segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Meu templo

Fiz do seu coração meu templo 

Refugiando nele minhas dores

Venerei-te como uma santidade

Pude sentir a sua benevolência


Em meu corpo e no meu espírito

Encontrei em vós complacência

Estou sob o sol da Primavera 

De tanta beleza que me envolve


Dois seres aquecido com o calor

Que as peles foram absorvendo

Feliz com a minha alma regozijo

Contemplei a sua belíssima face


Vislumbrei a santa face do amor

Consternações deixou nos olhos

Com brilho das luzes das estrelas

Expressando o nobre sentimento


Que em meu peito fez a morada

O objetivo ser muito feliz contigo

Envolvendo-me em suas delícias

Fui conduzido ao mundo da lua


Osvaldo Teles



domingo, 6 de setembro de 2020

Os momentos

Os momentos ficaram gravados

Como tatuagem no meu coração

Fixados em minhas recordações

Já estão fazendo parte de mim


Preso aos laços dados pela vida

Aonde eu ande vão estar comigo

Irei recordar todo acontecimento

Farão parte da minha felicidade


E construída de cada momento

Que foram vividos na intensidade

Tocaram para sempre no interior

Nos intervalos de cada melodia


Vão reativar todas as lembranças

Levo intrinsecamente no âmago

Não tem como esquecer de tudo

Que os aprendizados me trouxe


Os cheiros e sabores vou guardar

Serão os reativadores da memória

Trazendo a tona as remanescências

De um ser que viveu sua essência


Osvaldo Teles



Já tive pressa

Já tive muita pressa para chegada

Caminhei alucinado e desesperado

Como se fosse os últimos dos dias

Dei passadas maior que as pernas


Muito tombo minha pressa me deu

As feridas tende a não cicatrizarem

Tive que levantar com os arranhões

Na ânsia de chegar fui atropelando


A lógica do ciclo da vida e do tempo

Até parecia que não havia obstáculo

Tudo parecia assim tão banalizado

Fui trafegando na velocidade da luz


O espaço é pequeno para os sonhos

Não tinha limites para os devaneios

Andava a sonhar em plena luz do dia

Fazia do mundo um grande picadeiro

Às vezes tinha que pintar o meu rosto


Para esconder as minhas decepções

O palhaço escondendo as frustrações

Encarava as verdades e as mentiras

Aquelas faziam partes das jornadas



Osvaldo Teles

Os aromas Primaveris

No vai e vem que o vento sopra

Na suavidade da brisa os botões

Vão abrindo as lindíssimas flores

Um multicolorido se manifestando


A natureza vai celebrando a vida

Os aromas Primaveris espalharam

Chuviscam suas gotas de perfume

Todas as almas ficam inebriadas


Toda a terra vai deixar perfumada

Sobre a solo um tapete de pétalas

As abelhas iam catar seus pólens

Vão germinando as vidas contidas


Com a liberdade o ser sai viajando

Na fantasia que a mente vai criando

É uma festa da vida no nobre planeta

Mostrando a presença de um Deus


Manifesta-se na beleza de sua criação

Os pássaros festejam sua presença

Com belos contos e belas carretilhas

É a certeza que a vida está completa



Osvaldo Teles

sábado, 5 de setembro de 2020

Preciso lhe possuir

Sinto que preciso lhe possuir

O corpo treme quando te ver

Queria apenas ter nos braços

Envolvendo-te nas carícias


Sentirei a suavidade da pele

A paixão me deixando tenso

Sou consumido por um fogo

A brasa do paixão foi acesa


O vulcão queimado no peito

Saindo louco a sua procura

Há tempo eu queria te amar

Um calor correndo nas veias


A erupção prestes a explodir

Vou possuindo o meu desejo

Colocando o amor em prática

Canalizo toda a sua pulsação


Entregado-me a ti  por inteiro 

Quis sentir um prazer intenso

Sintonia entre corpos e almas

Ficam presas em uma viagem



Osvaldo Teles

Abri a porteira

Aprisionado abri a porteira do curral 

A indecisão tomou conta do cérebro

Deixando a memória muito confusa

Tentei colocar as ideias em ordem


Logo ganhei liberdade tão desejada

O mundão estava só me esperando

As oportunidades foram de montão

Ficava desorientado nas currotelas


Nas paragens o olhar ficou perdido

As belas paisagens tirava a atenção

A cada curvas um tentação a espera

Atando os pés para impedir de andar


As ditas armadilhas estavam prontas

Qualquer vacilo o destino me laçaria

Por vezes me deixaram encurralado 

Sem saber para que lado deveria ir


Como um boi brabo fiquei amuado

Enjaulado nos meus próprios medos

O pássaro liberto com asas cortadas

O horizonte ficava cada vez distante



Osvaldo Teles

Preparando o almoço

Estava preparando o almoço e a imagem da minha avó veio em minhas lembranças ela estava a catar mangalô em um pé que nasceu em torno de uma touceira de bananeira suas ramagens eram muito viçosas, depois me botava para debulhar, enquanto isto o frango caipira já estava preso debaixo do balaio para ser abatido, depois ela ia pegar no quintal coentro da Índia, alfavaca fina, hortelã miúdo e grosso e um tal de tomate cocó, o tempero era todo natural e tudo era preparado no fogão à lenha, o cheiro do comida ficava por toda a casa,  até o suco as frutas eram tiradas no quintal, tudo ficava delicioso, na hora do almoço era a maior algazarra com a criançada.

Eta tempo bom, tudo era muito simples mas felicidade era constante quando todos se juntavam para brincar, vi o filme da minha infância passar na minha mente percebe o quanto éramos felizes e não sabíamos. Hoje trago comigo só as recordações de um tempo feliz de vivi ao lado daqueles que fizeram parte da minha belíssima infância que me ajudaram preparar-me para fase adulta.



Osvaldo Teles