Derrubei os paredões que impediam-me
De prosseguir pelas estradas da vida
Atravessei o espelho para ir em busca
Da minha aparência da juventude
Que o tempo se encarregou de roubar
Não me preocupo mais com o material
Quero encontrar o equilíbrio do espírito
As probabilidades de deparar-me contigo
E vivermos as emoções em cada curva
Não precisamos corremos, acabou a pressa
Vamos aproveitar a brisa para refrescar
Toda quentura que nos castigava
Não lamentarei o que foi deixado de viver
Ao longo, da minha longa caminhada
A exaustão ficaram as minhas pernas
Porém a cada passada a vontade
De chegar me impulsionava
Exaurido ficou o meu cérebro
Crer na vitória era a motivação diária
A margem ficaram as decepções
Em mim brotou a semente do amor
A força necessária para tornar-me resistente
As desventuras que cruzaram a minha frente
Osvaldo Teles
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Divina santidade
Deixastes a minha vida de pernas para cima
Venerei-te como uma divina santidade
Procurava a melhor forma para te amar
Amor! amor só quis te dar de verdade
Levantes consigo a minha bela poesia
Os sentimentos que regiam meu coração
Eram todos que vinham do centro do eu
Para embelezar todos os dias teus
Tive os sonhos mais lindo contigo
Eles guiavam-me para o mundo real
Fechando as algemas para nos prender
Dentro do nosso espaço surreal, a cabeça
Cunhava palavras cheias de benevolências
Para afagar o teu egocêntrico ego, te amo
A frase chave para te ver toda sorridente
Encontrei o segredo do viver plenamente
Definição do que ser feliz estava em ti
Rompe a cortina do sacro silêncio
Para falar-te dos meus sentimentos
Para mim és a mais bela das mulheres
Encantamento escolhida por mim
Dando sentido para um novo viver
Júbilo trouxestes para a minha existência
Deixei a passagem da minha alma aberta
Para que adentrasse sem pedir licença
Assumindo o comando dos meus impulsos
Osvaldo Teles
Venerei-te como uma divina santidade
Procurava a melhor forma para te amar
Amor! amor só quis te dar de verdade
Levantes consigo a minha bela poesia
Os sentimentos que regiam meu coração
Eram todos que vinham do centro do eu
Para embelezar todos os dias teus
Tive os sonhos mais lindo contigo
Eles guiavam-me para o mundo real
Fechando as algemas para nos prender
Dentro do nosso espaço surreal, a cabeça
Cunhava palavras cheias de benevolências
Para afagar o teu egocêntrico ego, te amo
A frase chave para te ver toda sorridente
Encontrei o segredo do viver plenamente
Definição do que ser feliz estava em ti
Rompe a cortina do sacro silêncio
Para falar-te dos meus sentimentos
Para mim és a mais bela das mulheres
Encantamento escolhida por mim
Dando sentido para um novo viver
Júbilo trouxestes para a minha existência
Deixei a passagem da minha alma aberta
Para que adentrasse sem pedir licença
Assumindo o comando dos meus impulsos
Osvaldo Teles
terça-feira, 30 de maio de 2017
Paredes me cercam
Paredes me cercam por todos os lados
Aprisionado fico as correntes, imóvel
Deixando-me estático, só a mente viaja
Preso fica um ser inquieto,a ponto de explodir
Levanta-te corpo inerte, movimenta-se
Arranca as peias dos seus pés, caminha
Das asas tira as amarras, alça vôo
Liberta tua alma da prisão, liberdade
Janelas se abrem, para o além
Para imaginação viajar, ao encontro da paz
Alívio dá ao seu coração,sossego à alma
Indulgente torna-se o teu ser,
Na solitária, deixa a tristeza
Solta a alegria que está presa
Gargalhadas fluíram, do interior
Adornando os teus lábios,
Os lírios nasceram, para o adorno
Das rosas vão exalar o seu aroma
Para abrilhantar, os dias enfadonhos
Fazendo-te semelhante, a melhor essência
Contando as horas, para bater as asas
Para estar livre e viajar contigo
Até que o ar refrescante, toque as faces
Apaziguador natural, são os seus beijos
Libertando o ser, aprisionado dentro de mim
Osvaldo Teles
Aprisionado fico as correntes, imóvel
Deixando-me estático, só a mente viaja
Preso fica um ser inquieto,a ponto de explodir
Levanta-te corpo inerte, movimenta-se
Arranca as peias dos seus pés, caminha
Das asas tira as amarras, alça vôo
Liberta tua alma da prisão, liberdade
Janelas se abrem, para o além
Para imaginação viajar, ao encontro da paz
Alívio dá ao seu coração,sossego à alma
Indulgente torna-se o teu ser,
Na solitária, deixa a tristeza
Solta a alegria que está presa
Gargalhadas fluíram, do interior
Adornando os teus lábios,
Os lírios nasceram, para o adorno
Das rosas vão exalar o seu aroma
Para abrilhantar, os dias enfadonhos
Fazendo-te semelhante, a melhor essência
Contando as horas, para bater as asas
Para estar livre e viajar contigo
Até que o ar refrescante, toque as faces
Apaziguador natural, são os seus beijos
Libertando o ser, aprisionado dentro de mim
Osvaldo Teles
segunda-feira, 29 de maio de 2017
A FAMÍLIA NO SÉCULO XXI – NOVOS MODELOS FAMILIARES
Conforme já analisado, a sociedade complexa globalizada e tecnológica desenvolvida a partir do último quartel do século XX projetou e difundiu novos modelos familiares que passaram a exigir um novo tratamento jurídico, não dispensado nem pela Constituição Federal de 1988 e muito menos pela Lei 10.406/02 (Código Civil), cujo projeto embrionário remonta ao longínquo ano de 1969. Naquela ocasião e até em 1988, não era possível imaginar que rápidas transformações exigiriam uma reconstrução jurídica em torno de novos aportes familiares a fim de atender anseios cada vez mais acalentados.
