sido melhor,porem eles não tiveram um formação intelectual logo não poderia passar para mim, por eles não ter ido as escola diziam que não era preciso eu ir a escola e assim foram a maioria dos Afro-descendentes, logo percebemos e essa desigualdade no campo de trabalho, as mulheres negras são as mais prejudicadas pois na sua maioria estão no sub emprego, como por exemplo: elas trabalham como empregada doméstica em serviço gerais e na construção civil. Além da ocupação precária, as mulheres negras são vítimas de outra perversidade observada no mercado de trabalho: a baixa remuneração. O estudo revela, por exemplo, que seus rendimentos equivalem a 34% do rendimento obtido pelos homens não-negros, em Salvador, enquanto a relação menos desfavorável foi constatada na Grande Porto Alegre, onde o que elas recebem, em média, não supera 49% do ganho deles.
O quadro de desigualdade social registrado pelo levantamento tem raízes históricas. “A falta de políticas para a incorporação dos ex-escravos ao mercado de trabalho assalariado e a dificuldade de acesso aos serviços de educação e saúde colocaram essa população à margem dos progressos da sociedade brasileira, contribuindo para as origens da pobreza e da desigualdade enfrentadas pelos negros. Sendo assim a educação o meio de ruptura dos paradigmas da dominação, ela permite também a reflexão do indivíduos na sua condição humanas,e o desenvolvimento das relações de forças e dos mecanismos invisíveis que se estabelecem no corpo social.Na origem das extremas desigualdades raciais observadas no Brasil está o fato óbvio de que os africanos e muitos dos seus descendentes foram incorporados à sociedade brasileira na condição de escravos. A chamada “escravidão moderna” foi uma das formas mais radicais de exclusão econômica e social já inventada pelo homem.As desigualdades entre as raças observadas no Brasil de hoje nada mais são, portanto, que o resultado cumulativo das desvantagens iniciais transmitidas através das gerações. As políticas de “ação afirmativa” ou “discriminação positiva” são instrumentos de que a sociedade dispõe para compensar essas desvantagens impostas às vítimas da escravidão e seus descendentes, com o objetivo de colocá-los na mesma condição competitiva que os outros segmentos da sociedade. Numa linguagem bem direta, pode-se dizer que se trata apenas de “pagar os atrasados” ou de “recuperar o tempo perdido”. “Tratar desigualmente os desiguais para promover a igualdade"
e muitos critica as politicas reparatória, seguindo o pensamento da classe dominante ou seja a elite não quer um povo pensante,e o que não temos hoje e fruto de um passado de exploração da força de trabalho sem remuneração de um formato escravagista desacerbado.  

Assistente Social Osvaldo Teles


sábado, 22 de fevereiro de 2014

O canto encanta

A melodia invade
Sorrateira o ambiente
Dominando os movimentos
O canto encanta
As nossas vidas
Adormecendo o homem
Despertando o menino
Embelezando os dias
Como a suavidade e a beleza
Do canto do uirapuru
E a leveza da dança
O ser flutua como
Pluma solta ao vento
Sentindo a sutileza
Da sua alma tocando a minha
Neste momento sou
Um pássaro alço voo
Como uma águia
Pairo no espaço
Sentindo o prazer proporcionado
Pela grandeza do seu encanto
As coisas terrenas
Ficam secundária
Diante da nossa felicidade
No canto do quarto
Estar o seu retrato
No lençol ficou
A sua fragrância
O sonho tornou-se realidade

Osvaldo Teles

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Porque não viver ?

No apogeu dos meus pensamentos
Minha mente faz um voo
Vai além do meu ser
Para ver as maravilhas
Que há no mundo
As perguntas vem simultânea
Porque não viver ?
Se o amor é a liturgia da vida
Para onde endereça-se
A minha existência
E como transformar
A existência em vida
A nossa felicidade  reflete
A forma em que vivemos
Não podemos fugir
Do nosso destino
Pois nascemos para sermos felizes
A vida é um dádiva divina
Viver é um aprendizado continuo
Porque não viver?

Osvaldo Teles

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Saudade do colo de mainha

Saudade do colo de mainha
Dos afagos e dos conselhos sábios
Dizia-me meu filho
Não se avexe
Que no final Deus
Dá o seu empurrão
E se for bom para
Você ele te dará
Na sua simplicidade
Ensinou-me a viver
Amor verdadeiro e incondicional
A trés dias de sua morte
Eu peguei na sua mão
E dei um beijo na sua testa
Ela olhou para mim e disse-me
Meu filho nunca se esqueça
Que te amo muito
Isto marcou-me e vai ficar
Na minha memória
Por toda minha existência
Eu sentia este amor
Nos seus atos
Ela nunca tinha
Expressado com palavras
A minha heroína estará presente
Em todos os dias da minha vida
E os ensinamento eu vou usar
Em quanto eu estiver vivo.


Osvaldo Teles

sábado, 25 de janeiro de 2014

Tocando a sua alma


Eu queria dedilhar
Sobre as teclas do piano
E na junção das notas musicais
Tocar belas melodias
Hipnotizando-te com cada 
Clave do som
Tocando a sua alma
Conduzindo os seus movimentos
E sentir a sutileza do seu corpo
Envolvendo-se nos meus braços
Fazendo-te flutuar 
Como uma bailarina
Como um cisne 
Querendo alçar voo
A minha alma é a tela
Que pintei o seu retrato
Para que a sua imagem
Nunca saia do meu ser
O amor é um sentimento abstrato
Porém o meu amor ganho
Corpo e alma,virou vida.

Osvaldo Teles
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Recompensa

Eu sofro quando tu sofres
Estou feliz com a sua Felicidade
Acompanho-te no auge de sua tristeza
E tu não percebe-me
Se na vida tu vives em meu nome
Eu te darei a minha recompensa
Para entender as minhas palavras
Não é preciso se ter estudo
Se consegues entender és sábio
Se queres encontrar-me
Não é preciso ir muito longe
estou tão perto de você
Só basta um gesto de carinho
Com o seu próximo
Pois eu estou com ele
Eu estou em tudo
Que você ver ou sente
Gostaria que todos os homens
Tivesse a sensibilidade de um poeta
Capaz de dialogar com todos
Os seres que eu criei
Que também dão as suas respostas
Eu estou na presa
Que é comida pelo leão
Estou também no leão
Que comeu sua presa
Eu não estou somente nos bons
Estou também nos maus
Pois eu vim para os pecadores
Para que eles liberte a sua alma
E se encontre com Deus.

Osvaldo Teles

domingo, 29 de dezembro de 2013

Rasga-me o peito

Quando flui por mim a divina melancolia de viver

Rasga-me o peito a vontade de sofrer em teu lugar

Os sinos que ecoam o som de tua ausência

Afastam o sacro silêncio que sempre guardara em meu peito

Tu fostes minha alma e meu refúgio

Tu fostes o meu amor e minha graça

Meu suspiro e minha vida

Hoje teu silêncio me domina a existência

Gritando alto à saudade que me mate

Me rasgue o peito

Estraçalhe a alma

A entrega engendrou a solidão

Porque!?

Porque tanta dor se abate em meu peito?

Já não sei viver sem ti

Já não sei ser

Já não sei

Não sou

Mas a ti prometi a eternidade

E serei eterno - mesmo findo - em minha promessa:

Tu serás o meu amor, o único que minha alma anseia.

Alexandre Teles