Saí para beber no boteco sujo,
Fui à procura da dita-cuja, fujo.
Só tinha bebum do pé rachado,
Era cheio de copo mal lavado.
Ô povinho feio e mal-encarado,
Impregnado no cheiro de pinga.
É o sujo falando do mal lavado,
Como só tinha filho de rapariga.
O casal atracado brigava, parecia,
Carregando a peixeira do lado.
Cada um tinha as suas perícias,
Os movimentos não nos deixavam.
Percebo o garçom botar a talhada;
Hoje só sairei daqui embriagado.
O cheiro do álcool fica no espaço,
Provoca na mente a embriaguez.
Osvaldo Teles

Nenhum comentário:
Postar um comentário