domingo, 12 de julho de 2026

Boteco sujo

Saí para beber no boteco sujo,

Fui à procura da dita-cuja, fujo.

Só tinha bebum do pé rachado,

Era cheio de copo mal lavado.


Ô povinho feio e mal-encarado,

Impregnado no cheiro de pinga.

É o sujo falando do mal lavado,

Como só tinha filho de rapariga.


O casal atracado brigava, parecia,

Carregando a peixeira do lado.

Cada um tinha as suas perícias,

Os movimentos não nos deixavam.


Percebo o garçom botar a talhada;

Hoje só sairei daqui embriagado.

O cheiro do álcool fica no espaço,

Provoca na mente a embriaguez.



Osvaldo Teles

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