O boi brabo se embrenha no mato,
Vou logo atrás com o meu cavalo.
O danado do bicho é muito ligeiro,
Jogo pro lado, ele vai para o outro.
O pé de jurema fica entre nós dois,
O gibão de couro é minha proteção.
A caatinga será o nosso picadeiro,
No descampado fico frente a frente.
Agora é só o destino que vai salvar,
Ele refuga, marcando sua disparada.
É uma luta grande, eu e o boi brabo,
Olhando para mim como o seu alvo.
Quando fico com o laço já preparado,
Qualquer passo em falso, saio do lado.
Aprumo o cavalo e parto para cima,
Tenho que continuar com minha sina.
Osvaldo Teles

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