sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Silenciosas

Silenciosas vão passando as horas,

Os ponteiros avançam vagarosos.

A certeza do dia é que me consola;

Se não fosse isso, ficaria temeroso.


A minha cama vai se agigantando,

Seu cheiro ainda está impregnado.

O meu corpo por ti fica implorando;

Pelo sono, com o tempo, sou domado.


Na penumbra, busco a sua presença,

Paixão, vou te desejando à distância.

Só sentirei a suavidade da fragrância,

Vou sentindo a essência da hortênsia.


O quarto sem ti está perdendo a vida,

Os meus olhos perderam seus brilhos.

Não aguento deixar a paixão contida;

Nas noites frias, me tornei o andarilho.



Osvaldo Teles

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