Atravessava as noites, solitário,
No amanhecer, levantava abatido,
Passando a ser um suplício diário,
E com meu coração no peito, ferido.
E as gotas de tristeza no meu rosto,
Nos olhos, ficaram os traços da dor,
A alegria tinha perdido o seu posto,
A alma sentia a falta do seu amor.
Chorei por diversas vezes sua falta,
Deixei de lado minhas expectativas,
Fica turvo e se apaga a luz da ribalta,
Não encontro nenhuma perspectiva.
Tudo ao entorno ficará na penumbra,
A sua ausência só faz me maltratar,
Diante da sua beleza, a alma deslumbra,
A sua presença vem me completar.
Osvaldo Teles

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