Com base no modelo filosófico-jurídico que visa dignificar a pessoa humana, resguardando-lhe direitos sociais e individuais, estabeleceu-se a noção de que a tolerância deve permear todos os vínculos familiares estribados pelo afeto. Cria-se, a partir desse momento, uma visão plural da família, passando a Constituição a ser piso mínimo também nos modelos familiares fixados no artigo 226, de forma a recepcionar todo e qualquer modelo que compatibilize com a reinante interpretação conforme a Constituição.
Nessa linha de raciocínio mantém vigentes os velhos modelos familiares, passando apenas a recepcionar novas figuras, buscando harmonizar novos e velhos paradigmas sob os princípios da igualdade, da liberdade, parentalidade, conjugalidade, sem descurar dos paradigmas de responsabilidade e vinculabilidade de todas as relações.
De maneira didática, é possível elencar os seguintes modelos de família:
1ª) matrimonial – sem sombra de dúvida é o casamento o principal aporte constitutivo das relações familiares. Não é dessarrazoado verificar que a Constituição Federal de 1988, pelo menos de forma topográfica, fixou o casamento como a principal espécie constitutiva de família, tanto que no artigo 226 destinou os dois primeiros parágrafos a tratar do instituto sob o prisma da acessibilidade (civil, gratuito e religioso) de forma a proteger as raízes históricas do instituto que se tornou litúrgico a partir do Concílio de Trento (por volta de 1550 A.D.).
Conforme ampla análise traçada nesse espaço, o casamento foi durante muito tempo o único modelo constitutivo de família, o que gerava uma série de problemas para outros vínculos então emergentes, postos à margem do Direito e até da sociedade.
O próprio casamento sofreu muitas mudanças no seu perfil passando de instituição a contrato, porém, sem constituir um vínculo propriamente econômico, porém, garantindo autonomia da vontade para a constituição e extinção da referida sociedade. O Estado passou a apenas regular efeitos básicos da referida sociedade. O homem deixou de ser o patriarca da família e passou a dividir com a mulher os encargos, direitos e responsabilidades para com os filhos, gozando todos de igualdade na medida de cada papel a ser exercido nessa relação.
2ª) união estável – o Estado passou a proteger a união duradoura, pública e contínua entre um homem e uma mulher desde que nenhum deles estivesse sob o casamento vigente. É a famosa união estável ou concubinato puro, que sem afrontar o casamento, passou a proteger uma união estabelecida entre um homem e uma mulher que visa a constituição de família. Abarca desde pessoas que não querem formalmente se casar até aqueles que estão separados de fato e que não podem constituir um vínculo formal antes de se estabelecer um divórcio. A única restrição é que as partes não podem se unir caso apresentem impedimento para o casamento, o que significa, por exemplo, se o genro viúvo vier a morar com sua sogra também viúva, não gozarão da proteção conferida à união estável porque estão impedidos de converter a referida união em casamento (art. 1723 e § 1º, CC).
Duas correntes existem no que diz respeito a ter a união estável o mesmo status do casamento e gozar, por conseguinte, dos mesmos direitos:
corrente isonômica – segundo a referida corrente, a união estável tem exatamente os mesmos direitos e obrigações do casamento pela adoção do princípio da isonomia (art. 5º, caput, CF), de forma que todos os dispositivos legais que distinguem as relações são inconstitucionais.
corrente tradicional – entende como interpretação literal ao próprio artigo 226, § 3º da CF de que a união estável anterior ao casamento, na medida em que “… , devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. A lei facilita a conversão sob a ótica formal, suprimindo a celebração e, sob a ótica material, conferindo menos direitos que para o casamento.
