Quebrei as grades que me prendiam,
A águia peregrina ganhou a liberdade.
Tentaram podar as minhas asas,
O meu instinto de águia suplantou no impulso.
Levantei voo livre de amarras, viajei
Buscando o reino perdido das ilusões.
Parei estupefato na ilha encantada,
Até chegar, tinha enfrentado muitas ventanias.
O sonar do amor me orientou,
Colecionei muitas aventuras e desventuras,
Que me fizeram refletir, me trouxeram aprendizado.
Na transparência das águas reflete a imagem,
Na imensidão do espaço não havia obstáculos.
Dava voos rasantes sem medo das armadilhas,
A mente ditava a velocidade da viagem.
Era só bater as asas a favor da corrente,
Livrei-me de todas as arapucas.
Porém, fui preso pelos laços do amor,
Ganhei a verdadeira liberdade
Nos braços da mulher amada.
Levou-me a todos os lugares sem sair do lugar,
Fazendo-me encontrar o planeta do amor,
Onde ficamos na promessa do amor sem fim.
Deixamos de ser peregrinos da existência,
Rumamos em direção ao centro do eu,
Amarrados pelas linhas imaginárias da vida.
Osvaldo Teles

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