segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lágrimas da minha solidão

A água vai correr para o Riachão,

igual às lágrimas da minha solidão.

Náufrago dentro de mim mesmo,

à estação transitória me aproximo.


O coração machucado se encontra

numa nascente de água cristalina.

Derramo os prantos de minhas dores,

não dá para ouvir os meus clamores.


Por fora, reflete o que sinto por dentro.

Nas estradas, deixei minhas lamúrias,

no decorrer, fui esquecendo as juras,

buscando no amor as minhas curas.


Em um mar de angústia me encontro,

ficando desorientado nessa procura.

Procurei no mundo o ser encantado

para tornar o nosso jardim colorido.



Osvaldo Teles

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