3ª) concubinato – é a união estável de pessoas impedidas de casar (art. 1727, CC). São relações não eventuais ou de pessoas efetivamente casadas ou de pessoas que jamais poderão converter a sua união em casamento pela existência de impedimentos para tal. De acordo com o Projeto de Lei 2285/07, encaminhada no dia 25 de outubro de 2007 ao Congresso Nacional, mesmo a relação concubinária gera, segundo o seu artigo 64, parágrafo único, os deveres de assistência e a partilha de bens. Dessa maneira, o concubinato passa a ser de competência da Vara de Família, valendo-se das regras gerais das relações familiares e não da velha e obsoleta Súmula 380 do Supremo Tribunal Federal.
Muito embora a relação concubinária não seja estimulada, tem sido adotado ao longo dos séculos e precisa ter um tratamento diferenciado na medida em que envolve vínculo de afeto, além de muitas vezes abranger problemas relacionados a filhos.
4ª) homoafetiva – de acordo com o artigo 68 do Projeto acima mencionado, “É reconhecida como entidade familiar a união entre duas pessoas de mesmo sexo, que mantenham convivência pública, contínua, duradoura, com objetivo de constituição de família, aplicando-se, no que couber, as regras concernentes à união estável”. Segundo o parágrafo único do referido artigo passam a ser conferidos direitos de adoção, previdenciário, sucessório, além da guarda e convivência com os filhos. Portanto, equipara à união estável, gozando de ampla proteção constitucional à referida união.
5ª) monoparental – o artigo 226, § 4º da CF protegeu a entidade familiar constituída por qualquer dos pais ou seus descendentes. É a situação normalmente de pessoas cujo casamento foi dissolvido e que passam a se vincular exclusivamente com a prole. Muito embora tenha havido omissão por parte do Código Civil, por isonomia são aplicados todos os preceitos necessários ao bom desenvolvimento da referida sociedade. O artigo 69, § 1º do Projeto apresenta a família monoparental como espécie de família parental e aplica, por força de lei, a equiparação às demais entidades familiares.
6ª) família pluriparental – é aquela constituída por pessoas egressas de casamentos desfeitos. Configuram situações em que pelo menos um dos genitores possui filhos anteriores, porém, normalmente, ambos possuem filhos anteriores de forma a constituir um mosaico de relações. O artigo 69, § 2º do Projeto, estabelece “Família pluriparental é a constituída pela convivência entre irmãos, bem como, as comunhões afetivas estáveis existentes entre parentes colaterais”. Dessa maneira, o padrasto passa a gozar de uma série de direitos e obrigações nessa nova ordem familiar.
7ª) anaparental – é a convivência entre parentes ou não-parentes de pessoas que têm objetivos comuns fora do modelo clássico de união. É o caso de dois primos unidos com propósito de amealhar bens, constituindo uma verdadeira sociedade, muito próxima das relações monoparentais.
8ª) eudemonista – é a união de pessoas que visa à busca de felicidade, tanto individual quanto coletiva. Visa a não coisificação da pessoa no bojo das relações familiares.
9ª) união livre – é a possibilidade de pessoas estarem ligadas, porém, não desejando a incidência de obrigações. Hoje, muitas vezes, vem traduzido pelo contrato de namoro. Abarca situações de pessoas que realmente estão em fase embrionária de relacionamento, mas também por aquelas que convivem há muitos anos, todavia, não desejando que o vínculo surta conseqüências jurídicas. Atualmente, a discussão gira em torno da validade e eficácia de contratação nesse sentido.
10ª) uniões plúrimas – existe, ainda, a situação de pessoas que possuem múltiplas relações conjuntas, consentidas ou não, sob o mesmo teto ou não e que geram diversas implicações não podendo o direito ignorá-las.
