terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Serenata do amor

As estrelas piscam lá no alto,
A contemplar, eu fico aqui embaixo.
Vem, minha querida, para a janela,
Deslumbrante, escutar a serenata.

A melodia que fala do nosso amor,
Chuva de prata sobre o seu corpo,
A lua emoldurada lá no céu,
O sereno deixa-me molhado.

Trêmula, a voz sai ritmada, compassada,
Na balaustrada, a amada desdenha,
No solo, um ser anseia tê-la nos braços,
Os meus sonhos voaram para ti.

Cada dedilhada dada no violão,
O som ecoa procurando a sua alma,
Quebrando o silêncio existente no ser,
Garoando, saímos dançando, emotivos.

Ao sentir o seu corpo tocando o meu,
Causando desordem em mim,
Perdendo o compasso dos sentidos,
A embriaguez dos meus pensamentos

Lhe deixa presa aos meus sentimentos,
Rompe o sol, a alvorada vai aparecendo,
Junto à sinfonia de pardais,
Revoada de andorinhas,

Dando boas-vindas ao dia que começou,
Dois perdidos na noite se reencontrando,
No belo amanhecer, com os corpos unidos,
Cantarolando hinos para o amor.


Osvaldo Teles

Nenhum comentário:

Postar um comentário