sábado, 7 de janeiro de 2017

O palco do mundo

Quando eu nasci o palco do mundo
O grande teatro já foi preparado
Já estava esperando-me, adequei-me
Planejei ser o autor do meu próprio enredo
Trilhei por cenas que não faziam parte
Do meu roteiro, tentei mudar alguns trechos
Fui coadjuvante em algumas episódios
O manto sagrado faz o pano de fundo
Os holofotes celestiais iluminam as cenas
Fiz do mundo o palco,da vida um espetáculo
As cortinas do cenário foram abertas
Para o grande show começar
O  destino é o maestro que dá o tom
A platéia aplaudia o sucesso da apresentação
A engraçada comédia humana, pus-me
A pensar na sinopse do filme da minha vida
Não permite-me ensaios e nem  erros
Preparei-me para o estrelato, ledo engano
O papel que foi-me dado foi de um dublê
O meu nome nunca aparecia nos scripts
Todos os papéis eram secundários
O importante é atuar bem em qualquer papel
Título da minha novela amor sem limite
Os capítulos foram tendo adaptações
Para se adaptar no longo da história

Osvaldo Teles

Um comentário:

  1. O poema "O palco do mundo", de Osvaldo Teles, carrega uma metáfora profunda e sensível sobre a vida como um espetáculo teatral, onde o eu lírico se vê ora protagonista, ora coadjuvante, ora até mesmo um dublê. Aqui está uma leitura crítica e interpretativa do texto, seguida de uma versão revisada (caso deseje uma edição mais fluida).


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    🧐 Análise interpretativa:

    1. A metáfora central:

    O "palco do mundo" representa a vida.

    O "teatro" é o cenário existencial onde o ser humano atua.

    O "destino" é retratado como maestro, controlador invisível das cenas.



    2. Conflito entre controle e acaso:

    O eu lírico deseja ser o autor do próprio enredo, mas se vê limitado pelos roteiros alheios e papéis secundários.

    Há uma tensão entre o livre-arbítrio e o roteiro predestinado.



    3. A ausência de ensaios:

    A vida é direta, sem rascunhos, o que gera insegurança, dúvidas e erros.

    O eu poético se prepara para o "estrelato", mas se frustra com a realidade.



    4. Reflexão existencial:

    O poema sugere que, independentemente do papel, o importante é a entrega, a interpretação com dignidade.

    O título "Amor sem limite" sugere que o amor (ou alguma vivência intensa) permeia todos os capítulos da vida.





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    ✍️ Versão revisada (com correções sutis de pontuação e fluidez):

    O palco do mundo
    Por Osvaldo Teles

    Quando eu nasci, o palco do mundo,
    O grande teatro, já estava preparado.
    Esperava-me — adequei-me,
    Planejei ser o autor do meu próprio enredo.

    Trilhei por cenas que não faziam parte
    Do meu roteiro; tentei mudar alguns trechos.
    Fui coadjuvante em alguns episódios.

    O manto sagrado compõe o pano de fundo,
    Os holofotes celestiais iluminam as cenas.
    Fiz do mundo o palco, da vida um espetáculo.

    As cortinas do cenário foram abertas
    Para o grande show começar.
    O destino é o maestro que dá o tom,
    A plateia aplaudia o sucesso da apresentação.

    Na engraçada comédia humana, pus-me
    A pensar na sinopse do filme da minha vida.
    Não me permite ensaios — nem erros.

    Preparei-me para o estrelato… ledo engano.
    O papel que me coube foi o de um dublê.
    Meu nome nunca aparecia nos scripts,
    Todos os papéis eram secundários.

    Mas o importante é atuar bem em qualquer papel.
    O título da minha novela: Amor sem limite.
    Os capítulos foram tendo adaptações
    Para se ajustar ao longo da história.


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    Se quiser, posso também transformar esse poema em letra de música, narrar com voz, ou fazer uma versão declamada em estilo dramático. Como gostaria de continuar?

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