sábado, 9 de maio de 2026

Meu pangaré

Coloquei a cela no meu pangaré,

Pode falar, é melhor do que a pé.

O poeirão vai desenhando o rosto,

A alegria vai ser o meu entreposto.


Procurando meu rumo no estradão,

Tirei das lembranças minha solidão.

Ficou para trás o que me machucou,

Levei na memória o que me alegrou.


Estacionei no planeta das fantasias,

Me causando uma grande paralisia.

O meu pangaré aumentava o trote,

Para não ser acertado pelo golpe


Que o destino tinha devidamente armado.

Adentrei o meu caminho desarmado,

Carreguei comigo a vontade de chegar,

Não tivemos nem um tempo para aproveitar.


Não tinha como as pegadas apagar,

O meu companheiro cavalgou comigo.

Estávamos exauridos da longa cavalgada,

Deixamos para trás muitas poeiras.



Osvaldo Teles

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