sábado, 30 de junho de 2018

Contemplei a sua face

Contemplei a sua face angelical
Da divindade chamado de amor
Um anjo transfigurado em mulher
Venerei-a como uma santa no altar

Sendo o leito o nosso nicho sagrado
Do coração fiz o seu santuário
Representante do divino na terra
Religando o homem ao celestial

Nesta nossa comunhão conjugal
Celebração sagrada do gostar
Não sou santo neste contexto
Sou um simples mortal e pecador

A única coisa que quero é ter o prazer
Imensurável de retirar as suas vestes
E deparar com curvaturas perfeitas
Encaixe perfeito entre os nossos corpos

De está contigo envolvido nos beijos
Ouvir os seus sussurros aos ouvidos
Se isto é pecado quero morrer pecando
Desde que seja envolto em seus braços

Osvaldo Teles

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Quanto amor

Quanto amor eu guardei para te dá
Num querer desprovido de interesse
Só a sua aceitação me bastava
Sobre o céu de estrelas nos unimos

Tendo a lua como testemunha do romance
Na terra um tapete de pétalas se forma
Seu aroma impregnado no ambiente
Para sermos único neste encontro

Não junção do carnal e do espírito
Os corpos se unem pelos corações
Sinto a suavidade dos seus toques
Nos despimos nos tornamos íntimos

Despojados de todos preconceitos
Esqueço tudo quando a porta se fecha
E o quarto fica na penumbra a meia luz
Única coisa que me importa sua presença

Ficando as pendências para depois
Estamos pensando da mesma forma
Abrimos uma janela para o paraíso
Trazendo mais brilho para nossa vida

Osvaldo Teles

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Cheguei ao pó

Cheguei ao pó do pó ressurge
Ressurgir como se renasce das cinzas
Fortificado como uma firme rocha
Um fogo fazia arder como brasa

Queimando as ideias enlouquecidas
A minha fênix interior alçou voou
Seguir rumo ao desconhecido
Ao encontro de novos horizontes

O novo sol fugido estamparia o céu
Embelezando a cortina celestial
Um vagalume clareando o caminho
Uma clareza mudou a insanidade

Das das longas e cansativas passadas
Pude apreciar suavidade dos cantos
A planície e seus canteiros floridos
Fui dominado por uma força estranha

Uma criatura descrente vislumbrou a luz
Daquele que me acompanhou no abismo
Dando o seu ombro como o repouso
Desfrutei do conforto de suas palavras

Osvaldo Teles

Vaguei noite afora

Passei muitas madrugadas em claro
Vaguei noite afora na tentativa de achar
A minha alma gêmea para apascentar
As tantas inquietações que me fustigava

Busquei a quietude no seu silêncio
Emudecido calei a voz do coração
Tirando o equilíbrio de um ser equilibrado
Abandonado sobre um leito frio e vazio

Presenciei o raro espetáculo do alvorecer
A grandeza do sol a se apresentando
Majestoso por trás da colina adormeci
Com os seus raios invadindo as frestas

Ao som ritmado dos cantos dos pássaros
Conversei comigo mesmo bem baixinho
Onde deixei esquecida a minha certeza
Que o amor morava dentro do meu peito

Estilhaçado pela enxurrada de decepção
Lá fui cantarolando as antigas melodias
Que faziam recordar velhas passagens
Levando a me entregar as recordações

Osvaldo Teles

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Juntei os fragmentos

Porque esconder o que  sinto
Por dentro sangrava uma alma
Estava espalhada em pedaços
Juntei os fragmentos do coração

Sangrando um ser despedaçado
Que andava em frangalhos! Paguei
O que me sobrou e prosseguir firme
Despejei lágrimas torrenciais aliviei

Toda as tensões que me perseguiam
Não tive medo dos acontecimentos
Joguei  tudo para cima e seguir
Por causa dos instintos animal estou aqui

Sobretudo encarei tudo frente a frente
Fostes o instrumento da minha cura
Encontrei o poder tenaz do seu afeto
Na tenacidade saturei as cicatrizes

Creditei as  vicissitudes  ao  destino
Na verdade deveria pagá-las pela rédea
E assumir o controle desta situação
Contudo contém o poder divinal

Dando-me uma força sobrenatural
Alargado a minha visão periférica
Fazendo enxergar que está além
Que a dor serve como aprendizado

Osvaldo Teles

Bons tempos

Velhos tempos estão sepultados?
Ou eles permanecem vivos em nós
Prontos para serem reavivados
Presos aos remanescentes instantes

Reacendendo o que foi vivido antes
Vividos em plenitude e entrega constante
A remanescência continua aflorando
Os sentimentos que foram vivenciados

Os bons tempos vem a lembrança
Não ficaria preso ao que passou
Dando estímulos ao futuro vindouro
E ênfase a um presente glorioso

Na espera de momentos vitoriosas
Na face lisa ficaram esculpidas rugas
Virtuoso ficará o passado no divã
Alimentando os sonhos futuros

Procurando sentido para os acontecidos
Intercalando conquistas e frustrações
Os questionamentos sobressaltam
Sobressaindo o que de bom foi vivido 

Osvaldo Teles

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Deixa o coração se pronunciar

Teus olhares cruzaram com os meus
O amor se comunicou através deles
Cala-se deixa o coração se pronunciar
Ele vai falar através dos seus sentidos

Falou no mais profundo de cada um
Universalizando a linguagem do amar
Conversando na mesma sintonia
Como um veio de água cristalina ela flui

Na suavidade dos toques vai extasiando
Os corpos sensíveis vão se comunicando
Saindo lá do fundo d’alma vindo atona
O sentimento puritano que há no interior

Fecha os olhos para sentir a sua voz
O ritual  só está apenas começando
A sensibilidade vai sendo aflorada
Portanto o amor vai ditando suas regras

Amortecendo o impacto de sua indolência
Completando o espaço vazio existente
Interlocução das criaturas apaixonadas
Que vai deixando o amor ditar o ritmo

Osvaldo Teles