Coloquei a cela no meu pangaré,
Pode falar, é melhor do que a pé.
O poeirão vai desenhando o rosto,
A alegria vai ser o meu entreposto.
Procurando meu rumo no estradão,
Tirei das lembranças minha solidão.
Ficou para trás o que me machucou,
Levei na memória o que me alegrou.
Estacionei no planeta das fantasias,
Me causando uma grande paralisia.
O meu pangaré aumentava o trote,
Para não ser acertado pelo golpe
Que o destino tinha devidamente armado.
Adentrei o meu caminho desarmado,
Carreguei comigo a vontade de chegar,
Não tivemos nem um tempo para aproveitar.
Não tinha como as pegadas apagar,
O meu companheiro cavalgou comigo.
Estávamos exauridos da longa cavalgada,
Deixamos para trás muitas poeiras.
Osvaldo Teles

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