Em meu ninho
As vidraças estão embacadas
Nuvens carregadas a desabar
A chuva torrencial cai lá fora
O meu céu cheio de estrelas
Estar muito nublado, sem brilho
Transcrevo um ambiente insalubre
Em meu ninho de amor lençóis amassados
Pele enrugada pela ação do vento frio
O corpo suplicante clama por ti
O leito gélido me aguarda
Apanhai-me tirando está angústia
De sua espera, desespero eu ficava
Esperando apenas um simples amparo
Seu físico junto ao meu
O seu calor invade o meu corpo
O meu sonho de uma noite de inverno
Corpos juntos e almas amarradas
Pelo enlaçamento do matrimônio
O desfecho é que viestes tirar-me do ermo
Devolvendo a vida a um quarto gelado
Trazendo consigo a essência das rosas
Preparei-me para a magnitude do encontro
Usei a sua fórmula para combater a dor
A combinação do mais belo amar
Fez mudar o clima congelante do quarto
Sussurros estridentes dava o tom
Mudando o cenário do meu ninho de amar
Que só faltava a tua ardilosa presença
Para aumentar o clímax dos corpos ardentes
Pele com pele é o melhor agasalho
Osvaldo Teles
sábado, 27 de maio de 2017
Despertando as fantasias
Bom dia vem trazendo alegrias
Vem noite embalar os sonhos meus
Despertando as fantasias mais lindas
Restaurando um coração dilacerado
Andava lado a lado de mãos com a solidão
Derramando lágrimas pelo caminho
Já não via solução para os meus prantos
Voltei desperado as minhas entranhas
A pro-cura do aro partido que me ligava
As noites enluaradas e estrelas emolduradas
Fazendo da boemia o alentejo: fuga
Vague entardecer adentro, gritos soltos
Perdidos nas encruzilhadas da vida
Quiseras encontrar um ouvido para escutar
Chorava copiosamente nesta busca
Não quero passar as madrugadas sozinho
Permeiam os meus pensamentos amor
Vem como as brumas soprando suave
Para longe as dores contidas na minha alma
Vagando fui a jardim lá no fundo do interior
Brotando as flores que as lágrimas regaram
Risadas fluem do centro do meu âmago
A musa passou a caminhar junto a mim
A poesia caminhava lado a lado comigo
As paixões ficaram pelas esquinas
O amor carrego enfeitando a cena
Agora só quero que fiquei contigo
Toda as lembranças de um amor vivido
Osvaldo Teles
Vem noite embalar os sonhos meus
Despertando as fantasias mais lindas
Restaurando um coração dilacerado
Andava lado a lado de mãos com a solidão
Derramando lágrimas pelo caminho
Já não via solução para os meus prantos
Voltei desperado as minhas entranhas
A pro-cura do aro partido que me ligava
As noites enluaradas e estrelas emolduradas
Fazendo da boemia o alentejo: fuga
Vague entardecer adentro, gritos soltos
Perdidos nas encruzilhadas da vida
Quiseras encontrar um ouvido para escutar
Chorava copiosamente nesta busca
Não quero passar as madrugadas sozinho
Permeiam os meus pensamentos amor
Vem como as brumas soprando suave
Para longe as dores contidas na minha alma
Vagando fui a jardim lá no fundo do interior
Brotando as flores que as lágrimas regaram
Risadas fluem do centro do meu âmago
A musa passou a caminhar junto a mim
A poesia caminhava lado a lado comigo
As paixões ficaram pelas esquinas
O amor carrego enfeitando a cena
Agora só quero que fiquei contigo
Toda as lembranças de um amor vivido
Osvaldo Teles
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Desejo insaciável
Bebo a água que flui de sua boca
Matando toda a sede que tenho de ti
Buscando o fôlego perdido da jornada
Aquele desejo insaciável de beijar
Os teus carnudos e suculentos lábios
Peguei-te como se pega um cristal
Passeei suave pela sua pele
Fala-me tu o que sentes agora
Estás satisfeita com o meu amor
Acalmando a minha inquietação
Quero estar realizando os seus anseios
Aliviando desejo intenso de teu ser
Deixando em meu corpo o alívio
Olhando pela fresta do meu espírito
Todo contentamento que advém de ti
Perceba os efeitos dos seus chamegos
São como os efeitos da morfina
Ficando na face o preâmbulo da alma
Gritante fica desenhada nas linhas faciais
A extrema felicidade que proporciona-me
Quando estou entretido em teus beijos
Tudo se apagam e só você fica na cabeça
Osvaldo Teles
Matando toda a sede que tenho de ti
Buscando o fôlego perdido da jornada
Aquele desejo insaciável de beijar
Os teus carnudos e suculentos lábios
Peguei-te como se pega um cristal
Passeei suave pela sua pele
Fala-me tu o que sentes agora
Estás satisfeita com o meu amor
Acalmando a minha inquietação
Quero estar realizando os seus anseios
Aliviando desejo intenso de teu ser
Deixando em meu corpo o alívio
Olhando pela fresta do meu espírito
Todo contentamento que advém de ti
Perceba os efeitos dos seus chamegos
São como os efeitos da morfina
Ficando na face o preâmbulo da alma
Gritante fica desenhada nas linhas faciais
A extrema felicidade que proporciona-me
Quando estou entretido em teus beijos
Tudo se apagam e só você fica na cabeça
Osvaldo Teles
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