sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Mainha não feche a porta

Mainha, não feche a porta,

que um belo dia vou voltar.

O mundo lá fora é perverso,

à terra amada vou regressar.


Fico a me lembrar, com tristeza,

da minha amada que deixei.

Que saudade do jabá assado

com farofa d’água fria.


De uma macaxeira com manteiga,

do jerimum com carne de panela.

A casa já tinha cheiro de café,

de manhã cedo já estava de pé.


Para ir contente para o batente,

a saudade domina as lembranças.

Ali eu era muito feliz e não percebia,

andava livre, sentindo a liberdade.



Osvaldo Teles

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