Pude sentir a leveza do galope,
Era muito suave o seu trote.
Correu em disparada pela estrada,
Forcei algumas vezes a parada.
Nessa caminhada, era eu e ele,
Segui segurando a sua rédea,
Para não perder o seu controle,
Cavalgamos juntos, como em um rolê.
Cavalgando livre neste mundão,
Deixo para trás o pedaço de chão.
Tentei apreciar a beleza da vida,
Estava numa estrada comprida.
Não sei o que me espera no final,
A minha fé me liga ao celestial.
O vento sopra saudades do que fui,
Galopando, minha lembrança flui.
Lembrando-me do que está por vir,
A brisa acariciando o resto do sentir.
Dos saudosos momentos me lembrei,
Um dia, em meu pedaço de chão, pisarei.
Osvaldo Teles

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